
Meu amor
leva-me contigo para o cais
Tira-me este nó
que tenho na garganta
que eu já não aguento mais
Leva-me contigo que
eu vou seja para onde for
Quase sufoco
esta angústia
temporal e regular
porque vem sempre
todos os anos
muitas vezes e eu
fico só com a memória
que dói tanto, tanto
leva-me contigo
És o que me resta.
Um dia... quando for o dia...
ReplyDeleteBeijo
Maria, Maria!
ReplyDeleteO cais, sempre lá vai estar.
Beijo bem grande, querida
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ReplyDeleteVim aqui para me meter contigo já que vi que o meu cinzentismo de hoje te abalou. Vejo aqui um outro desespero, diferente mas não menos cinzento. Não é reconfortante olharmos à nossa volta e ver que há mais desgraça e maior que a nossa mas serve muitas vezes para nos mostrar o quão pequenos são os nossos problemas para nos esgotarmos com eles. O amor deve ser tranquilo o teu dói. Como os meus olhos hoje ... isso é mágoa.
ReplyDeleteNão te esgotes
Beijos
berlenga?
ReplyDeletePalavras de sonho! Continuas a alimentar o meu espírito!
ReplyDeleteBeijinhos embrulhados em abraços
...fico só com a memória que dói tanto" Umas vezes embalamo-la e conseguimos até sorrir. Outras, é ela que nos arrebata e leva para o fundo, para onde não queremos estar.
ReplyDeleteBeijo grande
Há dias de gelo, em que a angústia nos tolhe.
ReplyDeleteMas não há gelos eternos na nossa alma...
Beijinho.
Vá Maria, temos que andar... outro ano irá passar mas a memória e a dor ficaram para sempre...
ReplyDeleteBeijinhos desta (velha) amiga
Vanda
Também tenho um nó na garganta. Está a acabar o sonho.
ReplyDeletebeijos
poema de uma simplecidade e lirismo encantadores. adorei ler.
ReplyDeletesilêncio
ReplyDeleteUm dia... sim...
Beijo
restas sempre tu e a angústia passa. só a minha forma de ver a vida.
ReplyDeletebeijo
leticia gabian
ReplyDeleteO cais está lá, ainda...
Inspirada tu hoje, Amiga...
Beijão grande
/
ReplyDeletemaria, maria ...
/
inté
/
Gi
ReplyDeleteHá dias em que estou cinzenta. Uns mais que outros. Tenho amores que doiem e outros não. Como tudo na vida.
Acho que hoje acordei "seca". Não sei se é do calor, ou dos problemas que me põem em cima...
Mas a vida é bela e merece ser vivida plenamente!
Bom, respirando fundo, que foi o que acabei de fazer, estou pronta para te acompanhar noite fora... espero...
Gostei de te ler, aqui.
Beijinhos
alexandre
ReplyDeletefarilhões...
(ao largo da berlenga...)
sonhadora
ReplyDeleteAinda bem... irremediável sonhadora...
Um abraço "desembrulhado"
dulce
ReplyDeleteÉ isso. Mas depois há assim uma "mola" que me faz saltar e aí estou eu, de novo pronta pra tudo....
Beijo, Dulce
sininho
ReplyDeleteCom o calor que faz hoje o "gelo" exterior já derreteu... O interior, é com o tempo...
Beijinhos
vanda paz
ReplyDeleteQuando me conheceste já eu "toureava" a vida.
Hoje é outro dia. E o tempo atenua tudo...
Beijinhos, querida Vanda
pitanga
ReplyDeleteEsse teu nó vai crescendo mais uns dias. Mas depois daqui a um tempo, voltas, não é?
Eu percebo bem esse nó, mas isso vai atenuar.... tu sabes...
Beijinho, Amiga
herético
ReplyDeleteMuito obrigada.....
teresa durães
ReplyDeleteClaro que passa. Afinal, todas as angústias passam...
É esta a força com que enfrento e vivo a vida.
Beijo
poetaeusou
ReplyDeleteComo está aí o mar, poeta?
Inté
Este teu poema uma voz em branco, um grito escrito no pretérito mais que perfeito de tudo. E os sinos reticentes em música de fundo!
ReplyDeleteAbraço-te!
.................
ReplyDeleteporque não contróis tu uma canoa?
.................
Beijinhos
Tudo acontece no tempo certo,continua a beber das lembranças....
ReplyDeletejinhos
Gostei de vir aqui...de te ler, das imagens.
ReplyDeleteA saudade dói, mas
não há melhor como um dia após o outro.
Fica bem, voltarei.
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ReplyDeleteconheço bem a tua angústia, a memória doi, mas que seriamos nós sem ela? sem as nossas lembranças?
ReplyDeleteÉ o que te resta? Pode ser no Amor, mas depois tens o cheiro da tua ilha, tens o sol e o mar e tens sempre as gaivotas e claro os teus amigos. e tens-te a ti que és uma força da natureza.
Um beijo desta tua amiga que muito te admira.
A. TU
maria
ReplyDeleteadoro os teus textos...
sabes, um dia vou ganhar coragem e pedir a alguém para que me levem... para bem junto do seu coração...
bjs e boa semana
Maria:
ReplyDeleteBonito este teu poema de grito ao amor sofrido que fica no cais. Nada melhor que ir lado a lado com o Amor. Um beijinho.
Post Scriptum: agradeço-te me teres rectificado naquele meu engano. É de facto Jerónimo de Sousa. Não sei como é que foi buscar o Martins. Acontece!
Maria - sugiro que respires por guelras - até no fundo do mar descobrimos sonhos acordados e guardamos na memória todos os amores sofridos
ReplyDeleteNão peças que te leve, vai.
ReplyDeleteÉ um prazer ler estes sentimentos tão bem descritos que tanto nos dizem.
Um beijinho*
Maria...
ReplyDeleteAiiii o amor e o sufoco em que às vezes ele nos deixa...
Belo poema... tu levas-nos sempre contigo para o mundo dos sonhos... ;)
Beijo*
a.s.
ReplyDeleteComo me lês...
Abraço-te, também
antónio paiva
ReplyDeleteE para que quero eu uma canoa?
Beijinhos
luna e neptuno
ReplyDeletePorque é qque o teu tempo certo é cedo demais para mim?
Bjinhos
mié
ReplyDeleteTens razão, um dia depois do outro...
Gostei dos teus espaços.
Fica bem
bia
ReplyDeleteQuerida amiga, são apenas momentos, ou datas, ou o que quiseres chamar, sei lá....
Ou então estou mesmo a precisar de ir para a ilha...
... deve ser isso...
A ilha e as gaivotas... um dia destes...
Beijinhos
G.-TE
borrowing me
ReplyDeleteGanha coragem rápido, a vida não dura muito, o amanhã é já ali...
Bjs.
soslayo
ReplyDeleteNada melhor mesmo do que estar com o amor, lado a lado...
(O nome foste buscá-lo ao comerciante de mercearias finas, suponho...)
eufrázio filipe
ReplyDeleteJá experimentei respirar por guelras, mas confesso que tenho ainda falta de treino. Com o tempo, quem sabe...
Acredita que é no mar, bem dentro do mar, que me sinto mais em paz e mais liberta...
maria p.
ReplyDeleteIrei, sim, um dia...
Um beijinho para ti, bem apertadinho
cacharel
ReplyDeleteHá dias em que a escrita sai assim....
... nos outros é... parecida....
Boa semana para ti.
Beijo
Fantástico! E o que resta é muito.
ReplyDeleteParabéns.
Sabes, a paz que se sente ao olhar os farilhões em fundo e as lembranças do velho Berlenga carregado de garrafas de acetileno no invero para ir de viagem até lá para que a luz não falte na noite longa dos mareantes. Na altura não havia cais, nem sei se existe agora por lá.
ReplyDeleteNão gosto de cais, lembram partidas, idas sem volta.
Fica-nos por vezes a memória do lugar demasiado vazio...
Abraço deste lado do rio com mar em fundo e as tuas palavras como canção que se escuta por entre o marulhar das ondas nas grutas...
Boa noite Maria :), Todos se rendem perante o teu amor já viste?
ReplyDeletebeijos
david santos
ReplyDeleteÉ muito, sim.
Obrigada
joão marinheiro
ReplyDeleteGosto tanto de te ler...
Embalo-me em cada palavra, consigo vê-la por dentro...
Sabes que eu era capaz de viver na Ilha o ano inteiro?
Era mesmo, com todas as condicionantes que conhecemos...
Um abraço forte
gi
ReplyDeleteBoa noite Gi.
Muita bondade a tua....
Já lá vou ver se as bebidas estão servidas (hehehehe)
Beijos
muitos parabens pelo lindo blog
ReplyDeletegostei de o ler...voltarei:)
ps: recomendo www.luso-poemas.net . vai adorar:)
beijinhos e muitos parabens pelo lindo blog:)
joão filipe ferreira
ReplyDeleteObrigada
Conheço bem o site que indicas... muito bem, mesmo...
Volta sempre e beijinhos