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Wednesday, March 04, 2015

Meu Amor Eterno



Meu Amor Eterno

Há poucas coisas de que me arrependo na vida. Mas há erros que se cometem que são de uma grande injustiça.
Em todos os formulários e fichas que tive de preencher ao longo da minha vida, sempre que tinha que indicar a profissão da minha mãe eu escrevia "doméstica". Foi isso que me ensinaram, as mulheres que ficam em casa a tratar dos filhos são domésticas. Mas a minha mãe nunca foi doméstica. A profissão da minha mãe, exercida há 45 anos é ser Mãe. Assim, com letra maiúscula e tudo.
Profissão da mãe: Mãe
A minha mãe assumiu com tal brio o seu papel que passou a ser Mãe acima de tudo. Mais que mulher foi Mãe. Mais que esposa foi Mãe. Muito mais que doméstica ou "dona de casa", ela foi Mãe.
E logo escolheu a profissão mais exigente e desgastante que existe. Trabalha 365 dias por ano, 24 horas por dia. Não tem direito à greve. Não se pode despedir por justa causa, nem por outra causa qualquer. Não existem horários, a disponibilidade tem que ser total.
Não me fica bem dizer isto, mas os resultados do seu labor e da sua arte estão bem à vista. De tal forma foi bem sucedida na sua "carreira" que foi promovida: agora é Avó.
Profissão da mãe: Mãe e Avó
E como Mãe não tem direito a descanso acumula as duas funções, embora com menor carga horária.
Só espero que um dia me possa perdoar a burrice de ter escrito doméstica onde deveria ter aparecido Mãe. E agora, Mãe e Avó.
Mas não uma mãe qualquer. A minha mãe, a única. O ser humano mais humano no ser que conheço. Que toma as dores dos outros como suas, sofrendo às vezes mais que os próprios. Que é incapaz de dizer não a quem lhe bate à porta, mesmo sabendo que pode estar a ser enganada, mesmo quando a pessoa que lhe bate à porta já antes a enganou. A única pessoa que conheço que não entende, nunca entendeu e nunca vai entender o reverso da medalha, a maldade do ser humano. A pessoa que me ensinou o prazer de dar, de fazer o bem aos outros sem esperar nada em troca. A quem eu bebi o exemplo de estar sempre disponível para ajudar o próximo, embora não o consiga aplicar com a dimensão que ela sempre o fez.
Mãe: Meu Amor Eterno!

#70anos #gratidão

Rogério Charraz

Saturday, October 10, 2009

Para ti


Canto para ti esta canção
Feita de flores de jasmim
Se a fechares no teu coração
Guarda o cheiro para mim

Rosa vermelha cor da paixão
Que eu colhi do teu jardim
Deixa-a voar numa ilusão
Mas guarda o cheiro para mim

A água da fonte é fresca e pura
E corre sempre a teus pés
E no caminho se te procura
Faz-se rio outra vez

Vida pintada em verdes trigais
Terra sangrenta sem ter fim
Dás o teu fruto a todos, iguais
Mas guarda o cheiro para mim

A água da fonte é fresca e pura
E corre sempre a teus pés
E no caminho se te procura
Faz-se rio outra vez

Semente raíz flor e fruto
Ciclo de vida feito assim
Ventre sofrido rasgado enxuto
Mas guarda o cheiro para mim


(não imaginava que fosse tão rápido. Ainda bem que foi...
Abraço-te, tanto!)

Thursday, June 25, 2009

É bonito, apetece-me, e o jantar é hoje!


Cheiro eterno de alecrim (Apanhei-te cavaquinho) - Sotaques

Doce memória do meu tempo de criança
Trago viva essa lembrança
De pureza e de bonança
Passarinho de esperança
Lindo laço, firme trança
A beleza e a pureza que a divina vida me concedeu

Vida tão solta, voo livre giro salto
Rodopio, pé descalço, tendo o céu no meu abraço
No quintal a cada passo
Nunca soube o que é cansaço
Fruta boa em meu regaço
Cheiro eterno de Alecrim

Pé de muleque, quebra queixo, artreiro
Meu coqueiro, formigueiro
Castanha assada, branquinha cocada,
Bananada bem queimada
Caldo de cana, chuva no telhado, pirulito, mel, melaço
Araçá, pitomba doce, goiabada, carambola, fruta-pão

O fino laço dessa nossa história
Não vai se desfazer
Há tanta essência, cada gesto
Criando versos do saber
Flores e cores, vento breve, luzes
Brisa ao entardecer
Dança de folhas, pirilampos
Sons da memória do meu ser

Letra: Silvia Nazário Música: Ernesto Nazareth
Interpretação: Silvia Nazário, Rogério Charraz e Cláudio Kumar


(retirado daqui)

Tuesday, June 23, 2009

Ser Solidário é Ser Fonte de Gente



Já cantámos as voltas de cada abraço
A certeza do beijo e da mão dada
Carregando o fruto que é esta jornada
Sabemos da força que trazemos no passo

De janela aberta, tua casa feita em nós
O doce aroma da poesia
A ternura de cada dia
O romper inquieto da alegria
Onde dança a simplicidade da tua voz

É tempo do sonho, uma nova corrente
Caminhar contigo é ser feliz
De dentro de tudo o que se faz e diz

Ser solidário é ser fonte de gente

(Pedro Branco)

Eu sei que é um post repetido. É apenas para lembrar que HOJE é o último dia para inscrições para o jantar. Para quem ainda não se inscreveu, as marcações poderão ser feitas directamente para a Taverna dos Trovadores, telefone 21 923 35 48.

Monday, June 15, 2009

Ser Solidário é Ser Fonte de Gente


Já cantámos as voltas de cada abraço

A certeza do beijo e da mão dada

Carregando o fruto que é esta jornada

Sabemos da força que trazemos no passo


De janela aberta, tua casa feita em nós

O doce aroma da poesia

A ternura de cada dia

O romper inquieto da alegria

Onde dança a simplicidade da tua voz


É tempo do sonho, uma nova corrente

Caminhar contigo é ser feliz

De dentro de tudo o que se faz e diz

Ser solidário é ser fonte de gente

(Pedro Branco)

Está tudo dito no poema acima. O cartaz tem todas as informações necessárias sobre este jantar. Nós, que ouvimos o Rogério quase todas as semanas, vamos jantar com ele, para ele. É assim a Amizade. É assim o Amor. É assim a Solidariedade.
Vamos, e levamos Amigos connosco...

Thursday, April 30, 2009

Música para hoje, porque sim! Outra vez!

Letra & Música: Rogério Charraz

A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita

No tempo da outra senhora
Só havia p'ró jantar
E agora? Só me apetece chorar!
É o juro que sobe
Ai meu Deus, quem me acode
Quem me tira do buraco
Quem me livra do contrato
Que assinei p'ra pagar
O que não posso comprar…

No tempo da outra senhora
Todos cantavam o hino
E agora? É tudo a fazer o pino!
A bandeira na janela
Da barraca da favela
Chamada bairro social
Para não soar tão mal
Neste novo português
Onde se "kapam" os quês

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

No tempo da outra senhora
Não se podia falar
E agora? É tudo a desconversar
Na TV do momento
Jornal é entretenimento
Concurso? Humilhação
Futebol até mais não
E não perca a novela
Enquanto aperta a fivela

No tempo da outra senhora
Não havia oposição
E agora? Ninguém percebe quem são.
Do que ontem era ideia
P'ra curar desgraça alheia
Hoje só resta a desculpa
E o ónus dessa culpa
Que com tanta parceira
Ainda acaba solteira

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

Dizia a outra senhora
“Orgulhosamente sós!”
E agora? Em que Europa estamos nós?
Cotas na agricultura
Défice cravado na cintura
A factura por cobrar
Subsídios que gastámos
Dinheiro que esbanjámos
E que havemos de pagar

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita

Friday, April 17, 2009

Música para hoje, porque sim!

Letra & Música: Rogério Charraz

A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita

No tempo da outra senhora
Só havia p`ró jantar
E agora? Só me apetece chorar!
É o Juro que sobe
Ai meu Deus, quem me acode
Quem me tira do buraco
Quem me livra do contrato
Que assinei p`ra pagar
O que não posso comprar…

No tempo da outra senhora
Todos cantavam o hino
E agora? É tudo a fazer o pino!
A bandeira na janela
Da barraca da favela
Chamada bairro social
Para não soar tão mal
Neste novo português
Onde se "kapam" os quês

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

No tempo da outra senhora
Não se podia falar
E agora? É tudo a desconversar
Na TV do momento
Jornal é entretenimento
Concurso? Humilhação
Futebol até mais não
E não perca a novela
Enquanto aperta a fivela

No tempo da outra senhora
Não havia oposição
E agora? Ninguém percebe quem são.
Do que ontem era ideia
P`ra curar desgraça alheia
Hoje só resta a desculpa
E o ónus dessa culpa
Que com tanta parceira
Ainda acaba solteira

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

Dizia a outra senhora
“Orgulhosamente sós!”
E agora? Em que Europa estamos nós?
Cotas na agricultura
Défice cravado na cintura
A factura por cobrar
Subsídios que gastámos
Dinheiro que esbanjámos
E que havemos de pagar

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita
E contra a dita a gente grita

A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita

Tuesday, April 07, 2009

Tempo de Solidariedade

O Guilherme é uma criança com graves problemas de saúde e, como todas as crianças, tem o direito a ser feliz.
Esgotadas as opções de ver o seu nível de vida melhorado em Portugal, encontrou em Cuba e nos médicos cubanos a solução do seu caso.
E é aí que todos nós entramos. Que todos nós temos o dever de o acompanhar nesta sua caminhada.
Quero pedir-vos que não faltem no jantar de solidariedade na Taverna dos Trovadores, dia 8 de Abril próximo, ou contribuindo com donativos. Para além dos excelentes músicos do Rogério Charraz Trio estarão outros; O Carlos Lopes no acordeão, o Zé Salgueiro na bateria, o Fernando Pereira, a Filomena Pereira e outros tantos que se irão juntar neste serão de solidariedade.

Para mais informação podem consultar o blogue do Guilherme em http://www.forcagui.blogspot.com/

(retirado daqui)

Conheci o Guilherme no sábado. Ao colo do pai, chegou junto do Rogério Charraz e pediu-lhe para cantar uma cantiga do Jorge Palma. E todos nós cantámos. Vou lá estar a jantar na quarta-feira, na iniciativa promovida pela Taverna dos Trovadores.

Quem não puder ir poderá sempre contribuir para ajudar o Guilherme a andar, dando os seus donativos.

Depósitos:
Conta nº 092/200008964 do BBVA
Titular da conta: Noélia do Carmo Gafanha (mãe do Gui)
Telem. 962693016

Transferências: NIB 0019 0092 00200008964 09
IBAN PT50 0019 0092 0020 0008 9640 9
BIC BBVAPTPL

Sunday, May 18, 2008

Ontem, na Taverna dos Trovadores

O RCTrio canta a lusofonia
O Fernando, dono da casa, a cantar Zeca Afonso
O Zé Manel, a cantar a Pedra Filosofal
O Rogério a cantar Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

(José Mário Branco)

Vale mesmo a pena uma noite nesta casa. O ambiente é acolhedor, e temos 3 jovens a cantar as nossas boas cantigas.
Cantam lá às sextas e sábados. São o Trio Rogério Charraz, e pode ser visitado em http://www.rctrio.pt.vu