Monday, January 14, 2013

A minha pele


A minha pele sou eu.
Quase sempre.
Às vezes despe-me e passeia-se por aí.
A minha pela cheira a maresia. Sempre.
Porque o mar é meu leito meu amor.
E a espuma das ondas lençol que nos cobre.
A minha pele é campo de trigo e papoilas.
Terra semeada fecundada que germinará.
De onde nascerá a flor. E o fruto.
Da vertigem. Da fome. Do amor. Da minha pele.

12 comments:

Luís said...

que pele admirável, a tua. :)


beijinhos Maria

Agulheta said...

Lindo amiga!Somos duas a pensar nisto,um dia virá que a terra germinará a semente do amor.
Beijinho

heretico said...

poema à flor da pele...
muito belo

beijos

Mar Arável said...

à flor das mágoas

salvoconduto said...

Já a minha pele não sei onde para, têm-se entretido como abutres a arranca-la aos pedaços, decididamente a necessitar de um enxerto de pele urgente ou de uma caçadeira com que possa fazer frente aos abutres.

Abreijo.

Era uma vez um Girassol said...

Maria, que beleza de poema....
Pois, olha, eu já quase nem pele tenho....Andam por aí uns vigaristas a arrancar-nos a pele!!!
Beijinhos da girassol

Paula Barros said...

Uma pele poética.
Uma pele de encanto.
abraço

Luís said...

Companheiro, esta é uma visita rápida, serve apenas para
apresentar e divulgar “o blog
2013 – Centenário de Álvaro Cunhal "
Esperamos visitas de retribuição e colaboração.
Os autores

Cris Caetano said...

A minha também é assim, independente, nem me dá satisfações, viaja na poesia. :)

Beijinhos, Maria.

Maria said...

Muito obrigada a todos que passaram aqui.

Beijos

Nilson Barcelli said...

Magnífico.
Gostei muito.
Devias fazer poesia mais vezes...
Um beijo, querida amiga.

Parapeito said...

Pele...sê-me pele
:)abraço**