
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
(David Mourão Ferreira)
bonito.
ReplyDeletebeijinhos Maria
Lindo.
ReplyDeleteUm abraço e uma boa semana
Belíssimo
ReplyDeleteo nosso David
as palavras do poeta "amarrotadas de ternura" , belas...
ReplyDeletebeijo
Lindo, lindo! Bjs,
ReplyDeletelindo!
ReplyDeletebeijocas, Maria :)
Dois bons momentos: José Afonso e David Mourão Ferreira, obrigada, rrss
ReplyDeleteUm resto de excelente dia desejo
ReplyDeleteDavid Mourão Ferreira, o poeta que trabalha o erotismo com a delicadeza de pétalas.
Um beijo