"QUANDO EU MORRER VOLTAREI PARA BUSCAR OS INSTANTES QUE NÃO VIVI JUNTO DO MAR" (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Wednesday, June 09, 2010
A FOME
Eis alguns dados sobre a fome:
- Mais de mil milhões de pessoas passam fome - ou seja: um em cada seis habitantes do planeta passa fome.
- Dessas, morrem todos os dias dezenas de milhares, na sua maioria mulheres e crianças.
- Em cada seis segundos morre uma criança. À fome.
- A imensa maioria dos que morrem à fome é oriunda dos «países mais pobres» - que são mais pobres porque os mais ricos lhes roubam as suas riquezas.
- A fome também marca presença nos «países mais ricos»: dos 10, 9 milhões de crianças com menos de cinco anos que morrem todos os anos nos «países desenvolvidos», 60% morrem em consequência da fome.
«A fome mata mais pessoas do que a sida, a malária e a tuberculose juntas».
Quer isto dizer que o número de vítimas da fome continua a aumentar.
Entretanto, prosseguem as «conferências», os «seminários», os «fóruns», os «anos europeus» e os «anos mundiais» que, desde há muito anos, garantem que vão acabar com a fome - mas que, até agora, apenas conseguiram aumentar as riquezas dos mais ricos.
Quanto a nós por cá... tudo bem:
«A falta de comida já afecta 95 mil crianças»
«O Banco Alimentar está a dar comida a 285 mil pessoas» - são «dez vezes mais do que a média do ano passado» e o brutal aumento deve-se, entre outras coisas, à entrada no reino da fome dos chamados «novos pobres» - que são aqueles que têm emprego e salário fixo, mas cujo rendimento não chega para comer.
É assim a vida no capitalismo que é, há centenas de anos, o sistema dominante.
E assim será enquanto o capitalismo dominar.
Até que as vítimas da fome se levantem e construam «uma terra sem amos»...
retirado do Cravo de Abril
(vou ali e depois volto. logo. logo)
Em termpo: cliquem aqui e revoltem-se!!!
http://www.publico.pt/Sociedade/criancas-vestemse-com-fardas-da-mocidade-para-reviver-100-anos-de-republica_1440933
Era minha intenção deixar-vos um poema para estes dias.
ReplyDeleteMas depois de ler este texto no Cravo de Abril achei que deveria deixar-vos esta 'reflexão'.
É possível mudar esta situação. Se quisermos!
Até já...
o meu avô acreditou mesmo na possibilidade do mundo ficar liberto dos "amos".
ReplyDeleteeu não, porque vivo noutro tempo e sei que há sempre um gajo esperto que quer mandar na vidinha dos outros, e se tiver tiques de "ditador"...
beijinho Maria
Maria:
ReplyDeleteIsto questiona e muito os políticos/políticas que se têm escolhido para gerir este país...
Urge mudar (mesmo!)
Beijo
João
sobretudo os conceitos
ReplyDeletehaverá assim tanta gente faminta em Portugal, quanto se apregoa? humm...!
contudo: "não há pachorra para tanta choldra" já dizia o O'Neill! as pessoas têm de gritar, não é?
qq dia, inventam umas pastilhas para a enganar.
sempre em cima, maria :)
Há tanto neste planeta e tão mal distribuído....
ReplyDeleteObrigada pelas felicitações.
Serenos sorrisos
E o poema do Zé Gomes veio mesmo a propósito...
ReplyDeleteUm beijo grande.
olá Maria.
ReplyDeleteé claro que um poema feito de palavras tuas me teria feito sonhar e dizer-te o quanto gosto de te ler.
sou sincera há assuntos que preferia que não existissem, este é um deles. mas EXISTEM e obrigada por me puxares a terra de vez enquando...
faço o que posso perante a pobreza que se me depara no dia a dia, mas sei que faço muito pouco. sei que se todos pudessemos fazer o nosso melhor talvez a terra dos "amos" se acabasse...
gosto muito de ti.
M.
E pensar que tudo isto é evitável, que apenas se deve a uma política desumana e criminosa...
ReplyDeleteBom fim de semana grande:)))
Maria...
ReplyDelete(***)
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém qie semeia
trovas no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempos de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não!
Como são cada vez mais actuais estes versos do M. Alegre!!!
Um beijo meu...
Al
Maria, deixo-te um beijinho
ReplyDelete:)
como dizes:
ReplyDeleteÉ possível mudar esta situação. Se quisermos!
...eu acrescento:
...TODOS JUNTOS e não sempre os mesmos!
e lá bato eu na mesma tecla ->
beijos, Maria
há aqui e no mundo
ReplyDeletehaverá sempre
tristemente.
_
beijos maria
Eu que já sou velhota inclino-me mais a concordar com o Luis que tem idade para ser meu filho.
ReplyDeleteQuanto às fardas da Mocidade, parece-me uma cretinice pindérica nascida numa cabeça com pouca imaginação...
Beijinho, Maria
Eu também concordo com o Luis e quanto às fardas da Mocidade, é a coisa mais absurda e nonsense que podia acontecer. É tentar reviver algo que não cabe mais nos dias de hoje, delírio.
ReplyDeleteBeijinhos, Maria. Bom fim de semana.