"QUANDO EU MORRER VOLTAREI PARA BUSCAR OS INSTANTES QUE NÃO VIVI JUNTO DO MAR" (Sophia de Mello Breyner Andresen)
Tuesday, October 30, 2018
Memória de Miguel Hernandez
Cancion ultima
Pintada, no vacía:
pintada está mi casa
del color de las grandes
pasiones y desgracias.
Regresará del llanto
adonde fue llevada
con su desierta mesa
con su ruidosa cama.
Florecerán los besos
sobre las almohadas.
Y en torno de los cuerpos
elevará la sábana
su intensa enredadera
nocturna, perfumada.
El odio se amortigua
detrás de la ventana.
Será la garra suave.
Dejadme la esperanza
MIGUEL HERNANDEZ
(30.10.1910 - 28.3.1942)
Friday, October 19, 2018
Serra Mãe
"O agoiro do
bufo, nos penhascos,
foi o sinal da
Paz.
O silêncio
baixou do Céu,
mesclou as
cores todas o negrume,
o folhado
calou o seu perfume,
e a Serra adormeceu.
e a Serra adormeceu.
(…)
Na noite
calma,
a poesia da
Serra adormecida
vem
recolher-se em mim.
E o combate
magnífico da Cor,
que eu vi de
dia;
e o casamento
do cheiro a maresia
com o perfume
agreste do alecrim;
e os gritos
mudos das rochas
sequiosas que
o Sol castiga
- passam a
dar-se em mim.
(…)
A minha alma
sente-se beijada
pela poalha da
hora do Sol-pôr,
sente-se a
vida das seivas e a alegria
que faz cantar
as aves na quebrada;
e a solidão
augusta que me fala
pela mata
cerrada,
aonde o ar no
peito se me cala,
desceu da
Serra e concentrou-se em mim.
(…)"
Sebastião da Gama - poeta da Arrábida