
Não me Peçam Razões...
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
(16 de Novembro de 1922 - 18 de Junho de 2010)
E quando pensamos que estamos preparados para o que sabemos estar perto, verificamos que não estamos...
ReplyDeleteMaria, junto-me a ti nesta homenagem a José Saramago...
ReplyDeleteGRANDE é a sua OBRA , que nos deixa como LEGADO!!!...
Um Abraço Querida Maria!
Que Viva José Saramago!
ReplyDeleteUma dor grande, Maria. Nunca estamos preparados.
ReplyDeleteUm abraço.
Como estar preparado?
ReplyDeleteUm beijo.
Sim Maria
ReplyDeleteImenso
Pensamos que estamos sempre preparados para tudo, mas não estamos, não!
ReplyDeleteA morte de José Saramago, escritor original, único, coberto pelo manto do talento e do génio, e de Humanidade intensa, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente, deixou-me um amargo muito grande. Roubaram-me parte de mim.
Faço-lhe também referência no meu blogue.
Abraço
Contigo, Maria.
ReplyDeleteBeijos
Morre o homem, ficam as suas palavras para todo o sempre!!
ReplyDeleteMestre na prosa mas com um talento muito especial para a poesia.
ReplyDeleteAfinal isso mesmo, um mestre na vida e na obra!
Abraço
Nunca estamos, amiga-irmã, nunca.
ReplyDeleteBeijo imenso
O mundo perdeu hoje um homem da cultura e um homem de esquerda que ele sempre quis ser.
ReplyDeleteMaria
ReplyDeleteNunca se está preparado para o que sabemos ir acontecer, só porque nascemos.
Eu, em Jim, escrevi o que penso ser um elogio a Saramago e digo, penso, porque quando a grandeza sobre quem dizemos algo é como é, é sempre pouco o que se diz.
No entanto acaba assim
Mas quando no teu destino
te calhou em sorte
conhecer teu rosto,
sei que quando chegou
te disse sorrindo,
És meu,
venho buscar-te,
eu sou a Morte!
Não percamos o legado cultural que nos deixou.
Paz e Luz no teu caminho
Todas as homenagens não serão demais ao nosso 1º e único Prémio Nobel da Literatura.
ReplyDeleteAté sempre!
Até já! Pois, é a verdade...
ReplyDeleteA Luz e Paz o guarde na eternidade!!
Momentos que não queremos
mas que certos, um dia teremos!
Ficou a sua obra! Com razões
para muitos corações!!!!
Um beijo Maria
Aqui estou camarada - contigo!
ReplyDeleteDá-me a tua mão e vamos...obrigada...
É uma perda lamentável. Tenho colocado no meu blog algumas das suas obras. Hoje, também, assinalei esta perda.
ReplyDeletebjs
Preparados... não, no meu caso não. Caíu como um raio. Porque há pessoas que queremos (e acreditamos) eternas, para além das obras.
ReplyDeleteUm abraço, Maria.
Nunca se está preparado.
ReplyDeleteUm abraço
Sabes, Maria, eu que tanto impliquei com ele, fiquei agora sinceramente triste.
ReplyDeleteDeixo-te um abraço bem forte.
Saramago nos deixa quando mais precisávamos de suas palavras, quando mais precisávamos de seus olhos. Com a partida deste Nobel man, o mundo fica mais míope.
ReplyDeleteAté Sempre!
ReplyDeleteLevantado do chão pois!
Beijo
Joao
Homens assim, nunca se perdem! Já o ganhámos!
ReplyDeleteAté sempre, camarada!
Morreu Saramago, diziam as vozes. Eu digo : VIVA SARAMAGO!
ReplyDeleteNunca estamos preparados para a morte, Maria.
ReplyDeleteComo a Ana, eu implicava com ele de vez em quando, uma grande perda. Eu gosto muito de lê-lo (gosto, no presente, porque há livros que ainda não li e continuarei gostando).
Beijinhos
Um beijo, Maria.
ReplyDeleteÉ somente um intervalo ...
ReplyDeleteBj
Saramago numa entrevista que deu, disse acerca da sua morte que gostava que parte das suas cinzas fossem colocadas em determinado sitio debaixo de uma grande pedra...era assim uma forma de" estar...e continuar a estar ali..."
ReplyDeletePara quem o apreciava de verdade vai estar sempre...
Brisas mansas para ele*
Estou como diz o Delfim; é só um intervalo. Vamos pensar assim?
ReplyDeleteBeijos.
Morre o homem, a sua Obra permanece para sempre!
ReplyDeleteGr Bj,
GR
Uma excelência, pois o que lhe ia bem era a prosa.
ReplyDeleteArmazeno muitas frases suas, mas especialmente a que me disse quando nos cruzamos na Universidade Politécnica de Valência, onde foi investido Doctor Honoris Causa, e no momento em que me ouviu falar português, -que faz você por aqui? Nem nos deixaram falar... a multidão era considerável e a segurança esmerada.
Inolvidável!!!
Notarei a usa ausência.
Um grande abraço para ti
Muito obrigada a todos que passaram por aqui.
ReplyDeleteBom domingo.
Beijos.
"Preparado", sim, PARA VIVER!
ReplyDeleteATÉ SEMPRE!
Beijo
Recordar é fazer reviver!
ReplyDeleteBeijo, Maria.
Joaquim do Carmo
ReplyDeleteNão me é possível comentar em blogues cujas caixas de comentários vêm 'abaixo do post'.
Irei lendo as tuas estórias, mas comentar não dá...
(só em página inteira ou pop-up)
Um beijo.
Saramago continuará presente com o seu exemplo, com a sua luta, a sua coerência e a sua obra.
ReplyDeleteVIVA SARAMAGO!
ReplyDeleteUm beijo grande.
É tão triste...
ReplyDeleteBeijinho, minha Maria*
Nunca morre uma pessoa como Saramago!
ReplyDeleteBeijo (triste)