Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra onde nasci.
Embora ao mundo pertença,
e sempre a verdade vença
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena










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