Balofas carnes de
balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.
Flácidas bimbas sem
expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só lhe
ficou cagança
e a puta dança.
A ver se caça com
disfarce um chato
coça na cona e vai
rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
e a puta dança.
Os calos velhos com
sapatos novos
fazem-na andar como
quem pisa ovos
pisando o par de cada
vez que avança
e a puta dança.
Julga-se virgem de
compridas tranças
mas se um cabrito
de cornadas mansas
abre a carteira e
generoso acode
a PUTA FODE.
António Botto
Monday, March 21, 2022
Balofas carnes de balofas tetas
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3 comments:
Olá doce Maria.
Que maravilha este poema do Botto!!
conheço porque o escutei uma vez pelos Penicos de Prata...vale a pena ouvir a música .
Deixo abraço e brisas doces **
Incompleto...
Corrigido. Obrigada.
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