
Asa Branca
Quando oiei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação.
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.
(Gonzaguinha)
Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Pena já não estarem entre nós Gonzaguinha e Gonzagão.
ReplyDeleteCurti imenso quer um quer outro.
Abreijo
Por que será que a simplicidade, a pureza, o natural, me desarmam e me comove?
ReplyDeleteMas quem me manda ir com armas?
Enfim...
Bjoca
fantásticos! o poema e a imagem... verdes, frescos. obrigada.
ReplyDeletee obrigªtambém p'las palavras.
fique bem
eu estou quase quase
no "dolce fare niente"
um sorriso :)
Grande clássico, cantiga irresistível!
ReplyDeleteAh... e fica infinitamente melhor se for cantada realmente com a pronúncia certa.
Abreijos
..
ReplyDeleteExcelente, este poema de Gonzaguinha.
Um abraço
Ô, Maroca! Lembro tanto da dó que Zé e eu sentimos por esse cavalinho... Só pelo e ossos, tadinho!
ReplyDeleteNo sertão, onde há seca e fome, muita gente fica que nem o cavalo, só que em pele e ossos.
Beijo grande, amiga-irmã
Que bom "ouvir" a doçura da pronúncia brasileira.
ReplyDeleteVoltarei.
que bonito, maria!
ReplyDeletea estas horas também eu estou de volta ao meu sertão (mas a contragosto). interrompi para te vir dar um beijo matinal.
beijo
luísa
Lindo...
ReplyDeleteBeijinho, Maria*
Olá Maria,
ReplyDeletefinalmente, vou de férias.. Até setembro minha querida.
Não te esqueças de ser feliz.
Beijos
Maria
ReplyDeleteAs cantigas do Sertão, são quase todas melancólicas, mas muito bonitas, o saudoso Gonzaguinha era genial.
Bjos
Meu coração... um chamado (e)terno.
ReplyDeleteAinda bem que disseste antiga... Também eu gosto de Aranjuez desde que o conheço e, com ele, conheci Paco de Lucia.
Um bejo. Maria
(gosto tanto das tuas visitas)
Gostei da "Asa branca", fez voar no sertão.
digo: fez-me voar...
ReplyDeletepara variar, não conhecia :)
ReplyDeleteestou de partida para férias
simplesmente...belo!
ReplyDeletebeijos
maria,
ReplyDeletesaudades... muitas de ti.
Foi bom passar por aqui, para recordar...
ReplyDeleteBeijitos, Maria.
Tão, tão, tão bonito...
ReplyDeleteUm beijo grande.
Belíssima composição narrando as agruras do nordestino! Grande Luiz Gonzaga!
ReplyDeleteBeijos de luz e o meu carinho...
Um cantiga antiga mas sempre actual...
ReplyDeleteum abraço
brisa de palavras
*Quando o verde dos teus oio
ReplyDeleteSe espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.
nao conhecia, deve ser do interior do brasil...
belo poema e a asa branca bateu asas...
beijo Maria
Obrigada por me teres recordado esta bela composição!
ReplyDeleteAbraço
Parece que até a estou a ouvir...
ReplyDeleteBeijinhos
Muito obrigada por terem passado aqui.
ReplyDeleteBom fim de semana pra todos.
Beijos
Estás uma autêntica baiana! :)
ReplyDeleteBeijos e bom fim de semana
cris caetano
ReplyDelete:)))))
Beijos
Ô dona moça a título de colaboração essa música originalmente é cantada por gonzagão, viu?
ReplyDeletebjs
O Sibarita
o sibarita
ReplyDeleteObrigada, Sibarita.
Beijos
eu amei esse poema tá mas lino do que os dos outros,quis dizer de outras pessoas. muito lindo.
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