
Sei da embriaguez forte dos abraços
E dos beijos e gemidos lançados ao vento
Em noites por dormir contando os passos
Que nos faltam para chegar, num cante lento
Sei da voz silenciosa em grito doce
E do olhar raso de água, forte e profundo
Às vezes cantando assim como se fosse
A última vez que cantasse para o mundo
Sei de ti, poeta vagabundo deste rio
Semente que renasce sempre a tempo
Raíz de ti flor e fruto breve, e sorrio
Quando te vejo de braços abertos ao vento...
Eu também sorrio por braços abertos. :)
ReplyDeleteBeijinhos, Maria
Maria:
ReplyDeleteÉ sempre tão bom terminar o dia com uma visita ao teu blogue!
beijo
João
Maria
ReplyDeleteLindo, expressivo e de uma ternura que nos faz ver todas as figuras desenhadas pelo poema.
Paz e Luz no teu caminho
Em noites por dormir contando os passos
ReplyDeleteQue nos faltam para chegar, num cante lento
Sei da voz silenciosa em grito doce
E do olhar raso de água, forte e profundo
sei, nem todos sabemos
das noites por dormir contando os passos
Maria!
ReplyDeleteSenti o sopro deste vento...lindo!
Deixa que as coisas falem sem filtro – com a voz do olhar...
Olhar. Olhar apenas: o rio a correr para o (a)mar.
Deixo-te meu beijo!
Como se duas almas pudessem ser uma partida ao meio e deitada à vida...
ReplyDeleteBeijo
É desse vento que é preciso, o vento da mudança, mas a soprar com muita força.
ReplyDeleteAbreijo.
Que belo e doce sorriso, ao sabor do vento e no aconchego do abraço...
ReplyDeleteMais um maravilhoso momento da Maria, mulher de M...
Um beijo com cheiro a planície, Ava.
E morrer, se tiver que ser, de braços abertos, num cante lento. No aconchego do sorriso da tua ilha.
ReplyDeleteBeijos.
Lindo este abrir de braços e abraços!
ReplyDeleteAbraço
Não sei se sei caminhar pelo fogo do vento.
ReplyDeleteQue de tantos passos me morrem as mãos.
Uma dor, um saudade, um tormento.
Sempre e sempre às voltas por mim, sem cessar.
Não sei se sei caminhar...
Não sei se sei da embriaguez das saudades.
Que de tantos gritos feitos lágrimas me doem na pele quente.
Um toque, um sonho, um desassossegar este em que ardes.
Sempre e sempre a cada verso que se desfez.
Não sei se sei da embriaguez...
Não sei se sei deste tremor por entre as margens de mim.
Que de tantos silêncios o meu corpo se revolta e cai.
Um salto, uma flor, quem sabe um jardim.
Sempre e sempre por dentro mesmo quando vai.
Não sei se sei deste tremor...
May 06, 2010 2:25 PM
Imagino um abraço do tamanho do mundo... :)
ReplyDeleteSei que o vento sempre me trás até aqui e que levo palavras para ficar a divagar!...
ReplyDeleteBeijinhos,
Manuela
Nas tuas palavras
ReplyDeleteenlaça-se um suspiro de seda
tecendo um casulo de amor...
Beijos... Maria!
AL
olha o que a tua poesia me faz:
ReplyDeleteSei como te ler me inebria
Como ao espírito ávido, luz incendeia
Que pelas trevas assim jamais vagueia
Encalha e fica envolto nesta poesia.
Sei da sombra das noites passadas
ReplyDeleteE do lençol que ainda as cobre
Sei do sabor da tua boca ao longo
Do meu corpo, agora tão pobre…
Sei que ainda me moras no peito
Na memória presente do nosso momento
Sei que me corres sempre nas veias
E que voo contigo no vento
Sei da força do teu abraço
Da cumplicidade do grito calado
Sei do nosso sorriso secreto
Da fuga, do silêncio partilhado
:-)
Beijos.
Sei do que foi e já não é
ReplyDeleteSei do cansaço de esperar...
Gosto muito da ideia de sorrir de braços abertos.
ReplyDeleteLindas palavras.
:)))
Isto é, continuas em grande forma.
ReplyDeleteUm beijo grande.
Lindo as palavras ao encontro do abraço,ao sabor dos que nos tocam no fundo do ser.
ReplyDeleteBeijinho bfs
Lisa
"Sei de ti"...
ReplyDeletesemente crescida nas noites longas, em que as solidões se varrem e o entendimento cresce.
"Sei de ti",
no abraço pendurado na lembrança...
no cheiro a chá e pão quente que nos ensinou a falar em silêncio...
"Sei de ti"... quando a emoção me tolda o olhar e te sinto ali tão perto... a recortar o muro onde me escondo...
Abraço infinitamente...
grande e grato
Saber é quase chegar..
ReplyDeleteObrigada Maria.
Um beijo
É sempre bom ler os teus poemas.
ReplyDeleteBJS
GR
Muito obrigada por terem passado por aqui.
ReplyDeleteBom fim-de-semana a todos.
Beijos.
É um prazer passar por aqui e ler-te. Sempre !
ReplyDeletebj
Só um poeta mesmo para abrir os braços ao vento!
ReplyDeleteEu resguardo-me das rajadas...
Lindo, lindo, LINDO!
Beijinho
Por aqui o vento soprou
ReplyDeleteforte, e limpou
as árvores de folhas,
agora mais nuas,
com os braços erguidos
ao vento e a pedir
um novo equinócio
que faça brotar as folhas,
e os enroupe!
Abraços de vida