Epígrafe
De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
expressão da multidão que está comigo.
Que não te doam as mãos de aqui o trazeres.
ReplyDeleteAbreijos.
Simplesmente maravilhoso
ReplyDeletesaudações amigas
Obrigada...bjs
ReplyDeleteQue soneto! Grandes os dois.
ReplyDeleteReconhecido
E feita a lavra, renasce a esperança... :)
ReplyDeleteE isto era não sabendo de palavras... :-)))
ReplyDeleteBeijo.
De palavras sabia Ele, muito...
ReplyDeleteBeijos!
e porque é tempo de...Ary
ReplyDeleteNÃO fosse o tempo tb ele feito com História ...neste caso Universal, é este o tema das novas blogOlimpiadas ...já voltaram!..desta vez vais gostar do tema!!...
Beijos Maria
ps:fica aqui tb o convite a todos os teus visitantes
;)
Olá Maria
ReplyDeleteTambém eu não sei das palavras, mas que conheço não falam assim. Só mesmo Ary.
Beijinhos e saudades.
António
Ainda bem que me lembraste: sexta-feira vou encontrar-me com ele, no Coliseu...
ReplyDeleteUm beijo grande.
Venho deixar-te um terno e doce beijo... de SAUDADES!!!
ReplyDeleteAcho que o pior já passou!!!!!!!!
Continuo a dizer que é sempre tempo de Ary dos Santos... ele escreveu as principais canções da minha vida, só para exemplificar: 'Cavalo à solta', 'Dizer que sim à vida', 'Estrela da tarde' e tantas outras...
ReplyDeleteMuitos beijinhos!!!
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ReplyDeleteQue belo poema! Obrigada por partilhar conosco...
Beijos de luz e o meu carinho!!!
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Maria:
ReplyDeleteFantástico, de facto.
Excelente Ary.
bjs
João
Fico a imaginar se ele soubesse das palavras.
ReplyDeleteGostei desse trecho:
"De mim próprio matéria bruta e brava
expressão da multidão que está comigo."
abraços
Há palavras que são belas, mas distituídas de sentimento. Evidentemente que não é este o caso!
ReplyDeleteAs tuas escolhas são sempre óptimas.
beijinhos com raios de sol
As tuas escolhas deixam-nos sempre a pensar e com uma pontinha de nostalgia...
ReplyDeleteGosto de passar por aqui.
Beijitos, Maria.
E é servindo-me de palavras que te deixo um beijo.
ReplyDeleteDe palavras também não sei, mas dos sentimentos que elas me despertam, desses sei e muito, por isso as minhas por lá.Não é aniversário(embora falte pouco para alguns)mas de vida e olhares que se cruzam e tudo dizem sem nada dizer.Sim é para sempre.As palavras de Ary dos Santos, delas ele sabia e muito e daquilo que a alma lhe dizia muito mais.
ReplyDeleteUm beijo Maria
O meu poema preferido do Ary. Na minha perspectiva, o mais conseguido sob o ponto de vista literário.
ReplyDeleteObrigada
É sempre tempo do Ary dos Santos.
ReplyDeleteE tempo de voltar aqui:)
Beijinho, minha Maria*
Maria.
ReplyDeleteE porque gosto de ler e sempre recordar Ary,que nunca se doíam as mãos que escrevem tão belas palavras.
Beijinhos
Nada me ocorre, mais opurtuno, que parafrasear Ary e dizer "...ISTO VAI CAMARADAS, ISTO VAI"
ReplyDeleteAry sabia de palavras e sabia de actos!
ReplyDelete"Poeta castrado, não!"
Abraço
Ary foi único.
ReplyDeleteBeijos
Amiga...mesmo com mau feitio..."amo" o dizer deste homem, que tive o prazer de conhecer.
ReplyDeleteDele, guardo uma recordação...um dia quem sabe...conto-te pessoalmente!
Beijinho!
É um soneto perfeito!
ReplyDeleteE hoje mais não digo
senão ainda me pões de castigo :)
Ary sempre, num chão de ventre!
beijo para ti
Para mim Ary dos Santos
ReplyDeleteÉ alguém que continua "vivo"
Na memória de muita gente
Por nos ser muito querido
Recordo os poemas dele
Com muita dedicação
O Ary era o POETA
De alma e coração.
Bjo ´
Áurea
Muito obrigada por terem passado aqui
ReplyDeleteBeijos
..tambem digo
ReplyDeleteAry sempre***