A casa
Deixaste-me
num dia de outono quase inverno. Sem avisares e sem que pudesse
prever. A casa fortaleza ficou igual um tempo. Igual por fora e gelada
por dentro.
Os
dias passaram e tudo mudou. Da casa restam as paredes, ainda altivas,
mas no chão só existem pedras. Entre as pedras o teu coração.
Mais
tarde percebi que a casa eras tu. E apressei-me a ir buscar, entre as
pedras, o teu coração, que voltei a colocar no meu peito. Para te
aquecer.
Foi então que saíste de mim e voaste...
Sempre tão lindo.
ReplyDeleteUm abraço,
mário
Devias terminar com palavras felizes
ReplyDeleteVoar é bom desígnio, para quem sai de nós...
Querida amiga.Sempre lindas as palavras simples, mas que ficam na alma de quem as lê.
ReplyDeleteBeijinho
Ainda não sei comentar este post, embora já o tenha lido algumas vezes.
ReplyDeleteSaliento a beleza das frases, a força da escrita, e formulo um desejo relativo a esse voo...
Abraço-te.
Gostava de ter engenho e arte para dizer mais alguma coisa que não seja um texto muito bonito.
ReplyDeleteUm abraço
Até sempre
ReplyDeletesão tristes as casas abandonadas...
ReplyDeletemas depois do Inverno vem sempre a Primavera para as colorir...
beijo
Terá saído?
ReplyDeleteé que dentro ede nós permanecem os que amamos...para sempre!
Com um beijo de ternura...e admiração
BShell(Isabel)
Muito obrigada por terem passado aqui.
ReplyDeleteBom fim-de-semana a todos.
Beijos.
Belo e triste, belo e comovente, belo e poético.
ReplyDeleteAbracinho apertado