Monday, December 13, 2010

Ainda Joaquim Pessoa

Dobrar na boca o frio da espora
Calcar o passo sobre lume
Abrir o pão a golpes de machado
Soltar pelo flanco os cavalos do espanto
Fazer do corpo um barco e navegar a pedra
Regressar devagar ao corpo morno
Beber um outro vinho pisado por um astro
Possuir o fogo ruivo sob a própria casa
numa chama de flechas ao redor.

Joaquim Pessoa

17 comments:

  1. Maria:

    Porra! estamos vivos e somos humanos!

    Gostei mesmo!

    Um destes dias faço-o meu

    Beijo

    João

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  2. Ainda ontem peguei nos 125 Poemas de Joaquim Pessoa e li alguns...
    :-)
    Beijos.

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  3. Maria,

    Continuaremos a "gastar" os versos do Joaquim Pessoa... sem descanso.
    Porque eles nos fazem falta, cada vez mais.

    Beijo de cá.

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  4. Olá Maria, belo poema...Espectacular....´
    Cumprimentos

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  5. e um belo poema, pois claro!
    na dignidade maior da partilha.

    beijos

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  6. Uma delicia ler Joaquim Pessoa!...

    Beijos, Maria!
    AL

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  7. A propósito: tenho que comprar o último livro dele.

    Um beijo grande.

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  8. Ainda - e sempre!
    Um beijo de até breve:))

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  9. ...tanta vez somos barco, como este, quando o mar da vida nos fere bem no fundo e às vezes, com sorte, nos devolve à praia.
    Obgd. Amiga pela partilha.
    Não sei porquê deixei de poder comentar e agora de novo consegui.
    Bjs.
    M.M.

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  10. Gosto da poesia do Joaquim Pessoa.
    Este poema é forte e preciso...
    Gosto do teu gosto, querida amiga sempre perto do mar.
    Beijos.

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  11. Muito obrigada a todos que aqui passaram e lerem o Joaquim Pessoa.

    Beijos.

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  12. Li, senti forte. Mas gostaria de dizer mais.

    beijo

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  13. sempre excelentes escolhas
    gosto da força deste poema...Joaquim sempre resistente..
    brisas doces para ti**

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  14. Um homem que (sei) é actual. Mas neste poema trás o sonho do homem primevo, o do fogo e do sonho futuro.
    Bjs

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