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Saturday, September 07, 2024

Almoço com neto Branco



Almoço com o neto mais velho dos 3 mais novos. Chegados ao restaurante, 'ataca' as azeitonas, o queijo, o chouriço. Chega a lista. Lê tudo e diz-me 'quero costeletas de borrego'. Deito-lhe água no copo, continua a comer, desta vez melão e presunto. E pega no prato do paio. E no pão, onde põe manteiga. E mais azeitonas. E eu, deliciada a vê-lo comer com prazer. O pai diz-lhe que tem ainda as costeletas para comer, ao que ele responde 'eu sei'. E zás, pega na casca do melão e
'rapa' o que resta a dente. O dono do restaurante mete-se com ele e ri-se.
Chegam as costeletas, cinco, com arroz, batata frita e feijão verde. Serve-se de arroz e batatas para o prato, pega numa costela à unha e assim a come. Vai à segunda e à terceira, que come pegando no osso e rapando a carne toda. (Menino de Lisboa, adquiriu rapidamente hábitos de alentejano). Depois diz 'já não quero mais'...
Ainda comeu uma mousse de chocolate e, se eu tivesse insistido, talvez tivesse comido a segunda.
Adoro estas boquinhas abençoadas!
E não há poema melhor do que este neto. ❤

Friday, May 05, 2023

Uma flor


O meu jardim tem árvores relva flores e um lago. E uma casa.
Quando me passeio por lá olho as flores e vejo-as crescer, a cada dia. Agora os cravos.
A relva amacia-me os pés descalços e o aroma enche-me os pulmões. Terra-mãe.
As árvores são partes de mim plantadas há muito tempo, que cresceram frondosas e me abrigam. Um colo.
Há árvores com muitos anos, outras com menos, mas todas igualmente bonitas. Ouvem-me.
Duas são especiais. Uma enorme e outra mais pequena. Estão perto do lago e abraço-as. A minha casa.
O meu jardim tem todos os aromas e todas as cores. De todas as flores.
Há um canteiro diferente, ao pé do lago e perto das duas árvores. De cravos semeado. Já nascidos.
Mesmo ao lado um outro canteiro tem uma flor prestes a rebentar. De aroma diferente.
No lago do meu jardim está ancorado um barco, que me espera. Entro e remo por entre chorões e nenúfares e patos e cisnes. E há peixes que se escapam.
Toda a noite remei. À espera. Ao fim da manhã atraco o barco e vou ao canteiro ver da flor. Já nasceu.
É filha do amor e da poesia. É uma Margarida e cheira a bebé…