Tuesday, February 03, 2015

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Matas-me todas as noites e em todas as manhãs renasço nas memórias que se avivam sempre que te leio escrevo-te um poema que apago e logo refaço em álcool tabaco figuras difusas e tu sempre no meio.
Inevitável lembrar o teu corpo e o teu sorriso rodopiando na sala onde a dança era alegria olhos malandros de um olhar profundo e vivo e a certeza que assim vivíamos todas as noites até ser o dia.

7 comments:

Mar Arável said...

Memórias vivas

Bjs

brisonmattos said...

Não somos mais as mesmas.

Era uma vez um Girassol said...

Um texto belo e triste.....
Memórias de tempos felizes....
Beijinhos

heretico said...

nostálgico e belo...

beijo, Maria

Teresa Durães said...

Nunca acho as memórias nostálgicas - podemos ficar, sim, mas as memórias dizem-nos que vivemos e somos gente.

Gostei!

Carmem Grinheiro said...

Olá Maria,
As memórias permanecem.
Chegará talvez o dia em que somos apenas memórias.

bj amg

Pedro Branco said...

Como se o tempo fosse a dança
Por onde se inventam todas as histórias...
Como se tudo fossem apenas memórias
embebidas em tecidos de dor e esperança

Como se o tempo fosse o grito
Feito mar a cada nova passagem...
Como se tudo fosse sempre viagem
Que de mim resta este poema aflito

Como se o tempo fosse o amor
Do nosso amor eterno e forte...
Como se o meu corpo soubesse matar a morte
E eu, pobre amante, a madrugada em todo o seu esplendor