Tuesday, November 18, 2008

Percorri todos os caminhos


Percorri todos os caminhos de todos os cheiros de todas as cores
palmilhados em tempos idos nos tempos de todos os amores

Percorro-te outra vez num sim e não de todas as forças abandonada
e de todos os poros me sai a solidão de nada ter e me teres rasgada

Percorro-me em todo o teu corpo decorado como um mapa de mim
sei-te como mais ninguém. És sopro que caminha a meu lado, sim!

43 comments:

salvoconduto said...

As palavras são mesmo tuas e lindas.

Abreijo

Eduardo Aleixo said...

Lindo poema, Maria.
Beijos.
EA

Maçã com Canela said...

Muito bonito Maria...
Esse sopro que não se sente mas que desperta sensações mais antigas!

Um grande beijinho linda Maria

Joao P. said...

Maria:

Lindíssimo.

Sem palavras

bjs

João

mfc said...

Gostei da forma linda como dizes que te percorres, percorrendo o corpo daquele por quem sorris.

FERNANDA & POEMAS said...

Querida Maria, belíssima foto da Nau dos Corvos, vendo-se as Berlengas ao longe... O poema Amiga, maravilhoso no seio da sua dor... Adorei o conjunto...Parabéns!!!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha

lisse said...

Em cheiros e cores ficou o tempo preso...

Em dedos de saudade fico a esperar por ti.

(...ao som do "já..." apeteceu-me voar...)

abraço forte

Mar Arável said...

O infinito não tem limites

para amar

bjs

Carminda Pinho said...

As tuas palavras... dão-me força, para continuar a percorrer os meus caminhos...

Beijos, Maria

A CONCORRÊNCIA said...

Conhecer como ninguém, só quem ama ou amou verdadeiramente, pode conhecer esse alguém como ninguém.

Beijo grande

Teresa Durães said...

a entrega do corpo

Spectrum said...

Não existe limite para o sonho, Maria..
Abraço

Mukanda said...

Lindo Maria!
Escreves lindamente.
Um beijinho grande
Andreia Vilarinho OU Mukanda (como preferires :)

pin gente said...

encontrei-te a meio do caminho e seguimos. ainda hoje não entendo porquê? ainda hoje olho para trás e procura a curva na estrada do nosso encontro. o tempo desfê-la. o pó do chão, testemunha de um amor calado, foi empurrado pelos ventos. ainda hoje não endento porquê? sei que o caminho cresceu, alargou, se ramificou. lá estavas tu numa outra curva. à minha espera. preenchido de muitos nadas. cheio para o meu novo abraço. encontrámo-nos um pouco além da metade do caminho. menos livre(s), mais calmo(s). encontrámo-nos sem ser por acaso. entre nós o acaso estava destinado a não o ser. sabiamo-lo. sentiamo-lo. e seguimos. agora lado a lado, e será assim pelo tempo que nos restar, sim!


um beijo, maria
gosto de ti
luísa

PreDatado said...

Muito belo. E gostei particularmente do verso euq que dizes "percorro-me em todo no teu corpo", a analogia de um corpo como um mapa de que se conhecem as estradas e os lugarejos como ninguém mais o sabe.

Justine said...

Melhor um sopro, leve e constante e doce, que um vendaval violento e áspero!
Um sopro é boa companhia...

Leticia Gabian said...

Lindo, amiga-irmã!

Tão lindo que fez sair do meu olho uma gota de mar.

Beijo enorme, no coração

melgadoporto said...

“sei-te como mais ninguém”
Tudo passa a ser diferente de tudo e nada mais é igual.
É alcançar o horizonte onde o sol nasce e se põe.
Quase tocar o céu!
:-)

Maria P. said...

Os cheiros...
Lindo.

Beijinho,Maria*

C Valente said...

Aceitei a sugestão, alterei o poema na parte final, mantendo-se a ideia o porquê de dizer que o futuro foi ontem. Obrigado
Sempre aceitei sugestões quando são entendo que as mesmas são correctas.
Gostei deste seu post e a foto
Saudações amigas

SMA said...

Em todos os caminhos há o caminho... esse pequeno canal que liga à terra
.
.
.
so agora vi e li os cheiros e aromas da ceia... ontem tive um dia impossivel... vida de cigana é dura
.
.
mas hoje estou mais perto
:-)))

bjo doce

Filoxera said...

Mais e mais. Sempre...
Beijos e um xi.

A. Jorge said...

Li e reli. Tornei a ler e a reler. E mais uma vez!...
É que... eu gosto de ficar arrepiado!

Um beijo

Jorge

rosa dourada/ondina azul said...

Bela a forma como contas o caminho percorrido...



Beijo p ti,

LOURO said...

Olá Maria, belíssima fotografia e belo poema... Parabéns,
Beijinhos de carinho e amizade
Lourenço

BlueVelvet said...

Poderia chamar-se ausência este poema.
Mas se título encontrei, para o qualificar só duas palavras: lindo e pungente.
Beijinhos

Paula Raposo said...

Belo poema! Gostei. Beijos.

elvira carvalho said...

Bonito texto. Com a sensibilidade de sempre.
E a foto? Sabe que tenho várias tiradas a esse penedo? Com gaivotas, sem gaivotas,com mar calmo com tempestade.
É um sítio muito bonito do qual gosto muito.
Um abraço

Fernando Pinto said...

Como eu gosto deste lugar... Obrigado pela foto. Está linda, Maria!

Beijinhos do Baleal (risos)

hfm said...

Belíssimo!

Fernando Samuel said...

Bonito!

Um beijo grande.

Agulheta said...

Maria. As palvras são sentidas,com o mar que nos aflora sentimentos,a foto é linda conheço o sítio.
Beijinho

De Amor e de Terra said...

...e porque e poesia te (nos) percorre, um dia, tenho a certeza, será o maior farol a iluminar a vida.

Beijos Amiga. Obrigada pelos votos;
quem sabe um dia destes nos encontraremos? Há apresentações agendadas para várias cidades do País...

Depois te direi.

Maria Mamede

LB said...

Estas palavras ali com as Berlengas à vista... nem sei que te diga!

deixo um beijinho

heretico said...

belíssimo sopro poético...

beijos

poesianopopular said...

Maria
Tu és um mar de palavras doces e belas, que bailam como plunas na tua imaginação.
Um bjo

Utopia das Palavras said...

És tu sim...
que em céu aberto
me desnudas
como pena
que voa solta
e me sopras
até o infinito
ser o meu...
prazer de te trazer
e sentir...
ao meu lado!

Maria said...

Obrigada por terem passado por aqui.

Beijos

Joao P. said...

Maria:

Deixei-te um recado no meu blog por causa do mail

bjs

joão p.

João said...

Não tenho talento para escrever. Nem para mais nada em especial, de resto e de facto. Trato as palavras como pedras e quando as quero usar vejo os castelos que fingi ter construído ruírem como penas ao vento.
Não sei quem és.
Mas gosto de te imaginar como alguém que pisou as mesmas calçadas, que bebeu do mesmo vinho, que tropeçou nos mesmos encantos e desencantos. Não és o meu amor, esse é outra pessoa. Não és a minha paixão, essa é o meu amor. És "um sopro que caminha ao meu lado, sim!"

tibeu said...

Esta imagem é bem familiar. Cabo Carvoeiro em Peniche hehe bj

fj said...

Um cheiro com um sabor a mar intenso ;)

joão marinheiro said...

E eu já calcorreei todas essas pedras em tempo idos...Bons tempos...
Abraço