
De tanto cerrar os dentes trinquei o coração.
Que sangra sem parar, como um rio.
Quando nos perdemos. Porque deixei de te ver.
Não sei dos trilhos que caminhas nem das árvores que te abrigam.
Sei de um rio, verde-sangue. Mas não sei da foz nem da fonte.
Perdi-me no meio do nada e não encontro o caminho.
Não sei regressar-me. Os meus passos levam-me à falésia.
E à vertigem. O abismo. O sim e o não.
O silêncio é total e ensurdeço. Nem te oiço.
Mas cheiro-te. E tu salpicas-me de lágrimas. O mar em frente.
Deixo-me cair devagarinho e adormeço.
Sei que quando a maré começar a subir virás lamber-me os pés…
Maria:
ReplyDeleteMas é que vem mesmo. É só uma questão de esperar
Beijo
João
Trincar o coração! Prefiro trincar tremoços e não cair no abismo da gordura.
ReplyDeleteAbreijos.
As marés... que tudo podem...
ReplyDeleteAbreijo
Escrever com a caneta da alma.
ReplyDeleteUf... este poema tirou-me o fôlego...
ReplyDeleteé potente e belo, como um Ferrari.
:))
beijocas
O mar, sempre o mar dentro de ti...
ReplyDelete:)
Beijos, Maria
São assim as marés, cheias e vazias, sucedendo-se ininterruptamente ...
ReplyDeleteBeijo Maria
«Esse rio que vai lento
ReplyDeleteespreguiçando-se a teus pés
não traz nunca a mesma água
não volta nunca para trás
Já não é o mesmo rio
e nem uma das suas ondas
voltará para a nascente
“Não te prendas a uma onda qualquer
que a teus pés venha morrer
Enquanto o teu pé estiver
dentro dessa mesma água
Muitas outras novas ondas
junto dele irão morrer
Na cidade onde eu vivia
sempre tão cheia de gente
se bem que ninguém lá fique
é costume ouvir cantar
Uma cantiga que fala
do fluir das coisas que há
neste mundo, e assim começa
Não te prendas a uma onda qualquer
que a teus pés venha morrer
Enquanto o teu pé estiver
dentro dessa mesma água
Muitas outras novas ondas
junto dele irão morrer»
(Fiama Hasse Pais Brandão)
Comovente e arripiante!
ReplyDeleteAbraço
não acredito que o blogger me comeu as palavras...
ReplyDeletedeixo um beijo
Decerto que a maré te encontrará!
ReplyDeleteBeijos
Sentido.
ReplyDeleteBeijinho, minha Maria*
Querida amiga Maria,
ReplyDeleteLindo texto!!! Gostei!!!
Deixo-me cair devagarinho e adormeço.
Sei que quando a maré começar a subir virás lember-me os pés.
Beijinhos de carinho e amizade
Lourenço
Passei, li, senti e... voltei!
ReplyDeletebj
O mar sempre nos aconchega quando mais precisamos... é simplesmente fabuloso...
ReplyDeleteQue a dor e a tristeza se dissipem, são os meus sinceros desejos...
Serenos sorrisos
os afastamentos torturam e parece que nada mais existe. felizmente ainda sabes que a maré o trará de volta
ReplyDeleteMaria. Lindo o texto...mas marés virão e trarão de novo,as alegrias e os desejos.
ReplyDeleteBeijinho
Um poema que tanto me tocou Maria...
ReplyDeleteBeijo linda
Confesso que fiquei na dúvida se falas do teu "eu" poético ou do país (sei de um rio, verde-sangue).
ReplyDeleteEm qualquer caso o poema é belíssimo, gostei imenso.
Beijos, cara amiga Maria.
Mare Nostrum
ReplyDeleteUm poema a saber a sal e lágrimas
E a maré vem já aí...
ReplyDeleteUm beijo grande.
A maré começará a subir. Aguarda!
ReplyDeleteUm beijo
Bem-hajas!
Como a dor pode ser bela, Maria...
ReplyDeleteÉ linda a tua dor...
É lindo o teu poema...
Sente-se... cheira-se... dói...
Beijo grande para ti...
QUERIDA MARIA, BELO POEMA SAÍDO DO TEU CORAÇÃO AMIGA... ADOREI!!!
ReplyDeleteBEIJINHOS DE AMIZADE,
FERNANDINHA
Maria
ReplyDeleteVejo que temos a mesma paixão pelo mar, a mesma intensidade na procura, talvez a mesma desilusão e força de lutar.
Por isso te encontro aqui.
Abraço
A dor eterna nas tuas belas palavras, Maria!
ReplyDeleteUm beijo
Viva Maria!!!
ReplyDeleteque saudade de vir até aqui...
e tu continuas triste... mas as palavras são dolorosamente belas!!!
Abracinho
Não estou triste, Amigos!
ReplyDeleteSão apenas palavras, palavras de momento...
Obrigada por terem passado.
Beijos a todos
Beijos Maria muitos, só vim aqui agora e tenho a M. a chamar-me...
ReplyDeleteAmei este poema.
Já fui ao blog do Pedro, deixar-lhe um beijo de boa noite :)
agora vou dormir e volto depois para te ler com toda a calma que me mereces.
Muito belo Maria, parabéns!
ReplyDeleteEmbora sempre tenha gostado do que escreves, constato com alegria, que
vais amadurecendo um estilo (o teu) e duma forma doce e dolente, mesmo quando "falas" de raiva.
Beijos Amiga.
Maria Mamede
ontem perdi as palavras que aqui te quis deixar e acabei por não as encontrar.
ReplyDeletehoje o dia é outro e as palavras também o são.
num sobe e desce dengoso.
de língua fresca e húmida que se arrasta por mim acima
e se derrete por mim abaixo.
olha-me a teus pés! deitada sobre um manto de finos grãos que as pedras choraram ao longo dos anos.
ouve-me a pedir-te prazer! descalça, de pés nus, numa espera sem pressa.
virás, ao amanhecer, quando o sol se espreguiça ainda por trás da serra.
e eu no mar…
a nossa dança de pernas doiradas e espuma branca vai fazê-lo brilhar. cobiçará os nossos corpos, ardentes do fogo de uma paixão antiga. a que sempre em nós acenderá a fogueira do amor. brasa que o mar acalma e refresca e suaviza, para voltar a salgar os beijos dos nossos lábios.
o primeiros raios assistem, incrédulos…
de tal forma que o sol não arrefece, queima, arde, apressa-se na busca do horizonte… até se encontrar no mar, que nos faz assim amar...beijo e abraço com muita ternura... a nossa, maria
gosto-teluísa
eterna
ReplyDeletemente
os passos a caminho de um mar que tarda
______
se descobrir, prometo que te conto Maria. a primavera tarda a florir os olhos
beijos
Não trinques o coração
ReplyDeleteQue o rio vai bailar
Na foz da tua canção!
Chama-o, antes da tarde
Virá, no teu coração…
E saber esperar, é sempre a opção...
Lindo está o teu abismo
Que no acordar vai derrubar
Todo o pessimismo...e sismo! :)
Beijinho Maria, que amanhã é Dia!
"Ah, esse amor selvagem,
ReplyDeletePassagem pra loucura e pra dor.
Mas, eu confio na sorte,
Eu sou forte como o bicho mais feroz.
Ah, esse amor aflito,
Que eu grito e ninguém pode ouvir.
Mas, me entrego a um sonho
Que eu componho em versos pra você dormir".
Procura a melodia "Pra Ser Minha Mulher. (Roberto Carlos)
bom dia Maria
Obrigada por terem passado aqui.
ReplyDeleteBeijos
Trinque o coração não moça! kkkkkk
ReplyDeletePois é, se a maré começa a subir vou beijar seus pés mesmo, eu vou morrer afogado, é? kkkkkkkk
Sou best não! kkkkkkkkkkkkkkkk
bjs
O Sibarita
POR ACASO NÃO ESTARÁS A DAR VOZ AO PRÓPRIO ABISMO? A SÊ-LO? TU ÉS A FALÉSIA ,ELE É O MAR?
ReplyDeletePOR OUTRO LADO ...NINGUÉM MORRE,NINGUÉM SE PERDE SE OUVIR A VOZ DO CORAÇÃO...
RESTA A ESPERANÇA DA MARÉ SUBIR E VIR LAMBER OS PÉS...
ABRAÇO SENTIDO