Monday, February 24, 2014

No dia de hoje


No dia de hoje não falo de inquietação
Falo-te de um rio, fonte de vida
Tão pouco falarei da rouca solidão
Prefiro dizer-te a palavra sentida
que se solta das mãos, talvez sofrida
Sei-te homem vagabundo poeta menino
Solidário amigo pássaro e jardim
Sonho vertigem estrada e peregrino
Casa de todos aromas e cores, enfim
saberás um dia assim de mim?
Rasgo o meu peito em palavras de amor
Marés de ir e vir do teu cansaço
Na fogueira de lágrimas calamos a dor
No silêncio aflito o cheiro a sargaço
e no sangue do grito somos o abraço.

7 comments:

Elvira Carvalho said...

Excelente.
Um abraço

Luis Eme said...

grande poeta!

beijinhos e abraços

OUTONO said...

Seja um abraço continuado, no grito desejado!
Seja poesia, no canto de um olhar, mesmo que as lágrimas sejam as flores desse jardim.
Abraço-te!

heretico said...

envolvente teu poema.

muito bem escrito

beijo

al w.f. said...

pássaro e jardim...
rio e mar
ser e estar

obrigado, Maria

Maria said...

Muito obrigada por terem passado aqui.

Beijos.

Parapeito said...

doce Maria ...poema combate!
gostei, gostei. abraço***