Thursday, May 27, 2010

Ary para quem gosta de Ary



Meu amor, meu amor

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a crescer
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

21 comments:

Memória de Elefante said...

"este mar não tem cura este céu "não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar".

Tão lindo...!

Obrigada!

Deixo-te meu beijo

silok said...

actual. em crescendo

bj
maria

silok said...

as bouganvilias continuarão a florir morramos ou não devagar e isso,
torna o grito mais credível

bj

salvoconduto said...

Sendo assim, obrigado.

Abreijos.

Justine said...

Então é para mim, que bom!
Obrigada:)))

samuel said...

Faz parte do reportório que andamos a fazer aqui...
Muito bom!

Abreijo.

Pedro Branco said...

Saberei eu lançar-te a passadeira do amor?
A que se pisa de mansinho,
Ou de grito feito...
A que nos serve de ninho,
Nos aquece e pinta o peito?
Saberei eu, meu amor de mim?
Em cada rima o sorriso lindo,
Ou silêncio pousado
Dizer-te que o meu coração vai indo
Deste lado, do Outro Lado?
Que da vida, somos passo, aperto e nó...
Com tantas memórias
E janelas,
Vitórias
Aguarelas
Cores infinitas no olhar.
Porque nós, estamos sempre a começar!

Leticia Gabian said...

Eu gosto!

Beijão, AICeT!

carol said...

Lindo! Ary e está tudo dito!

mdsol said...

Tão boonito, Maria.

Beijinhos

[Ando um tanto ocupadita...]

paula barros said...

Lindo o que nos traz de Ary, linda foto.

Meu amor, meu amor
Como se dá o esquecimento?

beijo

Licínia Quitério said...

Como ele sabia lidar com as palavras, com a música que delas nascia. Foi único. Faz-nos falta, agora e sempre.

Rosa dos Ventos said...

E quem não gosta dele?!
Eu agradeço a dedicatória!

Abraço

Filoxera said...

Adoro
:-)
Beijos.

Cris Caetano said...

Eu gosto muito. :)

Beijinhos, Maria

Fernando Samuel said...

E quem é que se «atreve» a não gostar do Zé Carlos?...

Um beijo grande.

Baila sem peso said...

ternura dos teus olhos
da tua voz, dos teus ouvidos...
deste-nos a ternura de um Homem que a sós
era uma orquestra, para todos nós!
Lindo este seu momento
que passeava com música no vento!

Beijo e bom fim-de-semana

(ando um tantito apressada e atrasada nas minhas visitas...coisas de mãezitas e filhitas em dor - falta de saúde e acidente dá cabo da gente! Mas tudo está a voltar ao lugar, vamos ver se dá para ir navegando neste mar!)

bettips said...

Não me dão "o tempo": eu roubo-o, aos bocados, na feitura da minha vida.
Por isso me vou repetir sem vos ler como vos gosto. Deixo abraços porque me sois belos.

Pitanga Doce said...

Maria, não conheci Ary mas vejo os versos. Tu conheces Sara Tavares. Tão doce! Bom fim de semana Maria, cada um com seu sentir que por fim fala de amor.

Dormes?

Maria said...

Muito obrigada por terem passado aqui.

Beijos a todos.

JIM said...

Maria

Este é a ternura de Ary.
Mas, sff. vai a jim-conversasdacasadeirene.blogspot.com É fácil, em ver o meu perfil, clicas, depois nas "conversas..."
e vê como Ary sabe ser duro no momento presente.

Paz e Luz no teu caminho