Tuesday, August 25, 2009

Pequeno poema

Klimt, Mãe e Filho

Quando eu nasci,

ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

(Sebastião da Gama)

36 comments:

  1. Há que tempos não o lia... e era pena!

    Abreijos.

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  2. Belo, belíssimo poema, que me fez bem recordar.
    Obrigada, Maria.

    Um beijo a regressar de um paraíso.

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  3. Maria,

    e afinal se perguntassemos à Mãe, quem sabe, teria dito que tudo tinha sido diferente? :)

    Um abraço com o chá já fresco e esperando que estejas mais animada.

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  4. A mãe de uma amiga minha enviou-me este poema quando a minha filha nasceu.
    Ela gostava muito de poesia. Escrevia imenso.
    Gostei tanto, na altura, que nem sabes...

    No passado mês de Junho essa senhora faleceu. Fiquei muito triste.

    Beijinho (com beiço e lagrimita ao canto do olho)

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  5. Olá Maria, belo poema...Espectacular....
    Beijos

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  6. Felizes são os que nascem assim, outros são mais difíceis de contentar, têm que ter nascido em berço de ouro.

    Abreijos

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  7. Este poema é tão bonito...que não me canso de o ler.

    Beijos, Maria.

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  8. é lindo !
    a imagem, uma beleza!
    obrigada pela partilha.
    beijocassssss

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  9. Belíssimo, cheio de ternura este poema!
    O ideal para lembrarmos quando fazemos anos...

    Abraço

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  10. e quando eu morrer, o mundo não deixará de girar em torno do sol

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  11. LINDO QUERIDA MARIA, ADOREI!!!
    ABRAÇO-TE COM MUITO CARINHO,
    FERNANDINHA

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  12. Tão simples e tão encantador. Como o Klimmt!

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  13. Gostei muito de (re)ler. Soube bem. E logo me saltou-me parte (e de cor) do poema do Sidónio Muralha:

    Depois daquela noite,
    os teus seios incharam,
    as tuas ancas alargaram,
    e os teus parentes admiraram-se,
    e falaram, e falaram...
    e porque falaram
    duma coisa tão bela,
    tao simples, tão natural?
    tu não parias uma estrela,
    nem uma noite de vendaval...
    (...)

    Obrigado e beijos

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  14. Boa escolha... a ternura que cada uma de nós, como mãe, tanto sente.

    um beijo Maria

    BF

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  15. Só o olhar da ternura...é suficiente!

    Sebastião da Gama também ele um poeta da ternura!

    beijinho

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  16. Maria.O poema tanto tem de belo,como beleza interior,a imagem linda no contexto,de Sebastião da Gama ler é sempre belo.
    Beijinho fica bem

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  17. Quando a escrita é assim, tão poderosa, não temos palavras que se lhe comparem...
    Beijos.

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  18. os olhos da Mãe...
    os teus olhos Maria...

    beijo-te com os meus olhos banhados em ternura...
    que o dia foi enorme...

    este poema está repleto de Ti.

    obrigada sempre por partilhares aqui.

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  19. Gosto muito de Sebastião de Gama e deste poema em particular. Embora o meu preferido seja "pelo sonho é que vamos".bjs

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  20. é dos mais belos
    que já li

    .

    um beijo

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  21. Olá!
    Lindo...
    Já nem me lembrava dele...
    Obrigada

    Beijocas

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  22. Faz tanto tempo que não lia este poema.Faz tão bem olhar e sentir esta ternura que os seus olhos nos mostram.Beijo Maria

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  23. Klimt desenhava e pintava as mulheres com flores. Como os olhos dessa mãe.
    Bjinho

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  24. Como foi bom voltar atrºas!!! Beijos querida...

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  25. Hoje também não te consigo comentar

    Beijo

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  26. muito bonito, Maria!

    encantador o lirismo de Sebasteão da Gama. de que gosto muito.

    beijos

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  27. Muito obrigada a todos que passaram aqui.

    Beijos

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  28. O meu poema preferido de Sebastião da Gama!!!
    Obrigada por ele.
    Jinhos mil

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  29. simplesmente turvaram-se-me os olhos e pesou-me o coração acho que durante uns tempos muitos, este poema vai-me acompanhar...
    vou partilhar comos filhos.
    obrigada

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  30. Obrigada por mo recordar...
    Um abraço

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