Tuesday, October 20, 2015

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Ainda abro a porta todos os dias, logo de manhã, num gesto 'mecanizado'.
E pergunto-me porque o faço, se tu já não vens...

5 comments:

Rogerio G. V. Pereira said...

Nós somos os hábitos
que nos habitam

Teresa Durães said...

porque, outra pessoa pode aparecer!

Pedro Branco said...

Se os meus passos estão
Se os meus olhos vão
Se a minha pele é essência
Carrego-te comigo seguro
Forte como uma raiz num muro
Solto como a cor da tua ausência

Se as minhas mãos apertam
Se os meus gritos alertam
Se o meu beijo é pura demência
Embriago-me na saudade de ti
No teu cheiro ainda aqui

Solto como a cor da tua ausência

Se os meus sonhos cantam
Se os meus dias se espantam
Se tudo é morte e existência
Choro cada minuto mais
De todo o tempo em que te vais
Solto como a cor da tua ausência

A.S. said...

Tudo é impossivel até que aconteça!...


Beijos!
AL

Justine said...

Até que o tempo - sempre o tempo - transforme a presença em recordação...
Um beijo