São quatro. Dois adultos e duas crianças. A casa é fria. De noite dormem todos abraçados uns nos outros para que os corpos se aqueçam. Tapam-se apenas com o único cobertor que têm. Mas a força que os move é tanta e o amor que os une é tão grande que um cobertor chega. E de manhã acordam sempre com um sorriso no rosto. Amanhã de manhã faço-lhes um chocolate quente...
Não vale a pena insistires. Já te disse que não é por aí que vou. O meu caminho é outro. As vidas tomam rumos diferentes às vezes sem darmos por isso, outras por opção. No entanto a nossa vida somos nós que a escolhemos. O que queremos, ou não, fazer, é e será sempre de nossa opção. E a minha opção está feita, faz tempo! Nem lamento que haja vidas embrulhadas por quem as quis embrulhar, mas recuso-me a aceitar que embrulhem a vida dos que amo. Porque isso, sim, é um acto de puro egoísmo. Para não falar das razões que te levaram a embrulhar tudo... Não continues nem arrastes mais ninguém, não valerá a pena. Um dia a verdade vem ao de cima, por isso não vale a pena insistires. Já te disse que o meu caminho é outro. Vou deixar o tempo correr. Vou continuar o meu caminho, que é o de tantos que comigo e ao meu lado caminham. Pára, não vale a pena insistires. Acabou, entendeste?
Tudo o que o amor me deu Aconteceu sem querer Mas dessa vez fui eu quem fez acontecer Se me ensinou viver Quase matou de amor Por ti querer demais vivido que ensinou Eu não mandei você chamar minha atenção Eu me prendi e se soltou a minha inspiração Meu amor... Ao me dizer que sim Você me fez quem eu sou A liberdade de te amar me libertou Eu aprendi que no amor não é preciso se jogar Mas quando a gente joga não quer perder E quem diz que o amor é carta marcada acertou Ninguém vai separar as vidas que a vida embaralhou Sou feliz porque só quis apostar em nós dois A sorte me sorriu já temos um passado pra lembrar depois... lembrar depois Eu não mandei você chamar minha atenção A liberdade de te amar me libertou da solidão Sou como a minha inspiração Meu amor... meu grande amor.
E não vou tomar café fora de casa, nem almoçar ou jantar ao restaurante, nem meter gasolina, muito menos irei às compras! É dia de greve geral e, tal como o trabalho, é sagrado! Amanhã estarei também ausente da net... Bom dia de GREVE a todos!
Falas-me olhas-me tocas-me beijas-me agitas-me E eu fico tão dormente e tão desperta ao mesmo tempo que te olho, despido esperando por mim, pelo amor que te arde É então que eu te visto de beijos molhados e te bebo todo inteiro. Às vezes o amor é assim...
Recebi o teu bilhete para ir ter ao jardim a tua caixa de segredos queres abri-la para mim e tu não vais fraquejar ninguém vai saber de nada juro não me vou gabar a minha boca é sagrada
Estar mesmo atrás de ti ver-te da minha carteira sei de cor o teu cabelo sei o shampoo a que cheira já não como, já não durmo e eu caia se te minto haverá gente informada se é amor isto que sinto
Quero o meu primeiro beijo não quero ficar impune e dizer-te cara a cara muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa
Promete lá outro encontro foi tão fugaz que nem deu para ver como era o fogo que a tua boca prometeu pensava que a tua língua sabia a flôr do jasmim sabe a chicla de mentol e eu gosto dela assim
Quero o meu primeiro beijo não quero ficar impune e dizer-te cara a cara muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa
Encerramento da função pública em Lisboa, 200 julgamentos adiados, jogo de futebol Benfica-Braga protelado, encomendadas quatro viaturas daquelas contra manifestações (e que não deviam ter sido a preço de saldo… e prazo de entrega falhado), simulacros de acções de segurança e repressão, suspensão dos acordos Schengen, uma campanha intimidatória com uso de todas as vias de comunicação (anti-)social: eis a cimeira da NATO em Lisboa (e claro que não é tudo). Uma mescla de provincianismo com prepotência e incompetência.
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E uma manifestação pela Paz e contra a NATO, no dia 20, do Marquês de Pombal aos Restauradores.
Esperava que voltasses. O teu rugido era tremendo mas dentro de mim o silêncio. Lambias as rochas mais pequenas e eu ali de desejo fervente. Vieste em onda larga e derramaste-te por inteiro sobre o meu corpo inerte. Na maré de vir. Ainda hoje guardo a espuma daquele fim de tarde. Sangue meu...
Venho devolver-te o coração que te tiraram. Encontrei-o num caminho agreste, ao vento e ao frio, e sangrava. Aconcheguei-o nas minhas mãos e dei-lhe um beijo. Estremeceu. Vi que ainda batia. Por isso to devolvo. Renasce para a vida. Aproveita cada momento. Não adies o tempo que é teu, que é vosso. Vive o que tem de ser vivido. Não adies mais, o tempo pode esgotar. Ou cansar-se, porque o tempo também se cansa. Vive o que tem de ser vivido! Para isso te devolvo o coração que te tiraram, mas que ainda pulsa, cheio de vida!
Se eu fosse mar deixaria que desaguasses em mim o rio que és. Poderias então descansar de todas as cores no meu azul profundo. Não sou mar. Mas podes sempre descansar no meu regaço todos os cansaços da vida. As tuas lágrimas. As chegadas e as partidas. A tua inquietação. E repousar o corpo...
Quando o amor, a ternura, a solidariedade, a amizade, e tudo o resto que sentimos caminham assim, de mãos dadas, o tempo não tem fim! Quando secamos as lágrimas, o sangue nos corre nas veias a arder, e todo o nosso eu é capaz de sentir assim, como um abraço, o tempo não tem fim! Quando os sorrisos nos enchem a alma e o pulsar dos corações é feito a um tempo único, podemos inventar tudo, até um tempo sem fim! Quando no meio da solidão a vida continua a fazer todo o sentido só porque te sinto meu irmão, o tempo nunca terá fim!
Se me ha dormido un sueño en el café Perdido por el tiempo de nunca volver La tarde en el colegio y un corazón Clavado en el pupitre entre los dos. Estas algo más rubia y así de pie Pareces aún más alta de lo que pensé Cuando tú eras la envidia y yo el por qué Que tu padre decía me iba a perder Quiero echar la vista atrás Donde se encuentran Mi plumiere y mi compás Y tus trenzas Y volver a rebuscar por un solar Yo mis ganas de pelear y tú el susto Que te daba no verme más A fin de curso. Ay amor, amor primero Y de segundo, tercero y cuarto Ay amor, te quise tanto Cuando el beso era amor Y el amor canto. Amor desde el gimnasio a la excursión Desde la geografía, amor sin razón Amor de tinta y tiza amor de portal Amor de cada día y en cada lugar. Amor que aun ahora guardo en la piel El beso, la caricia, el toque, temblor Amor perdido, amor de nunca volver.. . Camarero, por favor, otro café. Dónde están, donde se encuentran Mi plumiere y mi compás Y tus trenzas Y volver a rebuscar por un solar Yo mis ganas de pelear y tú el susto Que te daba no verme más A fin de curso.