Há 50 anos, tinha lugar o levantamento militar do Regimento de Infantaria n.º 5, das Caldas da Rainha. Este haveria de revelar-se uma saída em falso, mas de grande utilidade para o sucesso do Golpe militar de 25 de Abril: permitiu aos Capitães identificarem e corrigirem falhas.
A 16 de março de 1974, forças fiéis ao Governo neutralizaram rapidamente estes homens, devido ao seu isolamento e falta de coordenação com os outros setores do Movimento das Forças Armadas. Cerca de 200 militares acabariam presos. No entanto, o Movimento não desarmaria.
Do Golpe das Caldas resultará uma intensificação da ação conspirativa, agora com redobrada vigilância, do ponto de vista militar e do ponto de vista político. E com sucesso: dali por 40 dias, seria impossível ao regime manter-se de pé.
Há 50 anos, o regime de Marcelo Caetano tentava fazer prova de vida. Num contexto em que era já evidente a sua fragilidade, os oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas organizaram uma cerimónia de solidariedade com o chefe do Governo e de apoio à sua política colonial. O encontro, no Palácio de São Bento, ficou conhecido como cerimónia da 'Brigada do Reumático'.
A sessão decorria menos de três semanas depois da publicação do livro «Portugal e o Futuro», em que o vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António de Spínola, contestava a política colonial e defendia a liberalização do regime.
Eu nessa altura, tinha 13 anos. Pouco ou nada sabia de politica. Lembro-me que me sentia sempre irritada, quando via o Spínola na televisão. Depois no 11 de Março de 1975, ouvi o meu pai falar de uma tentativa falhada de golpe militar, organizada pelo general António de Spínola, ex-presidente da República. Nunca me passou a irritação :) Deixo abraço e brisas doces **
50anos25deabril - Instagram
ReplyDeleteHá 50 anos, tinha lugar o levantamento militar do Regimento de Infantaria n.º 5, das Caldas da Rainha. Este haveria de revelar-se uma saída em falso, mas de grande utilidade para o sucesso do Golpe militar de 25 de Abril: permitiu aos Capitães identificarem e corrigirem falhas.
A 16 de março de 1974, forças fiéis ao Governo neutralizaram rapidamente estes homens, devido ao seu isolamento e falta de coordenação com os outros setores do Movimento das Forças Armadas. Cerca de 200 militares acabariam presos. No entanto, o Movimento não desarmaria.
Do Golpe das Caldas resultará uma intensificação da ação conspirativa, agora com redobrada vigilância, do ponto de vista militar e do ponto de vista político. E com sucesso: dali por 40 dias, seria impossível ao regime manter-se de pé.
50anos25deabril - Instagram
ReplyDeleteHá 50 anos, o regime de Marcelo Caetano tentava fazer prova de vida. Num contexto em que era já evidente a sua fragilidade, os oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas organizaram uma cerimónia de solidariedade com o chefe do Governo e de apoio à sua política colonial. O encontro, no Palácio de São Bento, ficou conhecido como cerimónia da 'Brigada do Reumático'.
A sessão decorria menos de três semanas depois da publicação do livro «Portugal e o Futuro», em que o vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António de Spínola, contestava a política colonial e defendia a liberalização do regime.
14 de Março de 1974
Eu nessa altura, tinha 13 anos.
ReplyDeletePouco ou nada sabia de politica.
Lembro-me que me sentia sempre irritada, quando via o Spínola na televisão.
Depois no 11 de Março de 1975, ouvi o meu pai falar de uma tentativa falhada de golpe militar, organizada pelo general António de Spínola, ex-presidente da República.
Nunca me passou a irritação :)
Deixo abraço e brisas doces **
Parapeito
ReplyDeleteConfesso que o homem não era muito simpático... e tinha aquele ar autoritário...
Abraço.