Thursday, June 16, 2011

Cinzento


Há dias assim. Em que tudo nos parece cinzento, tão cinzento que não vemos para além de nós e do que sentimos. Mas há o Mundo lá fora. À nossa volta. Uma mão sobre o ombro, uma gargalhada que nos desperta.
Apesar do nada poder ser o poema inteiro.
Há noites assim. Em que o cinzento fica preto, de tão escuro. E não queremos ver nada para além do que escrevemos. Mas sentimos. Mas há Vida lá fora. À nossa volta. Um olhar que te beija. Um abraço que te aquece.
Apesar do nada poder ser o poema inteiro.

19 comments:

Carminda Pinho said...

Pois é Maria... há dias assim...
:)

Beijos

salvoconduto said...

Tão escuro que até a lua envergonhada se esconde por de trás do sol.

Abreijos.

zmsantos said...

O dia amanheceu. É outro dia. Outra claridade no horizonte. Vejo o brilho nos teus olhos, de novo. Que saudades...

trepadeira said...

"Mas há o munda lá fora" e,depois da borrasca brilhará o Sol.

Um abraço,
mário

viajantes said...

e apesar do nada de cinza vestido há vida lá dentro.
bem-vinda!

mfc said...

Esse nada que nos preenche hoje, poderá ser um tudo logo que nasça a manhã!

Filoxera said...

Há dias em que não te sei. Em que não reconheço nas palavras a tua força. Essa força de arco-íris que distribuis como quem dá colo a meio mundo. Não te reconheço. Apesar de tu seres a poesia, a partilha, o riso. Mas há um copo que te aguarda. Acordes musicais que despertam sorrisos. Momentos que te lembram da Vida. Apesar de insistires no cinzento. Porque há também o vermelho. O preto e o branco.
E todas as cores de que é feita a alegria. E o grito que soltas, de rebeldia.
Abraço-te.

João P. said...

Sei sei Maria!

Há pois!!!

(mas passam)

beijo

João

Duarte said...

Dizeres que inacabados dizem tudo...

Abraços

Fernando Samuel said...

Há poemas assim: belos.

Um beijo grande.

Memória de Elefante said...

A voz da vida insiste e o poema é o nosso Respirar!

Um beijo

samuel said...

Os tais "pequenos nadas" de que a vida é feita... como alguém canta. :-)

Abreijo.

Leticia Gabian said...

Sempre há um dia cheio de um cinzento nada.
Sempre há quem o amenize, quem nos fale dele, quem nos beije com os olhos, quem nos abrace e nos aqueça o coração, quem nos chame de amigo, quem nos acolha no peito.
E então, o dia fica azul, verde, vermelho...E se veste de arco-íris.
Quero um dia assim pra ti, miga-irmã.
Beijão

Luis Eme said...

que o Sol brilhe junto de ti.

beijinho Maria

anamar said...

Dia de eclipse???
Só pode, Maria...
:))
Bj

... said...

um poema nunca pode ser inteiro... o poema é precisamente o que nos deixam para depois sentir...


beijos Maria
A_T

AnaMar (pseudónimo) said...

...na desconstrução do poema. regresso não sei bem de onde.
mas ainda bem que permances
1001 beijos

Paula Barros said...

Há dias assim. E neste dias a poesia se sobressai, a poesia grita por nós, a poesia alívia.

beijo, bons dias de sol e abraços.

Parapeito said...

pois é Maria...há dias assim...mas eu tenho os que amo lá fora:)
brisas doces para ti**