Canto e lamentação na cidade ocupada, poema 6
Pelo silêncio na planície pela tranquilidade em tua voz
pelos teus olhos verdes estelares pelo teu corpo líquido de bruma
pelo direito de seguir de mãos dadas na solidão nocturna
lutaremos meu Amor
Pela infância que fomos pelo jardim escondido que não teve o nosso amor
pelo pão que nos recusam pela liberdade sem fronteiras
pelas manhãs de sol sem mácula de grades
lutaremos meu Amor
Pela dádiva mútua da nossa carne mártir
pela alegria em teu sorriso claro pelo teu sonho imaterial
pela cidade escravizada pela doçura de um beijo à despedida
lutaremos meu Amor
Pelos meninos tristes suburbanos
contra o peso da angústia contra o medo
contra a seta de fogo traiçoeira cravada em nosso coração aberto
lutaremos meu Amor
Na aparência sozinhos multidão na verdade
lutaremos meu Amor
(Daniel Filipe)
in) A invenção do amor e outros poemas
Qué vida la que vivimos
en estos años de muerte!
(Nicolás Guillén)
Bom dia aqui, boa tarde aí!
ReplyDeletePorque me apetece sair para a rua e gritar, como dizia o Zeca, e não o posso fazer aqui.
Porque o Daniel Filipe é intemporal.
Porque sei e sinto o que Nicolás Guillén quer dizer.
Porque é preciso continuar a RESISTIR!!!
Beijos a todos e boa semana!
a ti já te contei o que pretendo fazer...
ReplyDeletebeijo grande
luísa
Ó Maria: o teu regresso aos posts deixou-me arrepiada! Belo e ceio de signifcado.
ReplyDeleteLindo! Linda quem assim "posta" uma coisas destas.:))
Beijinhos
Nossa parece que o Brasil esta sendo multiplicado pelo mundo!Nosso país esta um caos!
ReplyDeleteQuerida amiga. Depois de ler Daniel Filipe,é intenporal as palavras,agradeço a visita e sabes mais um gosto meu,e foi muito bom.
ReplyDeleteAmiga tenta ser feliz e aproveitar a vida,mesmo que estejas aí
Beijinho Lisa
Cá estás tu - finalmente! - e em boa hora chegaste ao nosso País de Abril - e que bem acompanhada!...
ReplyDeleteUm beijo amigo.
Estudei o acordo ortográfico.
ReplyDeleteBoa semana é o que lhe desejo.
Nem o calor daí te desmotiva.
ReplyDeleteQue maravilhosa criatura és.
Beijinhos do lado de cá
MARIAAAAAAAA!!!!!! :)!!!!!!
ReplyDeleteviva!!!!!
lutaremos sim!!!!!
falta-me o tempo, porque estou de neta :)!
beijocassssss
vovó Maria
resistir é a nossa história, Maria.
ReplyDeletebeijinho
resistir sempre, e acreditar.
ReplyDeleteBeijinho, Maria.
Trazes mais energia na bagagem... Já estava com saudades desta ilha maravilhosa e bem-cheirosa..
ReplyDeleteE logo com um post destes!..
Beijinhos
gostei muito do "post", o belíssimo poema, e o pensamento com meio século mas tão actual...e mais ainda do seu coment...
ReplyDeletebom regresso
boa semana
um sorriso :)
Estás de volta!!!
ReplyDeleteO poema do Daniel Filipe é fantástico!
O autor da música do poema do Daniel Filipe, é doido!
Passou cá por casa no fim de semana, a caminho do aeródromo de Évora, onde ia pela primeira vez... saltar de pára-quedas!...
Abreijos
Voltou o cheirinho à ilha!
ReplyDeleteEsse também é o meu país!
Estejas tu onde estiveres, serás sempre inconfundível, Maria, pela forma como lutas, pela energia com que o fazes.
ReplyDeleteTinha saudades de te vir ler.
Um beijo grande.
Maria,
ReplyDeleteestás aí com o coração e o pensamento sempre aqui.
Lembro-me bem deste poema, que é lindo.
Lutaremos, sim. Com as armas que cada um de nós tivermos.
Beijos
contra o peso da angústia. corações ao alto.
ReplyDeletesaudades.
porque a liberdade é preciosa, porque só temos uma vida...é preciso não esuqcer Abril
ReplyDeletebeijos
Um poema belo, e, super oportuno.
ReplyDeleteObrigada por ele.
Beijos mil
Gosto de te saber de novo por aqui e sempre lutando pela sobrevivência do que nos querem usurpar, mais uma vez.
ReplyDeleteUm beijo.
Agora fiquei sobressaltada. Já cá estavas?
ReplyDeleteMas não, é só a tua voz que chega do outro lado do mar.
Então tu, em vez de andares a entornar caipirinhas, não consegues relaxar um pouquinho que seja, melher?:)
Beijinhoooooooo
Quando temos na alma a força da luta, estejamos onde estivermos, não nos conseguem calar....
ReplyDeleteBeijitos, daqui, para aí....
Há pessoas que entram nas nossas vidas e saem com a mesma facilidade, há outras como Tu que entram no meu coração e ficam lá para sempre.
ReplyDeleteHoje deu-me saudade, dá-me muitas vezes, mas desta vez uma saudade mais forte. de escrever, de ler e ver aqueles amigos que conheci aqui e entraram no meu coração.
Beijos de qtgm
os deuses levam cedo aqueles que amam...
ReplyDelete... assim com o Daniel Filipe.
enorme, enorme Poeta!...
beijos
Viva Maria
ReplyDeleteRegessas-te, em beleza, e como dizia o poeta será pela poesia que lá chegaremos!
Lutaremos!
Bjos
Maria, desejo que os teus dias por aí estejam a ser em grande. Tu bem mereces.
ReplyDeleteMas hoje vim dizer-te que acabo de fechar As Pequenas Coisas. Falta de tempo para os meus projectos.
Passarei por cá de vez em quando.
Não me esquecerei da tua amizade.
E como temos os contactos uma da outra...
Beijos.
a impunidade esquerdista acabou! Agora vai ser a doer...
ReplyDeletehttp://anti-trollurbano.blogspot.com
"lutaremos meu Amor"....pois que pena que o fervor seja tão momentaneo e todos os dias nos deixemos enredar por uma teia de vontades que não nos interessam, por interesses que não são os de todos....
ReplyDeletese calhar não vale a pena lutar contra isso....o que devemos fazer, isso sim, é não ser isso...não bastam palavras, são precisos gestos...e não gestos artificiais, mas sim daqueles que temos involuntariamente, genuinos....
lindo poema!
ReplyDeleteGostei... fica por aqui...
ReplyDeletejnhs
Já estás em Terra de Vera Cruz? Bem vinda a este pais chamado Brasilllllll! Não vais passar pelo Rio? Pena que estamos nos inverno.
ReplyDeleteUm beijo imenso pra ti e obrigada por teres vindo a festa
Ô Fia, me diga uma coisa, você tomou chá de se pique na Bahia, foi? kkk
ReplyDeleteTá perdida pelas buraqueiras de Salvador, é? Então, tá bom... kkk
Sei não, ai Meu Deus, nem sinal de vida... Tá certo também! kkkk
O poemma ta porreta...
bjs
O Sibarita
Beijinhos Maria para ai.Salomé
ReplyDeleteOlá Maria , grande poema...Espectacular...
ReplyDeleteBeijos
nosso destino parece ser o mesmo sempre, o de lutar, o de resistir, o de não se curvar nunca. teu post me trouxe algumas canções de León Gieco, La memoria e Cinco siglos igual, sobre a árida realida da América Latina. uma grande e fraterno abraço.
ReplyDeleteLindo este poema. Infelizmente Maria eu penso que este País está cada vez a afastar-se mais do País de Abril que todos sonhámos.
ReplyDeleteUm abraço Maria, e tudo de bom para si.
Muito obrigada a todos que passaram aqui.
ReplyDeleteEstando quase de volta, deixo beijos...
Já vi a ressalva do poema...
ReplyDeleteMas não é que te enganaste no endereço? emenda lá a julia e não jilia como puseste...
Bem-vinda!
Beijos
júlia coutinho
ReplyDeleteA idade não perdoa, hehehe
Emendado!
Beijos
Gostei de visitar esta morada...
ReplyDeleteParabéns.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/