Thursday, August 14, 2008

Uma cantiga típica...


Asa Branca

Quando oiei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação.

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.

Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão.

Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.

(Gonzaguinha)
Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

29 comments:

salvoconduto said...

Pena já não estarem entre nós Gonzaguinha e Gonzagão.

Curti imenso quer um quer outro.


Abreijo

Eduardo Aleixo said...

Por que será que a simplicidade, a pureza, o natural, me desarmam e me comove?
Mas quem me manda ir com armas?
Enfim...
Bjoca

mariam said...

fantásticos! o poema e a imagem... verdes, frescos. obrigada.

e obrigªtambém p'las palavras.

fique bem

eu estou quase quase
no "dolce fare niente"

um sorriso :)

samuel said...

Grande clássico, cantiga irresistível!
Ah... e fica infinitamente melhor se for cantada realmente com a pronúncia certa.

Abreijos

Um Poema said...

..
Excelente, este poema de Gonzaguinha.

Um abraço

Leticia Gabian said...

Ô, Maroca! Lembro tanto da dó que Zé e eu sentimos por esse cavalinho... Só pelo e ossos, tadinho!
No sertão, onde há seca e fome, muita gente fica que nem o cavalo, só que em pele e ossos.

Beijo grande, amiga-irmã

andorinha said...

Que bom "ouvir" a doçura da pronúncia brasileira.
Voltarei.

pin gente said...

que bonito, maria!
a estas horas também eu estou de volta ao meu sertão (mas a contragosto). interrompi para te vir dar um beijo matinal.
beijo
luísa

Maria P. said...

Lindo...

Beijinho, Maria*

maresia_mar said...

Olá Maria,
finalmente, vou de férias.. Até setembro minha querida.
Não te esqueças de ser feliz.
Beijos

poesianopopular said...

Maria
As cantigas do Sertão, são quase todas melancólicas, mas muito bonitas, o saudoso Gonzaguinha era genial.
Bjos

em azul said...

Meu coração... um chamado (e)terno.
Ainda bem que disseste antiga... Também eu gosto de Aranjuez desde que o conheço e, com ele, conheci Paco de Lucia.
Um bejo. Maria
(gosto tanto das tuas visitas)
Gostei da "Asa branca", fez voar no sertão.

em azul said...

digo: fez-me voar...

Teresa Durães said...

para variar, não conhecia :)

estou de partida para férias

Carla said...

simplesmente...belo!
beijos

malukinha d'arroios said...

maria,

saudades... muitas de ti.

Oris said...

Foi bom passar por aqui, para recordar...

Beijitos, Maria.

Fernando Samuel said...

Tão, tão, tão bonito...

Um beijo grande.

mundo azul said...

Belíssima composição narrando as agruras do nordestino! Grande Luiz Gonzaga!

Beijos de luz e o meu carinho...

brisa de palavras said...

Um cantiga antiga mas sempre actual...
um abraço
brisa de palavras

Catarina said...

*Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.

nao conhecia, deve ser do interior do brasil...

belo poema e a asa branca bateu asas...

beijo Maria

Rosa dos Ventos said...

Obrigada por me teres recordado esta bela composição!

Abraço

Lúcia said...

Parece que até a estou a ouvir...
Beijinhos

Maria said...

Muito obrigada por terem passado aqui.
Bom fim de semana pra todos.

Beijos

Cris Caetano said...

Estás uma autêntica baiana! :)

Beijos e bom fim de semana

Maria said...

cris caetano

:)))))

Beijos

O Sibarita said...

Ô dona moça a título de colaboração essa música originalmente é cantada por gonzagão, viu?

bjs
O Sibarita

Maria said...

o sibarita

Obrigada, Sibarita.

Beijos

urssinha said...

eu amei esse poema tá mas lino do que os dos outros,quis dizer de outras pessoas. muito lindo.