Tuesday, October 25, 2011

Pedaços


O vento rugia na noite
O medo surgiu como açoite
na madrugada por chegar
O vento gemia na cama
O medo eterno de quem ama
no dia já a despontar
O vento então calou
O medo por fim acabou
na tarde que desfalecia
Os teus braços eram os meus braços
E nós adormecendo aos pedaços
na noite que então surgia.

14 comments:

  1. Eu também ouço rugir mas tenho um problema, com esta escuridão não consigo saber se é o povo ou o tirano que ruge.

    Abreijos.

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  2. ...noites que fogem e, nos deixam sem guarida...
    Beijo

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  3. E sempre nos tráz um pedacito de felicidade.

    Um abraço,
    mário

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  4. Adormecer aos pedaços enquanto o vento geme lá fora...ou não. Ainda ontem "ouvi" coisa semelhante, mas não em versos, assim, Maria. Só ouvi.

    Bom dia para ti.

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  5. Que bela maneira de adormecer...

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  6. A noite que ruge como uma fera ameaçadora.

    Um beijo

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  7. Que escrita linda e tão terna!!
    Como se sente aqui a sensibilidade de quem escreve assim...

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  8. Uma delicia!!!


    Beijos meus...
    AL

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  9. Um poema muito inspirado.
    Um abraço e obrigada.

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  10. O medo calado num abraço que mais parece a eternidade!

    Beijinhos

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  11. Maria:

    Assim seja, sempre!

    Se for sem medos e sem "ventos" então!

    Beijo

    João P.

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  12. Obrigada a todos pelos comentários que aqui deixaram.

    Beijos.

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