"QUANDO EU MORRER VOLTAREI PARA BUSCAR OS INSTANTES QUE NÃO VIVI JUNTO DO MAR" (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Monday, September 17, 2007
Apetece-me Sophia...
A mãe
O filhote, nascido em Junho
Ausência
Num deserto sem água, numa noite sem lua Num país sem nome, ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
Voltaste, Maria! E com a Sophia. Com um poema lindíssimo que ainda não publiquei por não ter encontrado uma imagem adequada. Lindas as fotografias também. Beijinhos
Bem vinda Maria, da ilha mágica que retempera forças e dá a paz interior. E Sofia é e será sempre Sofia na eternidade e no eco das palavras. Feliz da gaivota e do filhote ali. Abraço daqui juntinho a este mar. ( Ainda não foi desta que fui à ilha...)
Maroca, Dei uma saída, voltei tem pouco tempo. Choveu muito dos dois lados, na hora do encontro.... O oceano está mais volumoso esses dias. Logo depois te mandei um mail, mas tive que sair... Amanhã nos falamos mais. Beijo grande
Não sei se Sophia foi alguma vez à Ilha. Sei que levo poemas dela comigo, que leio e releio, e tenho uma vontade enorme, quando vejo aquela imensidão azul à minha frente, de a colocar aqui.... A Ilha vai ficar nua de gente um dia destes. Quero ir para lá, se eu puder, numa rendição de faroleiros....
Esta imagem das gaivotas não será a adequada. Mas foi o que me apeteceu colocar aqui.... ... a Ilha, quase deserta de gente, a rocha nua, o resto é o meu desespero....
Vim retemperada. Com as baterias carregadas. Da nossa Ilha cor de rosa....... Os golfinhos andaram tão perto da Inês.... ... e o cheiro da ilha continua o mesmo...
A ilha? Gosto. Muito! Sophia? Gosto demais. E nunca é tanto quanto Ela merece. A Vida e os seus mistérios!Lindíssimo. Voltaste ao teu canto! Fazes falta. Trazes o cheiro da maresia.
Então! Já voltaste deste belo santuário de vida natural! Deve ser um lindo recanto de vida selvagem, onde tu conheces bem todos os seus habitantes. É o caso destas aves, mãe e filhote, e a paz que aí se deve respirar.
A Sophia vamos beber as palavras que gostaríamos que fossem nossas. É o que eu sinto quando volto a ler, agora e depois, poemas que me tocam tanto, porque me dizem tanto.
Fico feliz por te saber regressada. E com reportagens a saír...
Olá Maria, calhou hoje passar pela tua Ilha, agora que viajo tão pouco. Quanto ao teu pos de hohje, não sei qual é mais comovente, se as palavras se as fotos. Belisimo o conjunto Um beijinho carinhoso e obrigado pelas tuas visitas
Maria, Maria que bom encontar de novo as palavras que tu escolhes. E as fotografias sem estarem directamente relacionadas com o poema dão-lhe um novo sentido. Ausência nunca é igual Cada ausência é uma ausência diferente e cada dia ganha novas formas, novos contornos dentro de quem a sente. ALGUMAS AUSÊNCIAS VÃO TÃO FUNDO QUE NEM DE SAUDADE SE REVESTEM. EXISTEM SIMPLESMENTE LÁ NO FUNDO DE NÓS. Que estejamos ausentes de poesia que tenhamos sempre presente entre outros Sophia.
Pudesse eu Pudesse eu não ter laços nem limites Ó vida de mil faces transbordantes Para poder responder aos teus convites Suspensos na surpresa dos instantes!
Desde muito novo (talvez por ter sido criado perto do mar) que tenho uma atração muito especial pelas gaivotas. Obrigado pela visita. José Gomes
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho. Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só para mim.
Com grande pena minha, já voltei. Gostava que um dia conhecesses esta Ilha... ... não conhecendo as Desertas nem as Selvagens, penso que deve ser parecida, pelo que já me contaram....
Sei que não estás muito bem, sei que tens 2 posts novos que ainda não vi (mas vou ver), mas o que eu queria mesmo era que ficasses bem. Trata de ti, para poderes voltar ao nosso convívio com mais assiduidade...
Estou tão feliz pelo teu verde Esperança..... Sabes, pensei muito na relação fotos/poema. E para mim tem tudo a ver. Refugio-me na ilha para “matar” ausências, e a ilha é, de facto, um deserto, apenas habitado por gaivotas. É ainda uma terra nua, e eu sinto este poema da Sophia como se estivesse lá.... Foi muito bom ler-te hoje, nos Estados, e aqui....
Não me agradeças a visita, foi tão bom ter estado contigo... Também eu passei tantos anos junto do mar (e ainda vejo o mar todos os dias, sou uma sortuda...)
Querida Gi, eu sabia que se passasses por aqui deixavas algo parecido.... Sabes que é o que sinto, às vezes, quando me perco a olhar o mar, sem ter ninguém à volta? Naquele momento é mesmo só para mim....
No vento que lança areia nos vidros Na água que canta no fogo mortiço No calor do leito dos bancos vazios Dentro do meu peito estás sempre comigo.
(Barca Negra, Amália Rodrigues).
Surgiu-me à mente em automático, muito provavelmente pela métrica e pelo início de cada verso. Depois reparei na coincidência de serem ambas mulheres de saber A_Mar. Por fim, que de um lado se tentava lidar com a ausência assumindo-a, por outro iludindo-a. Achei bonito!
Obrigada pela barco negro que trouxeste aqui... Tu reparas em cada coincidência... mas é verdade. De qualquer modo são ausências ditas sentidas de formas diversas, mas são ausências...
Ai, Maroca... Que bom que tem gente que escreve justo aquilo que sentimos por dentro!
ReplyDeleteBeijo grande
leticia gabian
ReplyDeleteAdoro a Sophia. E quando venho da Ilha venho com Sophia cá dentro, também...
Beijão enorme
E, como sempre, apetece-te bem. A ilha dica mais nua sem teus olhos...ah, ficaram as gaivotas e os filhotes!
ReplyDeletefica... ,e resta. Bjinho
ReplyDeleteVoltaste, Maria!
ReplyDeleteE com a Sophia. Com um poema lindíssimo que ainda não publiquei por não ter encontrado uma imagem adequada.
Lindas as fotografias também.
Beijinhos
"Música, levai-me:
ReplyDeleteOnde estão as barcas?
Onde são as ilhas?"
(Eugénio de Andrade)
Bem vinda Maria, da ilha mágica que retempera forças e dá a paz interior. E Sofia é e será sempre Sofia na eternidade e no eco das palavras.
ReplyDeleteFeliz da gaivota e do filhote ali.
Abraço daqui juntinho a este mar.
( Ainda não foi desta que fui à ilha...)
.........
ReplyDeletee apeteceu-te muito bem!
....................
Beijo e noite serena
Hoje e sempre!
ReplyDeleteBeijos
Gosto das fotos, mas muito mais deste poema lindo
ReplyDeleteSaudações amigas
Olá Maria,
ReplyDeleteLindos os textos e lindas as fotos.
Beijo
Gosto de voltar à tua ilha e sentir o sempre cheiro a maresia.
ReplyDeleteEnlouquecem-me os gritos das gaivotas que se espreguiçam nas tuas fotografias...
Outro lindo post querida Maria
Maroca,
ReplyDeleteDei uma saída, voltei tem pouco tempo.
Choveu muito dos dois lados, na hora do encontro.... O oceano está mais volumoso esses dias. Logo depois te mandei um mail, mas tive que sair... Amanhã nos falamos mais.
Beijo grande
Bonito o poema, a saudade que não se explica, só se sente.
ReplyDeletesabia que ia encontrar fotografias lindas aqui! Um poema de Sophia belo como só ela sabe escrever
ReplyDeleteum beijo para ti
bettips
ReplyDeleteNão sei se Sophia foi alguma vez à Ilha. Sei que levo poemas dela comigo, que leio e releio, e tenho uma vontade enorme, quando vejo aquela imensidão azul à minha frente, de a colocar aqui....
A Ilha vai ficar nua de gente um dia destes. Quero ir para lá, se eu puder, numa rendição de faroleiros....
Beijos
meg
ReplyDeleteEsta imagem das gaivotas não será a adequada. Mas foi o que me apeteceu colocar aqui....
... a Ilha, quase deserta de gente, a rocha nua, o resto é o meu desespero....
Beijos
samuel
ReplyDeleteDeitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias
(David Mourão Ferreira)
Um abraço
joão marinheiro
ReplyDeleteVim retemperada. Com as baterias carregadas. Da nossa Ilha cor de rosa.......
Os golfinhos andaram tão perto da Inês....
... e o cheiro da ilha continua o mesmo...
Abraço, daqui
antonio paiva
ReplyDeleteSaudades... de ti....
Beijo
dulce
ReplyDeleteÉ tão bom ver-te por aqui.... tão bom....
Beijo, Dulce
c valente
ReplyDeleteÉ Sophia....
Abraço
senna
ReplyDeleteQue bom ver-te aqui....
Que bom, se vieres até cá.....
Saudade....
Beijo
luís
ReplyDeleteNa Ilha os sons da noite provocam-me os sentidos....
... o marulhar do mar nos barcos e nas rochas, as gaivotas, as pardelas...
Nunca conseguirei transmitir aqui o que sinto quando estou lá.... porque é muito intenso...
Um beijo, Luís
leticia gabian
ReplyDeleteA maré encheu aqui.... também...
Vi os mails há pouco. Falamos amanhã sim, até porque.... estás de parabéns, não é não?
Beijão grande
butterfly
ReplyDeleteAssim é, exactamente, como dizes....
teresa durães
ReplyDeleteVamos ver o que consigo aproveitar de fotos....
Sophia é.... Sophia...
Beijo meu
A ilha? Gosto. Muito!
ReplyDeleteSophia? Gosto demais. E nunca é tanto quanto Ela merece.
A Vida e os seus mistérios!Lindíssimo. Voltaste ao teu canto! Fazes falta. Trazes o cheiro da maresia.
Beijinhos, amiga da noite.
sophiamar
ReplyDeleteTrouxe o cheiro da ilha. ainda. Em mim.
Beijinhos, amiga do dia.....
(tu madrugadora, eu noctívaga, vou dormir agora...)
A aus�ncia � um deserto, mas um deserto cheiinho de ang�stia e dor. A poesia em Sophia � simplesmente divinal!
ReplyDeleteOlá Maria
ReplyDeleteEntão! Já voltaste deste belo santuário de vida natural!
Deve ser um lindo recanto de vida selvagem, onde tu conheces bem todos os seus habitantes.
É o caso destas aves, mãe e filhote, e a paz que aí se deve respirar.
Grande abraço para ti, Maria
Beijinho
E apetece-te muito bem, Maria...
ReplyDeleteSophia tem muito a ver com o que faz parte da tua ilha...
A Sophia vamos beber as palavras que gostaríamos que fossem nossas.
ReplyDeleteÉ o que eu sinto quando volto a ler, agora e depois, poemas que me tocam tanto, porque me dizem tanto.
Fico feliz por te saber regressada.
E com reportagens a saír...
Beijinho
Bom ver gente em casa... e trouxeste gaivotas! Mas que conversa é esta da nosssa amiga em parabéns?
ReplyDeletejinhos
Olá Maria, calhou hoje passar pela tua Ilha, agora que viajo tão pouco.
ReplyDeleteQuanto ao teu pos de hohje, não sei qual é mais comovente, se as palavras se as fotos. Belisimo o conjunto
Um beijinho carinhoso
e obrigado pelas tuas visitas
Maroca e Pitanguita,
ReplyDeleteO aniversário de Gabriel é amanhã. Quarta-feira, 19/09. Faz 25!
Beijocas
Maria, Maria que bom encontar de novo as palavras que tu escolhes.
ReplyDeleteE as fotografias sem estarem directamente relacionadas com o poema dão-lhe um novo sentido.
Ausência nunca é igual
Cada ausência é uma ausência diferente e cada dia ganha novas formas, novos contornos dentro de quem a sente.
ALGUMAS AUSÊNCIAS VÃO TÃO FUNDO QUE NEM DE SAUDADE SE REVESTEM.
EXISTEM SIMPLESMENTE LÁ NO FUNDO DE NÓS.
Que estejamos ausentes de poesia
que tenhamos sempre presente entre outros Sophia.
Um beijo
Isabel
Maria, é sempre bom lembrar Sophia.
ReplyDeletePudesse eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
Desde muito novo (talvez por ter sido criado perto do mar) que tenho uma atração muito especial pelas gaivotas.
Obrigado pela visita.
José Gomes
Toma, dou-te ;)
ReplyDeleteMar sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Beijos grandes
Na captação das fotos revelas grande sensibilidade e como complemento a grande Sophia.
ReplyDeletebjs Zita
Lindas as fotos
ReplyDeleteLembram a vida
A família
Os laços
Que se podem estreitar
beijinhos
Gostei de te ler, nos versos de Sophia.
ReplyDeleteAs fotos estão lindas.
Beijitos
Maria, minha querida linda postagem.
ReplyDeleteParabéns.
Beijinhos com sabor a mar
Fernandinha
rui caetano
ReplyDeleteÉ, um deserto cheio....
Da Sophia disseste tudo...
rui
ReplyDeleteCom grande pena minha, já voltei. Gostava que um dia conhecesses esta Ilha...
... não conhecendo as Desertas nem as Selvagens, penso que deve ser parecida, pelo que já me contaram....
Beijinho, Rui
luis eme
ReplyDeleteSophia tem a ver com toda a Ilha, é verdade...
lb
ReplyDeleteEla era genial...
Beijinho
sininho
ReplyDeleteCompletamente de acordo contigo.
Reportagem é que não sei não....
Houve tempestade, não sei como vão ficar aqui as fotos...
Beijinho
pitanga
ReplyDeleteVou mandar-te a Rosa por mail....
À nossa meia noite daqui (dia 19) dou-lhe os parabéns...
... ela quer tanto ser avó....
Beijinhos
antónio melenas
ReplyDeleteMeu Querido Amigo
Sei que não estás muito bem, sei que tens 2 posts novos que ainda não vi (mas vou ver), mas o que eu queria mesmo era que ficasses bem. Trata de ti, para poderes voltar ao nosso convívio com mais assiduidade...
Um beijinho grande, grande
letícia gabian
ReplyDeleteJá vou ter contigo, hehehehehe
isabel
ReplyDeleteEstou tão feliz pelo teu verde Esperança.....
Sabes, pensei muito na relação fotos/poema. E para mim tem tudo a ver. Refugio-me na ilha para “matar” ausências, e a ilha é, de facto, um deserto, apenas habitado por gaivotas. É ainda uma terra nua, e eu sinto este poema da Sophia como se estivesse lá....
Foi muito bom ler-te hoje, nos Estados, e aqui....
Um beijo, Isabel
josé gomes
ReplyDeleteNão me agradeças a visita, foi tão bom ter estado contigo...
Também eu passei tantos anos junto do mar (e ainda vejo o mar todos os dias, sou uma sortuda...)
Beijo
gi
ReplyDeleteQuerida Gi, eu sabia que se passasses por aqui deixavas algo parecido....
Sabes que é o que sinto, às vezes, quando me perco a olhar o mar, sem ter ninguém à volta? Naquele momento é mesmo só para mim....
Beijos e até já
entre linhas
ReplyDeleteSão apenas fotos da ilha.... é a ilha que me trás sensibilidade....
Beijo, Zita
multiolhares
ReplyDeleteOs laços, todos, podem estreitar-se sempre....
Beijinhos, Luna
anag.
ReplyDeleteMuito obrigada, Ana...
Beijinhos
fernanda e poemas
ReplyDeleteMuito obrigada...
Esta Ilha também é muito bonita, diferente da tua...
Beijos
Sofia MBA será sempre a maior entre os maiores!
ReplyDeletePoema lindo, as fotos também são ternurentas.
Um beijo
mie
ReplyDeleteTotalmente de acordo contigo sobre a Sophia...
As gaivotas é que são lindas....
Beijo
"Presença"
ReplyDeleteNo vento que lança areia nos vidros
Na água que canta no fogo mortiço
No calor do leito dos bancos vazios
Dentro do meu peito estás sempre comigo.
(Barca Negra, Amália Rodrigues).
Surgiu-me à mente em automático, muito provavelmente pela métrica e pelo início de cada verso. Depois reparei na coincidência de serem ambas mulheres de saber A_Mar. Por fim, que de um lado se tentava lidar com a ausência assumindo-a, por outro iludindo-a. Achei bonito!
apc
ReplyDeleteObrigada pela barco negro que trouxeste aqui...
Tu reparas em cada coincidência... mas é verdade.
De qualquer modo são ausências ditas sentidas de formas diversas, mas são ausências...
Bom fim-de-semana
:))