
Perco-me a olhar a ilha, vazia de mim
Não sei contar quanto tempo é o tempo
Desato o nó e deixo-me chorar assim
Por não te ter, nem ao mar nem ao vento
Ficou comigo o teu cheiro no meu leito
Desfeito pelas mãos do amor no momento
Sangra ainda de dor este meu peito
Por não te ter, nem ao mar nem ao vento
De tudo o que guardei e já não quero
Fica o canto das ondas como um lamento
Que me acolhe e leva para onde te espero
Para depois te ter, seja no mar ou no vento.
(vou ali e depois volto. logo)
Há sentimentos que o tempo e a ausência não mudam.
ReplyDeleteBeijinhos, Maria
Que o mar e o vento te tragam conforto, em vez de amargura...
ReplyDeleteAté já.
Beijinho
Há marés que nos trazem ao porto e há ventos que nos espalham em mil pedaços.
ReplyDeleteÉ assim...
Beijo imenso, AICeT!
Eu queria dizer mas não posso.
ReplyDeleteboa noite Maria.
Bebe o mar, Maria, bebe o vento. E volta para nós.
ReplyDeletebeijo.
Querida Maria,
ReplyDeleteGosto de ti pela sensibilidade e generosidade que encontro nas tuas palavras. És uma mulher que tens muito para dar e o meu desejo é que encontres o que precisas, que o vento e o mar te afaguem o quanto precisas e mereces.
Beijinhos,
Manuela
Não encontro palavras com a grandeza necessária para comentar este POEMA.
ReplyDeleteDeixo-te alagada de beijos que transbordam do nosso mar
Ricardo
7, Maria, 7! Número lindo... hehe e minha mãe acertou, a danada só não acerta os números da loteria. ;)
ReplyDeleteBeijinhos
Na brisa mansa
ReplyDeleteConduz o tempo
O que é do tempo
Enquanto atenuas
imersa sob lentes da mente
hj onda salgada
umedece tua face
logo o sol aquece
gotas de cristal.
Bjinhos
Palavras tão belas.
ReplyDeleteLindo!
Gd BJ,
GR
Olá Maria!
ReplyDeleteVenho da Tité e a curiosidade trouxe-me até aqui.
A curiosidade e Saramago...afinal o nosso amado amigo merece que nos unamos e revelemos tudo de bom que ele fez e que algumas pessoas nem sequer tentaram ler, agora de repente há por aí uma onde que parece que se envergonha de todo o sofrimento que causaram aos nosso melhor escritor do século XX.
Este não é o assunto para comentar, mas sim o belíssimo poema de amor que escreveu.
Sinto um coração partido, mas que aspira o reencontro que virá com o mar ou com o vento...virá!
Beijinhos
Ná
Na Casa do Rau
Na ilha por vezes habitada
ReplyDeleteNa ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
Saramago
(in PROVAVELMENTE ALEGRIA, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1985, 3ª Edição)
Um beijo
Talinha
Ohh...até logo
ReplyDeleteBeijinho, minha Maria*
Obrigado por mais um olhar da nossa ilha, do meu farol de outros tempos...
ReplyDeleteabraço
Vai ee volta bem
ReplyDelete:))))
Maria:
ReplyDeleteGostei muito. Os teus textos são belos
beijo
João
E enquanto vais e voltas, vai escrevendo mais coisas destas...
ReplyDeleteUm beijo grande.
Volta... :)
ReplyDeletebom abraço, e aonde quer que estejas, fica bem...
ReplyDelete:))
Há muito que não vinha visitar-te.
ReplyDeleteEscreveste: vou ali e depois volto,logo...e eu digo:
Estive ausente 10 dias e regresso hoje, com o post da blogagem colectiva sobre o S. João.
A minha intenção neste post é mostrar-vos um verdadeiro GUIA DE SOBREVIVÊNCIA, nestes dias de grande reinação. Chegaram os santos populares e com eles foi-se o sossego. Renda-se às tradições e junte-se à festa, seja ela em honra de que santo for. Mas como nem tudo são rosas, ou manjericos, é sempre bom saber uns truques de sobrevivência para que se possa divertir até de manhã sem nenhum tipo de chatices.
Antes de sair de casa - A prevenção para uma noite bem passada começa em casa. Primeiro que tudo, pense na roupa que vai vestir. Lembre-se que está calor, que vai para o meio da confusão, que vai ser uma entre milhares de pessoas e que se vai fartar de andar e dançar. Sendo assim, nada melhor que roupa simples, leve e fresca. Nos pés nem pense em pôr saltos altos ou chinelos! Depois vai passar o tempo todo a queixar-se das bolhas. Por isso não arrisque. Sapatos confortáveis e fechadinhos.
Abraços sanjoaninos.
Querida Maria,
ReplyDeleteDepois de uns dias de férias, chego e encontro aqui este belissimo poema!!! Ahhhh....
Beijos
AL
Não se suportaria morar numa ilha.
ReplyDeleteAcho que treparia pelas paredes do mar ou do vento...
Achei o teu poema magnífico.
As tuas palavras encantam.
Beijos.
Poema dolente. sentido e belo.
ReplyDeletemuito bonito.
beijos
Estás sempre tão atenta ao PPP... Obrigada, eu que ando ultimamente num desatino de vida ocupada que me deixa pouco tempo livre para a net.
ReplyDeleteE que bonito este poema!
Apetece-me brincar um pouco contigo, apesar da beleza do poema: mar e vento tivemos nós até demais no Algarve - podemos dispensar um bocadinho:))))
ReplyDeleteAbraços
Vento no Algarve?!
ReplyDeleteJá nada é como era, Justine...
Desculpa, Maria, esta intromissão com a Justine...
Como sempre os teus poemas transmitem uma enorme emoção!
Abraço
Seja no mar ou no vento. Mas sempre com a poesia que é tua.
ReplyDeleteUm beijo, Maria, e volta logo .
Quantos sentimentos embebidos em pétalas de vida.
ReplyDeleteComprovo que os teus verso levam una profunda carga de emoções... mas belos!
Abraços de vida
Maria,
ReplyDeletelindo! ... perco-me naquilo que tão bem escreves...
gostei muito :)
um sorriso meu e um grande abraço :)
mariam
Maria
ReplyDeleteSabes que eu gosto de te ler. Este é lindo, como outros que escreveste.
Eu escrevi no JIM, aquilo que, penso, o José Saramago agora poderia dizer. Sff. vai lá, lê e diz aquilo que achas. Se entenderes, sugere modificações.
Obrigado.
Paz e Luz no teu caminho.
Muito bonito Maria!
ReplyDeletePosso guardá-lo?
O canto e o embalo das ondas ficam sempre comigo...
beijinhos com raios de sol, desta outra ilha
De regresso a casa, agradeço a todos que passaram por aqui.
ReplyDeleteBom fim de semana.
Beijos.
Maria
ReplyDeleteNão sei se conheces....
Mas no Google coloca Jose Saramago...depois clica em José Saramago poemas...na página que aparecer procura..Jornal de Poesia-José Saramago....Lê um ensaio poético de Soares Feitosa dum fragmento do "Evangelho...."
Lê depois tb. alguns comentários...
Vale a pena.
Obrigado
Bom fim de semana...
Paz e Luz no teu caminho
Repouso o olhar na extensão desta areia
ReplyDeleteDeixo-me recuar no meu pensamento
Ao dia em que foste pirata, e eu sereia
Numa história de amor, entre mar e vento
Sorrio para o azul que me prende os sentidos
Na maresia sinto o cheiro do nosso momento
No ritmo das ondas, o nosso, perdidos,
Em viagem de ir e vir, como o mar e o vento
Estendo esta saudade até ao horizonte
Reinvento-nos, sedentos, num compasso lento
Faço das memórias a minha ponte
Para o tempo em que fomos mais que mar, mais que vento
ao ler as tuas bonitas palavras, recordei-me que não visito a tua "Ilha", há uns dezoito anos...
ReplyDeletebeijinho Maria