Thursday, February 09, 2012

Maré

Cada grão de areia que se escapa pelos dedos é um segundo que se vai. Na maré de todos os sonhos.
Cada vez que respiramos ar ou vento é menos uma vez que o fazemos. Na maré de todas as ilusões.
Cada poro de pele que te respira em forma de poema é um labirinto. Que se abre em maré. Na certeza de todas as realidades.

13 comments:

O Sibarita said...

É isso, cada grão de areia que escapa por entre os dedos pode ser todos os sonhos sim e mais além ainda... kkkk

Moça, porreta seu texto!

O Sibarita

Rogério Pereira said...

Maré?
Ou bandeira?

Vítor Fernandes said...

Cada vez que te leio é o cheiro da ilha em forma de poesia. Na maré da tua escrita.

salvoconduto said...

Busquemos então o cimento que una os grão de areia, ali mesmo no dia 11, contra ventos e marés.

Abreijos.

Era uma vez um Girassol said...

Menina, tanta verdade nas tuas belas palavras...
A mala apareceu, o conteúdo estava completo, mas chegou partida, inutilizada...E já é a segunda vez!!! Pô, não ganho para malas de viagem...Beijinhos da flor

trepadeira said...

Não quero que se vão.Quero agarrá-los.

Um abraço,
mário

Mel de Carvalho said...

E na maré de todos os dias, e quando a maré desce, nos damos conta de como estamos nus de verdade... nem de tanga, sequer... é uma pátria a chorar o sal das lágrimas de uma sem fundo...

beijitos Maria
gosto tanto de te ler, amiga.mas tanto ...

Mel

Paula Barros said...

"Cada poro de pele que te respira em forma de poema é um labirinto."


Que inspiração, que criação. Frase maravilhosa, no todo da sua escrita, que sempre me encanta.

E assim a vida segue, e assim se esvai.

beijo

João P. said...

Maria:

E é bem verdade! é bem verdade

beijo

João

Luis Neves said...

Bonito , gostei , vou partilhar o teu texto Maria

Maria said...

Muito obrigada por terem passado aqui.

Beijos a todos.

Pedro Branco said...

Vou inventar mais um jardim.
Para te cobrir de aromas e cores
PAra te devolver o silêncio das flores
E quem sabe, qual rio, desaguares de novo em mim...

Vou pintar uma falésia forte.
Para que as ondas te cubram e te aqueçam
Para que nunca mais de ti desapareçam
O silêncio que te grita outra vez a morte...

Vou agarrar o tempo da vida.
Para que sorrias e dances sem parar
Para que cantes e queiras sempre cantar
O silêncio que do peito te põe despida...

Vou ser vento, leito, maré e foz
Para que tudo tenha o teu sabor a paixão
Para que nesse abraço eterno à inquietação
Saibas que o silêncio faz parte da ternura de nós!

mfc said...

O amor é a procura de desvendar esse labirinto que é sempre o outro para nós!