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Friday, July 27, 2018

A Santiago de Cuba



¡Es Santiago de Cuba!
¡No os asombréis de nada!
¡Por allí anda la madre de los héroes!
¡Por allí anda Mariana!
¡Estaréis ciegos si no veis ni sentís
su firme y profunda mirada...!
¡Estaréis sordos si no escucháis sus pasos;
si no oís su tremenda palabra!
¡Fuera! ¡Fuera de aquí!
¡No aguanto lágrimas!
Así exclamó aquel día, junto al cuerpo de Antonio
—¡de Antonio, nada menos, que sangraba
herido mortalmente!— cuando todas
las mujeres allí gemían y lloraban...!
¡Fuera! ¡Fuera de aquí!
¡No aguanto lágrimas!

Es Santiago de Cuba!
¡No os asombréis de nada!
Allí las madres brillan
como estrellas heridas y enlutadas.
Recogieron el cuerpo de sus hijos
derribados por balas mercenarias,
y, después; en la llama del entierro;
iban cantando el himno de la Patria.
¡También lo iban, junto a ellas,
el corazón, sin sueño, de Mariana...!
¡Fuera! ¡Fuera de aquí!
¡No aguanto lágrimas!
Hay muertos que aunque muertos,
no están en sus entierros;
¡hay muertos que no caben en las tumbas cerradas y las rompen,
y salen, con los cuchillos de sus huesos,
para seguir guerreando en la batalla...!
¡Únicamente entierran los muertos a sus muertos!
¡Pero jamás los entierra la Patria!
¡La Patria viva, eterna,
no entierra nunca a sus propias entrañas...!
¡Es Santiago de Cuba!
¡No os asombréis de nada!
¡Los ojos de las madres están secos
como ríos sin agua!
¡Están secos los ojos de todas las mujeres!
Son fuentes por la cólera agostadas
que están oyendo el grito
heroico de Mariana:
“¡Fuera! ¡Fuera de aquí!
¡No aguanto lágrimas!”
¡Venid! ¡Venid, clarines!
¡Venid! ¡Venid, campanas!
¡Venid, lirios del fuego,
a saludar las rosas de vuestras propias llamas!

Manuel Navarro Luna

Thursday, July 26, 2018

PRAIA GIRÓN


Praia Girón:
no dia seguinte
ao sangue vertido pelo teu punho potente,
já derrotada a invasão,
já esmagada, com furor crescente,
a nefanda traição,
quisemos ver a tua fronte,
a tua estrela enfurecida na torrente
da cólera! E ver teu coração,
Praia Girón!

Foi um trágico baptismo!
E tu não foste praia, mas abismo!
Um abismo colérico de fuzis agrários!
O estrondo feroz de um cataclismo,
entre lôbregos cantos funerários,
não só para o crime dos cobardes mercenários
mas para a força vil do imperialismo!
Ali ficou destruída
e transformada em lodo e em latrina!
Pela primeira vez vencida
por um pequeno povo da América Latina!
Vimos o rosto das tuas pedras calcinadas;
em Soplillar e em Pálpite barracas destruídas,
como se os traidores, as hediondas manadas
de gangsters, as manadas
de violentos fulheiros, usassem as jornadas
do crime para vê-las destruídas!
E sim! Contra eles era
o fogo principal da investida!
Contra os camponeses, a primeira
descarga. E a segunda para a nobre vida,
para a vida da classe obreira!
Porque são os humildes, com os puros e abertos
cálices acesos no seu limpo decoro,
os que com mais pujança e músculos despertos
defendem o tesouro da Pátria! Não o ouro
que do burguês defende cada poro
contra a Pátria, não! Para o operário
e para o camponês
nunca será o dinheiro
o primeiro,
mas a Pátria e o seu feliz destino!
Mas vimos também, Praia Girón tremenda,
na Playa Larga e em San Blas o mesmo
que em ti vimos: a grande, a estupenda
derrota mercenária e do imperialismo!
O teu rosto era a esplêndida ufania
dos rebeldes heróicos e da polícia
de Havana valente e dos valentes milicianos!
E de rastos sobre a vil hipocrisia,
os putrefactos gusanos!
De nada lhes serviram as armas infernais,
barcos, aviões, tanques, metralhadoras e fuzis,
que lhes deram as forças imperiais
de Kennedy! Tão vis, tão covardes e vis
gusanos não puderam segurá-las nas mãos
quando os atacámos. A maior parte delas
veio para nós a golpes de relâmpagos.
Dos relâmpagos dos milicianos!
Mas nas tuas mãos as vimos, Praia Girón! As vimos,
enquanto os escuros gusanos se arrastavam!
E com grande orgulho de Pátria e de bandeira
essa clara manhã de ti nos despedimos.

Manuel Navarro Luna