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Thursday, December 29, 2011

No centenário do nascimento de Alves Redol



Retrato de Alves Redol

Porém se por alguém não foi ninguém
cantou e disse flor canção amigo
a si o deve. A si e mais a quem
floriu cresceu cantou lutou consigo.

Homem que vive só não vive bem
morto que morre só é negativo
morrer é separar-se de ninguém
e contudo com todos ficar vivo.

Nado-vivo da morte. É isso. É isso.
Uma espécie de forno de bigorna
de corpo imorredoiro que transforma
em fusão o metal do compromisso:
Forjar o conteúdo pela forma:
marrar até morrer. E dar por isso.

(Ary dos Santos)


António Alves Redol (Vila Franca de Xira, 29 de Dezembro de 1911Lisboa, 29 de Novembro de 1969), foi um escritor, considerado como um dos expoentes máximos do neo-realismo português.

Sunday, November 29, 2009

Alves Redol, 40 anos depois



«Do alto Ribatejo e da Beira Baixa
eles descem às lezírias pelas mondas
e ceifas
gaibéus lhes chamam.»

Alves Redol
(29.Dezembro.1911 - 29.Novembro.1969)

Saturday, November 29, 2008

Lembrando Alves Redol

QUADRAS

Se me vires de pau e manta,
não cuides que sou pastor:
sou da vila de Samora,
das Lezirias guardador.

(Samora Correia)

Não m'importo ser soldado,
contando que o batalhão
traga sempre na bandeira
bordado o teu coração.

(Benavente)

O meu amor disse à mãe
que me havia de deixar.
Agora deixo-o eu;
tome lá, vá-se gabar!

(Samora Correia)

Alves Redol

(29 de Dezembro de 1911 - 29 de Novembro de 1969)
(Cancioneiro do Ribatejo)