Não me peças mais canções
Se passares pelo adro
No dia do meu enterro,
Dize à terra que não coma
Os anéis do meu cabelo.
Já não digo que viesses
Cobrir de rosas meu rosto,
Ou que num choro dissesses
A qualquer do teu desgosto;
Nem te lembro que beijasses
Meu corpo delgado e belo,
Mas que sempre me guardasses
Os anéis do meu cabelo.
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Se a minha voz conseguisse
Dissuadir essa frieza
E a tua boca sorrisse!
Mas sóbria por natureza
Não a posso renovar
E o brilho vai-se perdendo…
- Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Lindo! Tenho uma música...
ReplyDeleteAbreijos
E apetece te muito bem!
ReplyDeleteUma canção fantastica mesmo aqui em baixo.
Amei!
bjo
Afinal, temos que continuar a cantar...convidaste-me!
ReplyDeleteBom domingo.
Beijitos
samuel
ReplyDeleteAinda não ouvi...
Abreijos
Por muito que custe ao poeta o que eu quero hoje são canções!
ReplyDeleteAbreijo e bom Domigo!
as velas ardem até ao fim
ReplyDeleteÀs vezes dá-me uma nostalgia destas cantigas...
Beijo
Oris
ReplyDeleteE mantenho o convite. Temos é que cantar a Vida, enquanto dura!
Um beijo
salvoconduto
ReplyDeleteE eu também...
Bom domingo
Abreijo
Olá Maria:
ReplyDeletePassei por aqui
E, da minha parte, espero mais canções daquelas que dabes escolher muito bem
Beijos
João
Gosto muito de velas e escutar canções á luz da vela é ainda melhor.
ReplyDeletebeijinhos
Aquela fixação na madeixa de cabelos é de uma sensibilidade que arrepia.
ReplyDeleteEsse trecho, do todo lindo, me chamou a atenção.
ReplyDelete"Dize à terra que não coma
Os anéis do meu cabelo."
abraços, bom domingo.
O poema é bonito... e lembraste bem
ReplyDeleteUma beleza para musicar.
ReplyDeleteBeijinho
...qua encanto de canto!
ReplyDeletebjusss
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ReplyDeleteMais um muito esquecido!
ReplyDeleteQue bom relembrares Amiga, Obrigada!
Beijos e bom domingo.
Maria Mamede
Um grande poeta, muito, muito esquecido.
ReplyDeleteUm beijo grande.
Cantar ao amor e à vida sempre todos os dias.Beijo Maria
ReplyDeleteMaria, adoro Antonio Botto, este poema está qualquer coisa de divinal. Ele escrevia assim, simples, mas numa complexidade interior que só quem sente sabe...
ReplyDeleteBeijos de Quem te Gosta muito.
N...
:) o mistério da vida.. nasce, cresce, morre... com tudo o que isso implica.. em todos os momentos.
ReplyDeleteUm beijo linda Maria!
E apetece-lhe muito bem, o poema é bem bonito.
ReplyDeleteUm abraço e bom Domingo
A margem, a saúde debilitada de meus pais, ele internado no hospital onde foi amputado a uma perna, ela em casa, mas totalmente dependente, teem-me impedido de visitar os amigos virtuais e reais.
E apeteceu-te bem.
ReplyDeleteagora vou à musica de ontem :)
beijos
Maria
ReplyDeleteO Botto era dos bons, porque será que o esquecem tanto? pois!
Bjos amiga
Abraço por mais uma lembrança esquecida.
ReplyDeleteMaria! Ainda bem que muitos de nós lembramos os poetas? que se esquecem o fazem por tal... gostei e o vídeo,muito bom três grandes da música!
ReplyDeleteBeijinho e bom Domingo
Lisa
Não te peço mais canções, amiga. Aquela que me deste vai ficar eternamente comigo.
ReplyDeleteMas não posso deixar de te pedir mais carinho, mais alegria, mais fraternidade, mais justiça, mais solidariedade, mais vontade de vencer, enfim, mais utopia, porque tudo isto, e muito mais, tens tu, para dar e vender!
Obrigado Maria.
A letra é lindissima, Maria, apesar de triste.
ReplyDeleteUm beijinho deste lado da Ilha
E que bem que apeteceu!
ReplyDelete:)))
Não sei se o brilho se perde...
ReplyDeleteTem fases.
Beijos.
Obrigada a todos que passaram aqui.
ReplyDeleteBeijos.