
Entraste devagarinho dentro de mim. E eu deixei.
Inundaste-me com a alegria de um menino. E eu sorri.
Dançámos todas as danças que havia para inventar. Estremeci
e o teu coração bateu forte, apressado.
No vai e vem das marés andámos por caminhos proibidos. E tu sabias.
Demos as mãos com a ternura do amor primeiro. O nosso.
Pintámos esse amor com o vermelho da paixão. Vivido.
Das palavras que nos dissemos só uma ficou acordada. Falo da saudade.
Todas as outras adormeceram no tempo no dia na hora que não escolhemos.
Vejo os teus olhos que me sorriem e tu não me vês.
Dou-te um abraço apertado que tu não sentes.
Beijo-te o corpo sem te tocar e amo-te!
Mantenho o teu cheiro, que guardo com todos os sentidos.
Vives rente ao meu coração que ainda bate descompassado, por ti.
Agora sou eu que quero sair de dentro de mim.
Estilhaçar-me em mil pedaços.
… e não consigo…
Abençoada impotência, essa
ReplyDeleteDe não conseguires sair de ti
Nada pior que perder-mo-nos
De nós
Um beijo sem tocar o corpo
ReplyDeleteUm poema que nos beija
a metamorfose
o quebrar do casulo.
Conseguirás.
és mesmo uma poetisa do amor!
ReplyDeletebeijinhos Maria
Um mimo.
ReplyDeleteUm abraço,
mário
Sorrir, é necessário. rir é ainda melhor
ReplyDeleteMuito bem
Saudações amigas
Um texto excelente. Adorei.
ReplyDeleteUm abraço
muito bonito, Maria.
ReplyDeletebeijo
Maria, já te li poemas que falavam tudo, mas este fala de tudo. Do que foi, do que já não é, do toque, a presença que nos persegue dentro dos olhos. Tu começas e terminas com "e não consigo". E eu te digo " e já nem tento".
ReplyDeleteBeijos em dia quente, para Primavera.
Fausto é genial.
ReplyDeleteDisseste a palavra exacta!
Tal como neste lindo poema as palavras são exactas e perfeitas.
Beijinho
Isabel
Texto belíssimo e pungente, Maria! Comovente...
ReplyDelete(encontramo-nos, pois!)
Muito obrigada a todos que passaram por aqui.
ReplyDeleteBeijos.
Passei mais tarde... mas passei.
ReplyDeleteE valeu bem a viagem!!! :-)
Abreijo.