Tuesday, April 06, 2010

Liberta


Já te tinha dito que não se pode sepultar o amor, porque o amor tem asas.
Os amores voam. Libertam-se. O amor é a liberdade maior que temos: a de amar, Sim!
E as minhas inquietações são as mesmas, e serão as mesmas, porque as horas correm e eu não posso fazer parar os relógios. Muito menos o Tempo.
Hoje acrescentei mais uma inquietação às outras todas. Sinto que as acrescento todos os dias. Inquietações e angústias. Serão dificuldades em aceitar o que se vai passando e que eu não posso mudar. Mas tento...
Angústias dos dias passados a correr e não vividos. Das noites mal dormidas em que não vens e te sonho, apenas. Serão saudades... afinal sou feita de saudades, de angústias, de inquietações. E de amor, também.
Um dia destes vou mergulhar no mar, pois só ele me sabe lavar por dentro.
E só assim me sentirei liberta!

16 comments:

  1. todos os dias se acrescentam à alma. o mar serve para equilibrar o tanto que nos vai dando a explicação da vida...


    um beijo maria.

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  2. Nem sei como te comentar...

    Sei apenas que o mar e a sua presença tudo liberta!

    beijo

    João

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  3. Sabes... Maria
    As palavras não se soltam, sim as minhas palavras, não respiram,não se libertam.
    E que palavras poderiam soltar-se perante as tuas,
    tão intensas,
    tão profundas,
    tão livres como as aves que voam
    sobre o mar que te liberta

    Bjs

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  4. Por vezes fico pensando que os seres humanos são feito em lotes...e tem uns que foram feito desse material - saudades, angústias, inquietações, amor. Eu me sinto desse lote.

    Mas também penso que essa turminha é quem move o mundo, ou será um alento? rsrs

    O mar inspiração e restauração.

    abraço

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  5. Um dia desses podia ter pego um transporte qualquer e ter me livrado da chuva, mas caminhei quarteirões esperando ser lavada por dentro. Como entendo esse poema...

    Beijinhos, Maria.

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  6. Não adianta, Maria. Nem a água do mar tira. Sei o que falo.

    boa noite (o Rio debaixo d'água mais uma vez)

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  7. Também é junto do mar que eu me sinto melhor!

    Abraço

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  8. Maria!

    De repente vejo-te na praia
    buscando um horizonte diferente
    abrir mão do sonho
    sem cobrar ternuras nem cuidados
    o que libertaria também algema
    inquieta agora, com desejos
    de correr, de voar...

    Sempre me pergunto:
    Onde termina minha vida e começa o mar?

    Um beijo

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  9. Sempre o (a)mar...

    beijinho, minha Maria*

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  10. O amor tem asas...
    :-)
    Um beijo.

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  11. Maria

    Todas as minhas inquietações, os meus medos, as minhas angustias e até os sonhos desfeitos eu deixei que o mar as lavasse. Para que não voltassem, guardei a água num vaso, que selei. A minha preocupação agora é que o vaso se quebre e eu fique com tudo o que tinha anteriormente, mas aumentado.
    Contrariamente ao resto, só o amor, que é um vaso de cristal, se se quebra não tem conserto.

    Paz e Luz no teu caminho

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  12. Muito obrigada por terem passado aqui.
    Boa semana e beijos a todos.

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  13. Querida Maria,
    Já passei por aqui e li este teu post, e fiquei «amarrada» às tuas palavras, sem saber o que dizer!...
    Inquietações...angústias....tempo..liberdade... atirar ao mar...Isto foi lido por mim, como um desabafo de algo que não está a correr bem e como sei pouco de ti e este não é o meio para escrever sobre certas coisas, fiquei sem ter que dizer!...
    Mas já anteriormente fizeste um post do mesmo género fechado a comentários.
    Tu és uma poeta e mesmo a tua prosa trás consigo poesia e lembro-me «o poeta é um fingidor...»
    De qualquer forma querida Maria olha ao longo do mar até ao seu limite, mas não olhes para dentro dele!...
    Beijinhos
    Manuela

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  14. O mar possui todos os segredos necessários...

    Um beijo grande.

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  15. escusado será dizer que adoro estas tuas palavras.

    acho que é disso que estou a precisar. um bom mergulho.

    beijos Maria

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  16. e logo nesse mar, maria. Serra do Convento, Serra da Arrábida. Mar maior atlântico guardado por uma encosta aplina a norte. o melhor e mais belo dos mares calmos do nosso país.

    e obrigado porque me permitiste, por instantes, daqui do meu gabinete, ver a pedra da anicha!

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