Tuesday, October 25, 2011

Pedaços


O vento rugia na noite
O medo surgiu como açoite
na madrugada por chegar
O vento gemia na cama
O medo eterno de quem ama
no dia já a despontar
O vento então calou
O medo por fim acabou
na tarde que desfalecia
Os teus braços eram os meus braços
E nós adormecendo aos pedaços
na noite que então surgia.

15 comments:

salvoconduto said...

Eu também ouço rugir mas tenho um problema, com esta escuridão não consigo saber se é o povo ou o tirano que ruge.

Abreijos.

OUTONO said...

...noites que fogem e, nos deixam sem guarida...
Beijo

trepadeira said...

E sempre nos tráz um pedacito de felicidade.

Um abraço,
mário

Pitanga Doce said...

Adormecer aos pedaços enquanto o vento geme lá fora...ou não. Ainda ontem "ouvi" coisa semelhante, mas não em versos, assim, Maria. Só ouvi.

Bom dia para ti.

Justine said...

Que bela maneira de adormecer...

Lídia Borges said...

A noite que ruge como uma fera ameaçadora.

Um beijo

Rosa dos Ventos said...

No sono talvez a paz...

mfc said...

Que escrita linda e tão terna!!
Como se sente aqui a sensibilidade de quem escreve assim...

A.S. said...

Uma delicia!!!


Beijos meus...
AL

Mar Arável said...

Uma ternura

Bjs

elvira carvalho said...

Um poema muito inspirado.
Um abraço e obrigada.

Maria said...

Muito obrigada por terem passado aqui.

Beijos a todos.

Vera said...

O medo calado num abraço que mais parece a eternidade!

Beijinhos

João P. said...

Maria:

Assim seja, sempre!

Se for sem medos e sem "ventos" então!

Beijo

João P.

Maria said...

Obrigada a todos pelos comentários que aqui deixaram.

Beijos.