Sunday, December 25, 2011

Memória de Charles Chaplin


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.

Charles Chaplin
(16 de Abril de 1889 — 25 de Dezembro de 1977)
(este post é exactamente igual ao que coloquei aqui no ano passado, mas não quero, nem posso, deixar passar esta data em branco...)

11 comments:

Rogério Pereira said...

Fez bem, ia eu fazer o mesmo com o post de há um ano: Sorria, é Natal A letra que agora edita o completaria...
Mas sabe? por ser domingo...e não saber se Saramago citou alguma vez Chaplin. Certamente o terá feito...

Rosa dos Ventos said...

Sempre actual e sempre de lembrar neste dia!

Abraço

trepadeira said...

Há coisas que vale a pena repetir até à exaustão.

Um abraço,
mário

Fernando Samuel said...

E esta é uma excelente maneira de não deixar passar esta data em branco.

Um beijo grande.

Duarte said...

Um grande documento, à altura do génio que levava dentro.
Um forte abraço

svasconcelos said...

Tão bom reler isto... Vou partilhá-lo algures, hoje é um dia bom para isso.:))
beijos, Maria.

Paula Barros said...

Muita verdade no que está escrito.
Um forte abraço, e muitas felicidades para o restinho do ano e para o novo ano.

mfc said...

Fez-me bem lê-lo!
Ele consegue tocar-nos sempre.

Cris Caetano said...

Concordo!

Beijinhos, Maria

Sofia said...

Oi, anjo!

Mts pensam que este texto 'VIDA' (Já perdoei erros quase imperdoáveis) é do Chaplin, mas não é.

O autor é Augusto Branco. Confira na wikipédia. *.*
http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Branco

Beijinhos...

Fel de cão said...

Este poema é muitas vezes atribuído a Charles Chaplin mas, parece, pertencer ao poeta Brasileiro Augusto Branco. Bom ano de 2012.