Monday, January 28, 2008

Para a Leticia Gabian, do Som & Tom

PARABÉNS, AMIGA!
Olha o que deixo pra ti:

A praia e o Farol da Barra, para matar a saudade que agora é verde e amarela....

Uns "meninos" especiais e tão amigos...

O pôr do sol na Bahia de Todos os Santos e de tanta saudade...

O filhão, pra matar saudades, pois claro!

Uma rosa, cor da Amizade....

... e o que TU mais queres, mesmo!!!!!
Um abraço de parabéns, do tamanho do oceano que (não) nos separa!
Beijos................

(imagens da net, as duas últimas)

Sunday, January 27, 2008

Desabafo


Por outros, a pensar noutros, já me anulei
já me violentei, já fiz o que não queria fazer
Por outros, já cedi, mas não me verguei.
Não mais o farei. Acabou. Hoje!
Quero mergulhar em ti, mar, e lavar-me por dentro
para me sentir purificada, quase que absolvida
por, pontualmente, ter cedido!

Friday, January 25, 2008

POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis

Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo

(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

*

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos


(Alexandre O’Neill)

(vou ali ao lado. volto logo logo)

Thursday, January 24, 2008

****


Despi-me de ti e morres-me lentamente...

Wednesday, January 23, 2008

*


Podem espetar-me todas as farpas
podem cravar-me todos os pregos
porque
com esta força que me vem de dentro
eu resistirei!

Amizade!


"Benditos sejam os que ainda sentem no coração a ternura da amizade"

Este prémio foi-me oferecido pela Elvira Carvalho, do Sexta-Feira.
Aqui fica, para que conste.
Muito obrigada, Elvira. Um abraço para ti, com todo o carinho.

Tuesday, January 22, 2008

Procuro-me


Leio-te na transparência de cada palavra
Vejo-te em cada gota de água que me refresca
Procuro-me em cada pedra que encontro no caminho

Monday, January 21, 2008

********


Já não tenho mais palavras para te dizer
que a memória do ontem já me dói e
o abraço que me deste ainda o sinto
e tenho saudades de apertar o teu corpo e
que os teus gemidos de amor ainda os oiço
e fecho os olhos e vejo-te e beijo-te e amo-te
Bebo de ti toda a doçura e cabes dentro de mim
e aqui te quero porque é aqui que está o amor.

Sunday, January 20, 2008

Sem nome....

Há tanta poesia no teu gesto

Vontade, sonhos, violetas,

amor, paixão e segredos

Obra de um deus perverso

que fez nascer borboletas

nos teus dedos...
(L.)

Um prémio especial, ainda.....


Este prémio "prix amitié virtuelle" foi criado pela Anna de http://lisboaparislisboa.blogspot.com.
Já o tinha atribuído ontem a alguns Amigos, mas porque entretanto o José Gonçalves do Por entre montes e vales e a Carminda Pinho do Forum Cidadania me nomearam hoje, repito aqui o post.
Acredito que as pessoas sejam o que escrevem. Acredito que os Amigos que temos por aqui são Amigos porque escrevem verdadeiro. E nós identificamo-nos, ou não, com o que escrevem.
É-me sempre difícil nomear blogues ou atribuir prémios mas hoje, tal como ontem, vou nomear blogues, na expectativa que não tenham sido ainda nomeados.
Assim, e por ordem alfabética e sem qualquer outra justificação, atribuo este prémio aos seguintes Amigos:

Ana da Encosta do mar, http://encostadomar.blogspot.com
Ana Luar, http://analuar.blogspot.com
Ana Paula do Paul dos Patudos, http://pauldospatudos.blogspot.com
Berta de As pequenas coisas, http://bertahelena.blogspot.com
Catarina Alves do Viver o Momento, http://viveromumento.blogspot.com
Cláudia do Para Sempre, http://para-sempre-.blogspot.com
Dulce do Além de mim, http://paralemdemim.blogspot.com
Fernanda do Fernanda & Poemas, http://fernananda55.blogspot.com
Lisa do Poesia de Palavras, http://poesiadepalavras.blogspot.com/
Marias do Amor Infinito, http://maria-amorinfinito.blogspot.com
Meg do A Recalcitrante, http://arecalcitrante.blogspot.com
Mie do Roads, http://mi-roads.blogspot.com
Momentos (*), http://somomentos.blogspot.com
Nanda de Ilhas do mar, http://ilhasdomar.blogspot.com
Oris do Nada de Novo, http://nada-de-novo-oris.blogspot.com
Pin gente, http://pin-gente.blogspot.com
Pitanga do Pitanga Doce, http://pitangadoce.blogspot.com
Rui do Hoje, eu vi!, http://olharesvagos.blogspot.com
Zita do Espaço de Generalidades, http://particulasdotempo.blogspot.com

Obrigada, Carminda Pinho, obrigada, José Gonçalves.
Beijos aos dois, de Amizade!

Saturday, January 19, 2008

Elis (Pimentinha) Regina, 26 anos depois... e 3 cantigas


ATRÁS DA PORTA

Quando olhastes bem nos olhos meus
E teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei prá maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Prá te mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.


ROMARIA

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo...

É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só...

Sou caipira, pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras...

Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi...

Sou caipira, Pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...

Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos...

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar...

Sou caipira, Pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...

Sou caipira, Pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida...


ÁGUAS DE MARÇO

É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...

É um caco de vidro
É a vida é o sol
É a noite é a morte
É um laço é o anzol...

É peroba do campo
É o nó da madeira
Caingá, Candeia
É o matita-pereira...

É madeira de vento
Tombo da ribanceira
É um mistério profundo
É o queira ou não queira...

É o vento ventando
É o fim da ladeira
É a viga é o vão
Festa da Cumeeira...

É a chuva chovendo
É conversa ribeira
Das águas de março
É o fim da canseira...

É o pé é o chão
É a marcha estradeira
Passarinho na mão
Pedra de atiradeira...

É uma ave no céu
É uma ave no chão
É um regato é uma fonte
É um pedaço de pão...

É o fundo do poço
É o fim do caminho
No rosto um desgosto
É um pouco sozinho...

É um estrepe é um prego
É uma ponta é um ponto
É um pingo pingando
É uma conta é um conto...

É um peixe é um gesto
É uma prata brilhando
É a luz da manhã
É o tijolo chegando...

É a lenha é o dia
É o fim da picada
É a garrafa de cana
Estilhaço na estrada...

É o projeto da casa
É o corpo na cama
É o carro enguiçado
É a lama é a lama...

É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um resto de mato
Na luz da manhã...

São as águas de março
Fechando o verão
E a promessa de vida
No teu coração...

É uma cobra é um pau
É João é José
É um espinho na mão
É um corte no pé...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...

É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...

É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um belo horizonte
É uma febre terçã...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...

-Pau, -Edra, -Im, -Inho
-Esto, -Oco, -Ouco, -Inho
-Acro, -Idro, -Ida, -Ol
-Oite, -Orte, -Aço, -Zol...

São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...

Um prémio especial...


A Anna de http://lisboaparislisboa.blogspot.com resolveu criar este "prix amitié virtuelle" e ofereceu um à Blue Velvet de http://babyvelvet.blogspot.com que, por sua vez, acreditando no que leu no meu perfil (hehehehe) decidiu atribuir-mo.
Acredito que as pessoas sejam o que escrevem. Acredito que os Amigos que temos por aqui são Amigos porque escrevem verdadeiro. E nós identificamo-nos, ou não, com o que escrevem.
É-me sempre difícil nomear blogues ou atribuir prémios, porque TODOS os que visito merecem a minha consideração e tenho por eles, de facto, uma enorme Amizade, embora virtual. Por isso quando me dão prémios eu deixo-os aqui, para quem passar os levar.
Mas desta vez quero dar este prémio, porque é muito recente na net, e não corro o risco de nomear quem já o tenha (espero....).
Assim, e por ordem alfabética e sem qualquer outra justificação, atribuo este prémio aos seguintes Amigos, todos "linkados" na coluna lateral:

Alice - Detalhes
Amigona - Instantes da vida
Carminda Pinho - Forum Cidadania
Elvira Carvalho - Sexta-feira
Gi - Pequenos Nadas
João Marinheiro - Memórias Virtuais
José Gonçalves - Por entre montes e vales
Luna - Multiolhares
Maçã com Canela - Maçã com Canela
Manuela - Estados de Alma
Maria P. - Casa de Maio
Sininho - Ecos da Falésia
Sophiamar - A ver o Mar

Muito obrigada, Blue Velvet. Para ti aquele beijinho....

Em tempo: A Sophiamar de A ver o Mar nomeou-me também para este prémio. Pela Amizadequenosune, um beijo...

Friday, January 18, 2008

*****


Olho-te...
... e tudo fica tão mais bonito dentro de nós...

Thursday, January 17, 2008

"Desacinzentando"....


Uns agem sobre os homens como a terra, soterrando-os e
abolindo-se, esses são os mandantes do mundo.

Uns agem sobre os homens como o ar, escondendo-se uns dos
outros, e esses são os mandantes do além-mundo.

Uns agem sobre os homens como a água, que os converte em sua
mesma substância, e esses são os ideológicos e os filósofos.

Uns agem sobre os homens como fogo, que queima nele todo o
acidental, e os deixa nus e reais, esses são os libertadores.

(Fernando Pessoa)

Wednesday, January 16, 2008

Ontem e hoje


Ontem dei-te as minhas lágrimas
do amor e fel, já tintas de sangue
com que regaste o jardim do amor perfeito
Ontem dei-te-me toda inteira e viva
numa paixão que seria eterna se
não me tivesses matado lentamente
Hoje, sou eu que quero as tuas lágrimas.......

Tuesday, January 15, 2008

A propósito de tempestades.....









Recebi estas fotos por e-mail, hoje mesmo. É um salva vidas da guarda costeira dos Estados Unidos da América, e a tempestade foi no passado dia 4 de Dezembro, em Morro Bay, Califórnia.
O fotógrafo (desconheço o nome) ainda pede desculpa por não conseguir manter seca a lente da máquina, por causa dos pingos da água......

Monday, January 14, 2008

A chuva

É quando o sol se põe no horizonte
e o mar ruge, rebentando em ondas de espuma
que a chuva cai em gotas de amor sobre o chão
e a natureza cumpre o seu dever de fecundar a terra

Sunday, January 13, 2008

O beijo


Mato a fome a sede a vontade de nós
quando os nossos corpos se unem no beijo...
... para sempre....

Tempo de agradecer.....

Fui agraciada com o prémio Escritores da Liberdade, pela Blue Velvet, do * (porque tem uma ilha, o que me dá uma certa inveja, e assim pode ser que me convide para lá ir no Verão), ☺ , pelo fj, do 100maisnemenos e pela Manuela, do Estados de Alma.
Este prémio corre pela net há já algum tempo, já o tinha recebido anteriormente e quando o recebi a primeira vez fiz nomeações. Não me será possível, agora, nomear 30 blogs.....
Portanto, agradeço a quem me nomeou desta vez e uma certeza vos dou: continuarei a deixar aqui as palavras que eu sinto, sentimentos que fazem parte de mim, no fundo um pouco/muito do que eu sou.
Blue, estás sempre convidada a ir à Ilha que, por acaso, não é minha, mas que é minha...
Muito obrigada aos três. Beijos.

Recebi ainda da Blue Velvet o prémio Blog 100% aprovado (A MARIA porque sim.)
É outro prémio que anda por aqui há já um tempo, e os Amigos que visito já o receberam, por isso não vou nomear ninguém. Deixo-o, no entanto, aqui, para quem o quiser levar.
O meu muito obrigada, Blue Velvet, deixo-te um beijo.


Finalmente, da Elvira Carvalho, do Sexta Feira, recebi o prémio "Dizem que até não é um mau blog". Como também já nomeei blogs anteriormente para este prémio, deixo-o aqui para quem quiser levar.
Muito obrigada, Elvira. Um abraço para ti.

Em tempo: O José Gonçalves, do Por entre montes e vales, atribuiu-me também, hoje, o prémio Escritores da Liberdade.
Muito obrigada, José Gonçalves. Um beijo para ti.

Saturday, January 12, 2008

Estatuto do Homem


Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade,
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
de duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com o seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal do seu suor.
Mas sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begónia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

(Thiago de Mello)

Friday, January 11, 2008

NO CAMINHO DA UTOPIA


A utopia está lá no horizonte.
Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

(Eduardo Galeano)

Thursday, January 10, 2008

Caminho


Na longa estrada da vida escolhemos sempre cada trilho a cada momento. O que nos parece melhor, para fazermos o caminho.
Quem pode dizer qual é o trilho certo ou o errado?
E isso que importa...
... se o importante é o que vivemos entretanto...?

Wednesday, January 09, 2008

Sem nome, porque há atitudes que nem nome têm....

... a bem dizer, nome têm, mas eu recuso-me a chamar o nome que têm...
Este blogue não é propriamente “virado” para discussões políticas. Por opção minha. Mas sei que ninguém tem dúvidas de que lado estou.
Por isso mesmo não posso deixar passar mais uma traição do PM que nos governa, cujo nome me recuso a escrever AQUI.
Ele prometeu, mais uma vez ele traiu.
Para quem pensava ainda que íamos referendar o Tratado de Lisboa, ou Tratado da União Europeia, como lhe queiram chamar, o tal tratado que deu origem ao “porreiro pá”, foi decidido hoje, num jantar dos “cabecilhas” do PS, que a ratificação se vai fazer no parlamento, pois claro....

Deixo aqui um poema de Mário Castrim, de quem tenho saudades.....

VIAGEM ATRAVÉS DE UMA LÁGRIMA

Nós, comunistas,
não habitamos
o deserto
nunca.

Há sempre
alguma coisa
alguém
uma palavra
uma canção
um nome
que de repente
se transforma
em lágrima.

A lágrima
ao sol
é um pequeno punho
de cristal

Tuesday, January 08, 2008

Fica


Não vás agora que faz frio lá fora e
a noite está escura
fica e adormece nos meus braços
como quando eras pequenino
fica aqui e ama-me
assim
neste suave vai e vem que é
o nosso amor, calmo e madurado.

Monday, January 07, 2008

Revejo-me em cada letra...


*
- quero ser igual a todos outros porque sou igual a todos os outros,
*
- mas sou diferente de cada um de todos os outros
*
- ... porque quero ser igual a todos os outros.

*
-ser sempre solidário,
*
- por isso, tantas vezes solitário.

(Sérgio Ribeiro, http://docordel.blogspot.com)

Sunday, January 06, 2008

Ausento-me


Ausento-me de mim para ir ao teu encontro...
...metade de mim...

Ao Luiz Pacheco




Para onde quer que tenhas voado, marcamos encontro, um dia, Maníssimo....

Saturday, January 05, 2008

Sufoco


Gaivota leva contigo o sal dos meus olhos
e traz-me o amor de volta, muito depressa
Tenho todo o tempo para te amar e quero amar-te
só que sufoco, da tua presença em silêncio...

Friday, January 04, 2008

Para ti, com um beijo...


Há silêncios que são gritos de ti
da dor que teima em ficar em mim
Há silêncios de gaivotas no céu
dos gritos que vêem no mar ao sul
Há silêncios que são nossos e que
num abraço se gritam em lágrimas
Há silêncios que são gritos de dentro de ti

Thursday, January 03, 2008

Quero voar contigo


Quero voar contigo nas asas do sonho a que temos direito
quero ficar contigo todos os dias e ter-te sempre junto de mim
mas tu escapas-me e eu não sei como te dizer
que a minha vida sem ti não faz sentido
e que sinto que só vivo assim por ti e para ti
fecho os olhos e tenho-te nos braços e beijo-te
e até faço, se eu quiser, amor contigo
esta forma de sentir e que eu sei ser a forma como tu me sentes
é tão inteira que um dia tudo o que sonhamos e queremos
vai ser verdade...

Wednesday, January 02, 2008

Para uma Amiga...

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)

Tuesday, January 01, 2008

Cantata da Paz


Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar

Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror

A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças

D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados

Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Monday, December 31, 2007

Para os meus Amigos do lado de lá do Atlântico....


Com beijos meus.....

Encontros e despedidas

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando

Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida ....
Lara lala lele e auê
Lara lala lele e auê

Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida ....
É a vida desse meu lugar
É a vida ....

(Milton Nascimento e Fernando Brant)

A TODOS que passarem por aqui desejo um Bom Ano de 2008

Sunday, December 30, 2007

Amo-te!


Amo-te!
Desde o momento em que te vi
Amo-te!
Como na primeira vez que me sorriste
Amo-te!
Como quando me seguraste a mão
Amo-te!
Como quando me tocaste a pele
Amo-te!
Como quando me pediste um beijo
Amo-te!
Porque estás aqui mesmo se não estás
Amo-te!
Porque sabes entrar dentro de mim
Amo-te!
Porque és tu, e só tu, quem eu desejo
Amo-te!
Porque o mar nos envolve e a lua nos sorri
Amo-te!
...e a tua estrela mandou-me um beijo
Amo-te, porque sim...

Saturday, December 29, 2007

Porque esta música tem exactamente a minha idade, dou-me este presente....


João e Maria

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Sim, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem era nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Chico Buarque
Composição: Chico Buarque/ Sivuca

Em tempo: Não, não faço anos hoje...

Thursday, December 27, 2007

Mar...


Preciso de ti, mar…
das tuas marés vazias de mim e cheias de ti
da espuma das ondas a salpicar-me
dos pés enterrados nas tuas areias hoje que te vi tanto
que te amei tanto que te beijei tanto, mar
sinto a tua voz ainda
em forte rugido ou em delicada rebentação
tantos mares te vi hoje tanta maresia ainda nos meus cabelos
que não estou sequer escutando o meu pensamento

Wednesday, December 26, 2007

Procuro-te


Procuro-te sempre em todas as palavras mas escapas-me
como a areia entre os dedos nem sei se é apenas a memória
ou se és tu agora que te vejo vou ao fundo de ti e mergulho
para te(me) sorver em cada maré até ao fim dos meus dias...

Tuesday, December 25, 2007

Charles Chaplin "voou" faz hoje 30 anos...


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.

(Charles Chaplin)

Monday, December 24, 2007

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.

(Vinicius de Moraes)

Saturday, December 22, 2007

Dizem que é Natal...


Enquanto houver uma criança com fome
Enquanto houver uma família sem tecto


Enquanto houver guerras ou ocupações de territórios, que fazem das crianças e dos velhos as principais vítimas
Enquanto o Vaticano continuar a condenar o uso do preservativo, provocando assim a disseminação da SIDA
Enquanto o Homem não respeitar o outro Homem mesmo ao seu lado
Enquanto uns têm as mesas fartas e disso fazem gala e outros não têm sequer água para beber...
... não posso ter Natal...


Vou ali ao lado. Volto logo, logo...
(fotos tiradas da net)

Friday, December 21, 2007

Aconchego...


Abraço-te-me, aqui, como tantas vezes
nos abraçámos, assim.
Era o tempo do frio e das chuvas, lembras-te?
E ficávamos à lareira, comendo frutos secos
e ouvindo o mar ao fundo...
Até o mar hoje está diferente, hoje está tudo diferente
só o nosso amor continua igual...