Sem saber de ti caminhei toda a noite
Perdida de mim sem a noção do tempo
Andarilha vagabunda à chuva como açoite
Mas abro a minha cama para que se deite o vento
Sem saber de ti caminhei pelas escarpas
Ouvindo o mar como se fosse um lamento
De longe chegava-me um som de harpas
E abro a minha cama para que se deite o vento
Sem saber de ti regressei aos meus medos
Perdida dos abraços dos beijos e do tempo
Refaço-me teço-me escapo-me dos teus dedos
Porque abro a minha cama para que se deite o vento.
Olha que agora dava-me jeito nem que fosse uma brisasinha, por aqui o termómetro upa, upa...
ReplyDeleteAbreijos.
Maria:
ReplyDeleteSem saber de ti...
excelente mote e belo texto (como sempre)É sempre um gosto adormecer aqui
Beijo
João
Maria... fiquei sem palavras.
ReplyDeleteBeijinhos.
Lindo lindo lindo lindo!!!!
ReplyDeleteBeijo grande, AICeT!
é tão lindo Maria!!!!
ReplyDeleteaquece o coração...
beijinho
Deitas-te contigo o vento
ReplyDeleteenfeitaste teu poema com maresia de lamento...
reparaste como rimaste?
E mesmo quando não
ficou lindo, com paixão!
É só deixar fluir o ser...
e eis que se derrete o coração!
(viste debaixo do lençol?
às vezes esconde-se e não encontramos o que procuramos) :)
beijo
E que feliz vento esse, o que te aconchegar sobre as cobertas...
ReplyDeleteLindo
Beijo
Maria...
ReplyDeleteO teu corpo nu
acendendo o firmamento,
é a cama perfeita
onde se deita o vento...
Beijo_te!
AL
«Abro a minha cama para que se deite o vento»: é bonito!
ReplyDeleteUm beijo grande.
e o vento agora sabia bem...
ReplyDeleteestá um calor por aqui!
adoro-te.
um grande beijinho meu
lindo poema...
ReplyDeletebeijinho Maria
"Para que se deite o vento"
ReplyDeleteComo se fosse possível
Não pára nem um momento
Este garoto é incrível
:)
Tu escreves coisas muito bonitas.
ReplyDelete:))))
Maria, quando vi os casarios coloridos da rua da Aurora lembrei que uma vez você fez um comentário que lembrava deles. Até comentei de você para os amigos portugueses.
ReplyDeleteLendo e relendo o poema, apreciando, e repito, gosto quando escreves.
abraço
Lindo demais.
ReplyDeleteGd bj,
GR
a poesia é isso também - a superação da realidade das escarpas. no desalinho do vento..
ReplyDeletegostei muito.
beijos
:)) gostei mto
ReplyDeleteBrisas mansas para ti Maria**************
E quando o vento perpassa
ReplyDeleteos altos ramos do álamo generoso,
o tempo se dá por vencido,
a dor recolhe suas asas.
Lindo poema!
Deixo meu beijo,Maria
O vento a preencher o vazio. A saudade... Excelente poema. Um bom fim de semana, com flores, sorrisos e ...poesia!
ReplyDeleteGosto tanto de vir apurar os sentidos a esta ilha onde os aromas das palavras dão um travo válido à vida.
ReplyDeleteUM BEIJO cheio de aromas lunares
Belíssima aprendizagem da solidão!
ReplyDeleteDizer o quê?!
ReplyDeleteQue o vento também é companhia...
Belo poema, cheio de emoção, de cadência, de sonoridade...
Abraço
Qual a cor do vento, Maria?
ReplyDeleteBranco de saudade ou vermelho de amor?
Azul de mar ou amarelo de flor?
Talvez saiba um dia. Um dia...
Qual o sabor do vento, Maria?
Verde de relva ou roxo de pintura?
Cinzento de angústia ou laranja de ternura?
Talvez saiba um dia. Um dia...
Qual o canto do vento, Maria?
Grenã como um pássaro ou castanho de terra?
Rosa de beijo ou negro de guerra?
Talvez saiba um dia. Um dia...
Diz-me, que os versos são dor em mim
Porque há tanto vento no meu peito
E mesmo sem saber a cor direito
O guardo aconchegado, em tons, sabor e voz de jasmim!
OLá minha Maria,
ReplyDeleteAs tuas palavras poéticas sempre me encantam, tens uma sensibilidade muito própria e o mar sempre está por perto!
Bom fim-de-semana!
Bjs,
Manuela
Olá querida amiga, vim desejar-te um fim semana de muita alegria e descanso, convido-a a conhecer meu novo espaço: HANUKKÁ, deixo abraços e beijo no seu coração.
ReplyDeleteAMOR FEITO LUZ
MEU AMOR... HÁ MEU AMOR!
TRANSCENDE O OBSCURO
E REALIZA-SE EM LUZ!!!
LUZ... LUZ TEM MEU AMAR.
SALTITOS DE LUZ DA VALVESTA
Sem saber de ti, caminhei no escuro
ReplyDeletePerdida, sem luz, na noite apenas breu
Pergunto-me se sabes que te procuro
Mas sinto que voltarás, vento meu
Sem saber de ti, percorri um deserto
Dorida da ausência do calor que é teu
Sabendo-te longe, sinto-te tão perto
E sei que voltarás, vento meu
Sem saber de ti, regressei a nós
Rendida à emoção que o tempo nos deu
Cheguei como um rio desagua na foz
Porque sei que voltarás, vento meu
Beijos.
Muito obrigado a todos que passaram por aqui.
ReplyDeleteBom fim-de-semana.
Beijos.
Tão lindo! Maria.
ReplyDeleteum beijo
mariam
Abrir a cama ao vento. Abrir a alma a quem escreve como tu.
ReplyDeleteSaudades, Maria, e um beijinho.
Fico perplexa com o que escreves! também com os poetas que aqui deixam as suas tão belas palavras
ReplyDeleteestou muito emocionada
"De longe chegava-me o som de harpas/E abro a minha cama para que se deite o vento"
Bem, com esta, arrasaste-me
snif
bj