Sonata de Outono
Inverno não ainda mas Outono
a sonata que bate no meu peito
poeta distraído cão sem dono
até na própria cama em que me deito.
Acordar é a forma de ter sono
o presente o pretérito imperfeito
mesmo eu de mim próprio me abandono
se o rigor que me devo não respeito.
Morro de pé, mas morro devagar.
A vida é afinal o meu lugar
e só acaba quando eu quiser.
Não me deixo ficar. Não pode ser.
Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar
pois viver é também acontecer.
Ary dos Santos
E comemoras muito bem!
ReplyDeleteAry, foi um poeta de Abril. É justo que seja dito, falado, cantado e comemorado com Abril.
Beijos
Intemporal!
ReplyDeletebj
Nada de nos deixarmos ficar, porque viver é também acontecer .
ReplyDeleteBeijo grande
Porque a vida é afinal o nosso lugar...façamos dela a nossa força para lutar!
ReplyDeleteAry connosco...sempre!
Um beijo
Se não fizermos acontecer, mais vale apagar Abril do calendário!... :)
ReplyDeletePoeta castrado não!
ReplyDeleteSerei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
(Ary dos Santos)
Um homem e poeta que sempre admirei...
Apetece cantar Ary, em coro e de mãos dadas. Vamos a isso?
ReplyDeleteMaria,
ReplyDeleteUm Ary, cujos poemas estão cada vez mais presente no nosso dia a dia.
É preciso trazê-lo aqui, neste Abril.
Um beijo
Ary caminha lado a lado com todos que acreditam que é possível, um Abril mais justo!
ReplyDeleteAry dá-nos força e alegria para a Luta diária.
Ary Sempre!
Viva Abril!
Podes comemorar aqui:
ReplyDeleteA Fronteira do Caos Editores e o autor convidam Vossa Excelência para a sessão de lançamento do livro, O Ladrão de Livros da autoria de Carlos J. Barros, a ter lugar no próximo dia 25 de Abril pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro será da responsabilidade de Paulino Coelho.
Beijo
Carlos Barros
ReplyDeleteSerá difícil estar às 18 horas em qualquer outro sítio que não seja a Avenida da Liberdade, em Lisboa...
De qualquer modo desejo sucesso para o teu livro.
:))
morrer de pé por tudo o que se acredita
ReplyDeleteCom a certeza de que comemorar Abril com um poeta... não há melhor escolha do que o Ary...
ReplyDeleteUm beijo grande.
Lutador até ao fim!
ReplyDeleteBj
Maria Mmede
Venho de ler teu Materno,
ReplyDeletee venho ler aqui, Ary
das palavras prendes de vida
em que se canta Abril e Maio
quer seja Outono ou Inverno
viver nos poemas que deixas
é um colo vitorioso e terno!
Boa semana
beijinhos
Maria,
ReplyDeleteUm belissimo soneto do "nosso" querido ARY, Poeta de Abril que continua presente entre nós através da sua poesia!...
Bem Hajas!
Um abraço!
"Morro de pé, mas morro devagar.
ReplyDeleteA vida é afinal o meu lugar
e só acaba quando eu quiser."
Faz tanto sentido...
Beijinho, minha Maria*
Comemorar Abril sem a voz do Ary não faz sentido. A sua voz tem a força de Abril. É um poema muito forte e muito belo. Obrigado pela partilha.
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ReplyDeleteÉ Maria, viver é acontecer ou fazer acontecer.E muitas vozes são precisas para fazer acontecer.Beijo Maria.
ReplyDeleteps:Inveja, alguém pode ter mas não será a Maria.
Maria:
ReplyDeleteFazer acontecer e viver!
Obrigado Maria. Desconhecia este
Beijo
João P.
"...pois viver é também acontecer."
ReplyDelete:))
Beijitos, Maria.
Que Abril seja aqui e agora e sempre,na escrita de ARY.
ReplyDeleteBeijinho
Lisa
Psiuuu psiuuuu maria (em sussurro) ... não percebi " as ausências".....
ReplyDeleteshhhhh
Muito obrigada a todos que passaram aqui..
ReplyDeletebeijos
já fui ler a tua liberdade, maria
ReplyDeletegostei bastante... muito mesmo!
parabéns
Dona moça, conheço pouco do Ary, mas, pelo que já li, é um poeta que nos toca profundamente pelas palavras revoluconárias!
ReplyDeleteBeleza de creuza! (como dizemos aqui kkk)
Bjs
O Sibarita