"QUANDO EU MORRER VOLTAREI PARA BUSCAR OS INSTANTES QUE NÃO VIVI JUNTO DO MAR" (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Thursday, May 05, 2016
Sonhei contigo...
Sonhei
contigo embora nenhum sonho
possa ter habitantes, tu a quem chamo
amor, cada ano pudesse trazer
um pouco mais de convicção a
esta palavra. É verdade o sonho
poderá ter feito com que, nesta
rarefação de ambos, a tua presença se
impusesse - como se cada gesto
do poema te restituísse um corpo
que sinto ao dizer o teu nome,
confundindo os teus
lábios com o rebordo desta chávena
de café já frio. Então, bebo-o
de um trago o mesmo se pode fazer
ao amor, quando entre mim e ti
se instalou todo este espaço -
terra, água, nuvens, rios e
o lago obscuro do tempo
que o inverno rouba à transparência
da fontes. É isto, porém, que
faz com que a solidão não seja mais
do que um lugar comum saber
que existes, aí, e estar contigo
mesmo que só o silêncio me
responda quando, uma vez mais
te chamo.
Nuno Júdice
Sonho, existências, ausências, silêncio. Não sei que diga. Não digo nada.
ReplyDeleteOlá maria, como sempre adoro ler o que escreves.... aproveito só para te dizer que o meu face foi ao ar.... pelos vistos alguém utilizou a minha identidade sinceramente não percebi... o que é certo é que tenho os meus melhores amigos lá... e a minha familia... se entretanto não se resolver terei que criar um novo face....
ReplyDeleteaté lá um grande beijo meu
Obrigada por terem passado aqui.
ReplyDelete:)
Poema lindo...triste....
ReplyDeleteMaria, vai daqui um beijinho, de bem longe....