Pequeno poema
Klimt, Mãe e Filho
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
(Sebastião da Gama)
Como eu gosto desse poema triste e belo!
ReplyDeleteAbraço.
ReplyDeleteSem prazo de validade...
:-)
Uma ternura
ReplyDeleteBj
Quando se nasce... tudo parece simples. Dez segundos depois já não é!
ReplyDeleteBeijo.
um grande poeta - um tanto ou quanto desvalorizado...
ReplyDeletebeijo