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Thursday, June 25, 2009
É bonito, apetece-me, e o jantar é hoje!
Cheiro eterno de alecrim (Apanhei-te cavaquinho) - Sotaques
Doce memória do meu tempo de criança
Trago viva essa lembrança
De pureza e de bonança
Passarinho de esperança
Lindo laço, firme trança
A beleza e a pureza que a divina vida me concedeu
Vida tão solta, voo livre giro salto
Rodopio, pé descalço, tendo o céu no meu abraço
No quintal a cada passo
Nunca soube o que é cansaço
Fruta boa em meu regaço
Cheiro eterno de Alecrim
Pé de muleque, quebra queixo, artreiro
Meu coqueiro, formigueiro
Castanha assada, branquinha cocada,
Bananada bem queimada
Caldo de cana, chuva no telhado, pirulito, mel, melaço
Araçá, pitomba doce, goiabada, carambola, fruta-pão
O fino laço dessa nossa história
Não vai se desfazer
Há tanta essência, cada gesto
Criando versos do saber
Flores e cores, vento breve, luzes
Brisa ao entardecer
Dança de folhas, pirilampos
Sons da memória do meu ser
Letra: Silvia Nazário Música: Ernesto Nazareth
Interpretação: Silvia Nazário, Rogério Charraz e Cláudio Kumar
(retirado daqui)
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