Wednesday, January 17, 2007

Alkmaar




Tomaste conta de mim
lenta e suavemente
sem que eu desse por isso
A tua voz e o teu corpo
mexem comigo
docemente
sem que eu queira
não me sais da mente
não me sais da frente
tomaste-me toda
podes fazer o que quiseres
porque eu
acho que não vou reagir...

Tuesday, January 16, 2007

Mar em Bergen aan Zee e Camperduin



Tenho o mar, um pôr de sol
e uma mão cheia de flores
para te dar
Tenho muito de nada
e um pouco de tudo
para te dar
Tenho um grande amor
e rios de alegria para ti
mas tu não vens
Tenho isto tudo
Mas não te tenho
a ti...

Sunday, January 14, 2007

Alkmaar - mercado do queijo



Vem amor
Que eu não aguento mais
esta ausência
esta distância
este sufoco
que me vem do estômago
Vem amor
Ainda não é tarde
como é que isto
nos foi acontecer
Porque é que o amor
só chegou agora
onde estavas
onde estive
que vai ser de nós
Vem amor
Deixa pelo caminho
o passado
e vamos viver
este presente
tão forte, quase violento
Vem amor
... ainda não é tarde...

Friday, January 12, 2007

Amesterdão - Rua de Dam e Praça de Dam



Com um amor como o nosso
não há longe nem tempo
que possa separar
o que já não é mais separável
que possa fazer esquecer
o que já é inesquecível
que possa terminar
o que ainda agora começou
mas que já tem
o tamanho
do Mundo!

Wednesday, January 10, 2007

A beleza em branco




Queria escrever o que sinto
e a saudade que já tenho
do amor que vivemos hoje mesmo
Mas as palavras não me saem
só um turbilhão de
sentimentos me estala
no peito
E o mar
mesmo aqui a meus pés
vem dizer-me que
também tu estás inquieto
Acalma, amor
o amanhã voa
e o outro dia
logo de manhã
vai chegar muito depressa
Porque o tempo, que é velho,
conhece-nos, e sabe
que estamos à espera
do Bom dia!

Tuesday, January 09, 2007

Boa noite!


Já chegaste
eu esperava-te aqui
onde o teu amor ainda cheira
onde o meu amor ainda
se oferece esta noite
outra vez e outra
até ficarmos exaustos
de numa noite
termos vivido mil noites
de memórias e medos
Anda, vem daí
deixa-me abraçar-te
deixa-me parar o tempo
já me tens nos teus olhos
e no pensamento
e no corpo
já posso fechar a luz.
Boa noite!

Monday, January 08, 2007

Mare cheia!


Esperei que chegasses
para me deitar, contigo
o nosso amor foi tão bom...
É tão forte e é quase
como se nos tivessemos
amado desde crianças
É um amor maduro
e calmo, tão bonito
que eu nem acredito
possa ter sido verdade
Mas as ondas do mar
mesmo aqui a bater
dizem-me que sim,
e que o amor
que hoje fizemos
voltará amanhã
noutra maré cheia!

Saturday, January 06, 2007

...***...***...***...


Já não choro, já não tenho lágrimas,
secaram com o vento que ondula as searas
Tenho esta enorme angústia
na garganta e no estômago,
disseste que estarias comigo
e a meu lado só há o frio
dos lençóis e da tua ausência
Mas eu que sou terra e fogo e mar
hei-de erguer a bandeira dos não vencidos
e entrarei com ela, novamente,
pela porta da vida!

Friday, January 05, 2007

O amanha



Ainda estamos no hoje
e já o amanhã me dói
porque não vou falar contigo
porque não vou poder ouvir a tua voz
porque não terei o 'bom dia'
a que jé me habituaste
porque vai ser um dia longo
esperando o outro dia
em que te vou ver e poder abraçar,
podermos abraçar-nos
nas nossas memórias
de há tanto tempo e tão recentes
que até parecem de ontem.
Ainda estamos no hoje
e já o amanhã me angustia...

Wednesday, January 03, 2007

Apetecia-me


Apetecia-me
abrir o peito
e meter-te cá dentro
corpo inteiro
Apetecia-me
molhar os pés
como quando crianças
na nossa praia
Apetecia-me
fechar o coração
donde tu nunca
devias ter saído.
Apetecia-me isto tudo!
Apeteces-me...

Tuesday, January 02, 2007

Como eu gostaria...


Como eu gostaria que estivesses aqui
para ouvires tudo o que tenho para te dizer
para te dar a ternura que me sai do peito
e esbarra contra a parede desta sala
Como eu gostaria que estivesses aqui
para me dizeres tudo o que pensas
e sentes e respiras
e que ainda não me disseste,
para me dares a mão e irmos para a rua
correr, e apanhar uma flor
que eu iria guardar na memória
de um tempo já passado, e que voltou.
Ah, como eu gostaria que estivesses aqui...

Monday, January 01, 2007

Silencio de vidro........


Há quem creia em Deus e o veja em toda a parte.
Eu acredito em ti
E vejo-te em tudo o que na vida me dá profundo gosto de viver,
Tudo o que me sorri
E também em tudo o que me faz sofrer.
Vejo-te na recordação da minha infância
- Menino que sonhava estrelas iguais às minhas –
E no despontar das manhãs claras,
Quando o mundo era cheio de mistérios
E cada coisa uma interrogação.
Crescemos juntos sem nos conhecermos,
Mas quando nos cruzámos por acaso
Eu soube que eras tu.

(Maria Eugénia Cunhal)

Sunday, December 31, 2006

"Silencio de vidro"


Prefiro
As flores que nascem ao acaso
Ao perfume das rosas
Que se mandam comprar porque é domingo


Quando os homens olharem o céu com confiança
E virem nas nuvens e vento uma certeza amiga,
Quando as crianças forem apenas crianças
E os velhos não virem no fim uma libertação,

Então, podemos ir os dois de mão dada
Olhar os campos inundados de sol
E colher as flores que semeámos.

(Maria Eugénia Cunhal)

Saturday, December 30, 2006

Um desabafo

EEUU disseram " com a condenação à morte de Saddam Hussein fez-se justiça"
Reino Unido disse "Saddam Hussein pagou pelos seus erros"

QUE MUNDO É ESTE?

Quem vai julgar GWBush e TBlair? Serão também condenados à morte pelos crimes que cometeram e mortes que provocaram?
E ousam dizer que querem a PAZ no Mundo?

Já disse neste blog que não gosto do Saddam Hussein.
Mas também não gosto do Bush nem do Blair...

O mar que eu vejo todos os dias




Hoje fiquei um bocadinho zangada contigo...
Foste muito bruto, na Nazaré...

Thursday, December 28, 2006

28 de Dezembro de 1991

Há exactamente 15 anos, a ilha estava assim:


O bairro visto da Encosta


A praia vista da Encosta




As primeiras chuvas fizeram o milagre do renascer do verde, que brota em qualquer rocha, em qualquer ranhura, em qualquer monte de entulho...


O regresso...


Pronto, até qualquer dia!

Ai esta ilha que me prende,
que me ata com todas as suas amarras,
este mar onde mergulho e vou até ao fundo de mim...
Esta ilha onde eu vou respirar o ar
de que preciso para sobreviver... em ti!

Wednesday, December 27, 2006

Cocegas...

E quando a distância nos separa
mas a ternura nos envolve desta
maneira, necessária e forte
quase violenta
E os medos que tivemos
ou eu tive
já não são medos, mas quase um
desejo do que ainda não sei
E quando o telefone não toca,
mas eu sei que estás
e que eu estou, exactamente,
em cima da tua secretária
ou às vezes debaixo dela
fazendo-te cócegas...
Aí, tu sorris, e num minuto
pegas no telefone para me dizeres
que me amas, sem o saberes...
e sem o dizeres...

Sunday, December 24, 2006

CANTATA DA PAZ


Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar

Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror

A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças

D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados

Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado

(Sophia de Mello Breyner)

Wednesday, December 20, 2006

Nesta data...........


O que eu queria mesmo era acordar no dia 25 com uma notícia dizendo mais ou menos isto:


- Já não há fome no Mundo, os EEUU e a Europa decidiram perdoar TODAS as dívidas ao terceiro mundo e não se morrerá nunca mais de fome!


- A igreja católica RECOMENDA o uso do preservativo para tentar pôr fim à SIDA!


- Os EEUU retiraram todas as tropas que tinham espalhadas pelo Mundo, confinando-as APENAS ao seu próprio país!


- TODAS as crianças tomarão, a partir de hoje, 4 refeições diárias, terão casas e não terão mais frio!


...... é pedir muito?

Um Bom Ano 2007 para todos!!!


Tuesday, December 19, 2006

Nao sei


Não sei o que é
que me atrai nesta ilha
Se o mar, as rochas,
ou o canto das gaivotas
Sei que é assim,
sempre que me vou embora
sinto uma nostalgia,
os olhos rasam de água
Será que a vida de
quem anda no mar
é assim tão dura?
É nesta ilha que vem
o desejo,
é em terra que se sacia.
Esta é a minha última noite
aqui
****
Já estou cansada
*****
Mas olho o carreiro e
já sinto saudades...

Sunday, December 17, 2006

De partida para o mergulho...


Para ver se convenço os mais cépticos, o mar hoje está calmo, e o mergulho foi possível.
Não me lembro se foi com garrafas ou apeneia...
Esta foto foi tirada em Março de 1991, e vejam só como a Berlenga é linda em qualquer mês do ano...

Friday, December 15, 2006

Genetico?


Este amor pela Berlenga... será genético?
(foto tirada em 1953!!!)

Thursday, December 14, 2006

Itamarandiba


No meio do meu caminho
Sempre haverá uma pedra
Plantarei a minha casa
Numa cidade de pedra
Itamarandiba, pedra comida
Pedra miúda rolando sem vida
Como é miúda e quase sem brilho
A vida do povo que mora no vale
No caminho dessa cidade
Passarás por Turmalina
Sonharás com Pedra Azul
Viverás em Diamantina
No caminho dessa cidade
As mulheres são morenas
Os homens serão felizes
Como se fossem meninos

(Milton Nascimento, meu irmão)

Wednesday, December 13, 2006

Frio...

Sinto-te no meu peito
Nos braços, nas pernas,
Sinto-te em mim.

Nos lençóis, o cheiro do amor
E um frio
No espaço que é teu
Que me envolve,
Mas que me gela
Já de saudade
Pela tua ausência...

A pedido....




.... mais duas fotos da fortaleza de S. João Baptista, vista de outros ângulos.
Fotos tiradas pelo Nuno em 5 de Novembro de 2006!

Tuesday, December 12, 2006

O forte S. Joao Baptista


Uma das imagens mais associadas à Ilha da Berlenga.
Mas há tantas outras....
Nesta foto pode ver-se a transparência das águas...

Monday, December 11, 2006

Para ti

Tenho para ti
Uma flor a desabrochar
Um sorriso de criança
E de mulher

Tenho um mundo de ternura
E os nossos poemas de amor
Para te dar

**********
O ontem já passou
Espero-te...

Saturday, December 09, 2006

A primavera na Berlenga


Além do cheiro, a Ilha tem estas cores, um pouco por todo o lado, na primavera...


A descida do farol, vendo-se os socalcos do "parque de campismo"


A encosta do farol, vista do Pavilhão Mar e Sol

(fotos tiradas em Março de 1991)

Friday, December 08, 2006

Bolina - a meu lado


Não caminhes à minha frente, posso não saber seguir-te.
Não caminhes atrás de mim, posso não saber guiar-te.
Caminha a meu lado, e sê, apenas, meu amigo.
(albert camus)

Thursday, December 07, 2006

Nazare, 6 de Dezembro


O dia ameaçava chuva
mas mesmo assim teimosamente
eu quiz ir ver-te, lá do alto.
Na praia havia gaivotas
em vez de crianças
e tu beijaste-me os pés
de uma forma tão intensa
como se fizessemos amor
pela primeira vez...

Tuesday, December 05, 2006

Não temos tempo para o amor

É o vento
Que nos agita
É o mar
Que nos acalma
É aquela canção de amor
Que nos envolve
E me transporta no espaço
Quando não estás comigo
É este querer
De força, de raiva
Que me ultrapassa...
Hei-de secar estas lágrimas
Que me correm pelo rosto
E que se transformam em flores
Quando caiem no meu peito
Que tenho cheio de rosas
Para te dar
Para que as dês aos outros
Que não viveram o nosso amor
Ah, como são salgadas
As lágrimas
E amarga a solidão!
Ah, como vou rir
Quando acordar deste sonho!
......
Este é o meu último poema para ti...
...porque não temos tempo para o amor

Monday, December 04, 2006

O prometido...


.... é devido!
A Nazaré, vista do Sítio


O mar da Nazaré, visto do Sítio

Sunday, December 03, 2006

Anonimo

Quero escrever-te e não quero
Penso em ti e não sei quem és
São risos que passam
À minha frente
Nesta tarde de Agosto
Cinzenta
Como cinzenta foi a tarde
A noite
Em que nos vimos e nos
Dissemos até amanhã

Não sei quem és
Vejo-te ao longe, distante,
Os olhos sorriem
E a tua boca
Atira-me um beijo
Que apanho
Com estrelas nas mãos

Saturday, December 02, 2006

Para a Ines, em Macau


Para a Era uma vez um Girassol, de Aveiro....
.... que vai levar o estreito, a greta e a Inês todinha para a neta...
Com um beijo meu

Friday, December 01, 2006

Fernando Lopes Graça


Acabadinha de chegar de um concerto de homenagem ao Fernando Lopes Graça... aqui fica o poema do José Gomes Ferreira que fechou o concerto...

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!