Thursday, September 24, 2026
1ª Festa do Avante!
Thursday, March 13, 2025
Eduardo Diniz de Almeida
Natural de Lisboa, foi um dos fundadores do Movimento dos Capitães, tendo sido eleito para a sua comissão provisória na Reunião de Alcáçovas de 5 de setembro de 1973. Por este motivo, foi compulsivamente transferido para Penafiel e, posteriormente, para a Figueira da Foz.
Na madrugada do dia 24 para o dia 25 de Abril de 1974, comandou uma bateria de obuses do Regimento de Artilharia Pesada n.º 3, da Figueira da Foz, integrada no Agrupamento Militar Norte que marchou para a conquista do Forte de Peniche.
Após o 25 de Abril, é destacado para o Regimento de Artilharia n.º 1, em Lisboa, (RAL1 ou RALIS), unidade onde se mantém durante o processo revolucionário e que ficou conhecida pela sua permeabilidade à extrema-esquerda revolucionária.
Na manhã de 11 de Março de 1975, o RAL 1 é alvo de um ataque de forças para-quedistas da Base Aérea de Tancos. Diniz de Almeida comanda a defesa da unidade e protagoniza uma das cenas icónicas desse dia ao estabelecer um diálogo com um oficial das forças para-quedistas sitiantes, captado pelas câmaras da RTP.
Mais tarde, no contexto dos acontecimentos do 25 de Novembro, procurou mobilizar forças militares em torno do RALIS, para se oporem às forças comandadas desde o Palácio de Belém pelo Presidente da República. A 26 de novembro apresenta-se na Presidência da República, onde recebe ordem de prisão. Após vários meses preso, foi libertado e ilibado dos processos nos quais tinha sido indiciado.
Após o período revolucionário, continuou a sua atividade política e social, formou-se em Psicologia Clínica e Medicina Dentária, áreas em que fez assentar o seu trabalho voluntário. Foi ainda vereador pela Coligação Democrática Unitária em Cascais (2001-2005).
O jornalista Artur Portela Filho chamou-lhe «Fittipaldi dos Chaimites», devido às movimentações de blindados que dirigiu durante a Revolução.
#25deAbril #50anos25abril #50x2 #Protagonistas
Wednesday, March 12, 2025
Assembleia do MFA
Receberia posteriormente o epíteto de «Assembleia Selvagem». As decisões que dela saem marcam os capítulos seguintes da experiência revolucionária portuguesa. Assim, a Assembleia do MFA decide a favor da instituição de uma comissão de inquérito aos acontecimentos do dia 11 de março; delibera a manutenção de eleições no prazo previsto pelo Programa do MFA; a remodelação do governo, tendente à persecução de uma política económica de pendor revolucionário; e a institucionalização do MFA, através da constituição do Conselho da Revolução.
#25deAbril #50anos25abril #50x2
Thursday, November 21, 2024
A25A
Tuesday, March 05, 2024
A Reunião de Cascais 5 de Março de 1974
Há 50 anos, a 5 de março de 1974, o Movimento dos Capitães dava o último passo decisivo no caminho para o 25 de Abril.
Numa reunião em Cascais, onde participam cerca de 200 homens em representação de mais de 600, os Capitães assumem como irreversível a opção pelo golpe de Estado, determinam um reforço da sua organização e acionam os mecanismos para a conclusão de um projeto político que sintetiza os seus objetivos fundamentais.
O encontro clandestino é preparado com relevantes preocupações de segurança. Os jovens militares são inicialmente convocados para 18 cafés ou pastelarias em Lisboa, onde devem esperar por um elemento que os encaminhe para o local da sessão. O plano inicial é realizar a reunião no edifício Franjinhas, no cruzamento das ruas Castilho e Braamcamp, mas é alterado nesse mesmo dia: o destino acaba por ser o 1.º andar do número 45 da rua Visconde Luz, em Cascais, no ateliê do arquiteto Braula Reis.
Nesse pequeno espaço, cumpre-se uma etapa determinante na história do Movimento dos Capitães e para o sucesso da «Operação Viragem Histórica», que, dali por 51 dias, derrubaria uma ditadura que durava há quase meio século.
Durante o encontro, é aprovado pela maioria dos presentes (111) o documento de síntese «O Movimento, as Forças Armadas e a Nação». Este é o primeiro projeto político dos Capitães, fundamental para balizar os seus objetivos, mas também para condicionar quem, derrubada a ditadura, viesse a deter o poder. Fica patente a intenção do Movimento de democratizar o país e de acabar com a guerra e dá-se aqui a passagem do Movimento dos Capitães a Movimento das Força Armadas (MFA). Os Capitães decidem delegar em Melo Antunes a responsabilidade de presidir e coordenar a comissão de elaboração do Programa.
No mesmo encontro realiza-se uma nova votação sobre os futuros chefes do Movimento, num escrutínio mais uma vez ganho por Francisco da Costa Gomes, então Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Os presentes dão ainda um voto de confiança à Comissão Coordenadora do Movimento e à direção para desenvolver todas as atividades necessárias à preparação do golpe de Estado.
Sunday, September 24, 2023
Foi há 50 anos
República da Guiné-Bissau celebra 50 anos de existência
A 24 de Setembro de 1973, nasceu a República da Guiné-Bissau, proclamada ainda durante a luta armada de libertação contra o colonialismo português. O PCP saudou na altura a histórica decisão do povo guineense com dimensões e alcance internacionais.
Nascida em plena luta armada de libertação nacional contra o colonialismo português, a República da Guiné-Bissau festeja 50 anos de existência no próximo domingo, 24.
Foi a 24 de Setembro de 1973, na região libertada do Boé, no leste da Guiné, que a Assembleia Nacional Popular – o parlamento guineense, cujos deputados tinham sido eleitos anteriormente – proclamou o primeiro Estado e a independência do país.
Como previu Amílcar Cabral, dirigente da luta independentista encabeçada pelo PAIGC, «da situação de colónia que dispõe de um movimento de libertação e cujo povo já libertou em 10 anos de luta armada a maior parte do seu território nacional», a Guiné-Bissau passou «à situação de um país que dispõe do seu Estado e que tem uma parte do seu território nacional ocupado por forças armadas estrangeiras».
Na altura, o Partido Comunista Português, na clandestinidade, saudou a decisão do povo guineense, com «dimensões e alcance internacionais». O Avante!, na sua edição de Outubro de 1973, destacava na primeira página que «a proclamação da independência não é, como os fascistas portugueses propagandearam alguns dias depois, um acto formal e gratuito. Foi uma decisão maduramente preparada e baseada nos êxitos militares e políticos do PAIGC».
Informava o jornal que a Assembleia Nacional Popular guineense aprovara «a constituição do novo Estado e os seus órgãos de soberania» e que elegera Luís Cabral para presidente do Conselho de Estado e Francisco Mendes para liderar o Conselho dos Comissários de Estado (governo), «militantes destacados do PAIGC na frente de combate e na organização política e militar».
Na mesma edição, o Avante! publicava uma mensagem do PCP, subscrita por Álvaro Cunhal em nome do Comité Central do Partido, e enviada a Aristides Pereira, Secretário-Geral do PAIGC, e aos dirigentes eleitos à frente dos novos órgãos estatais.
«Por motivo da proclamação da República da Guiné-Bissau, enviamo-vos as mais calorosas felicitações do Partido Comunista Português. Estamos certos de traduzir os sentimentos dos trabalhadores e das forças progressistas de Portugal, saudando este acto histórico que constitui um novo e importante passo no caminho da libertação completa do vosso povo da exploração e do domínio capitalista», afirmava a mensagem.
Álvaro Cunhal escrevia mais, antecipando o futuro: «Nenhuns interesses ou objectivos separam e muito menos opõem o povo português e o povo da Guiné-Bissau. As lutas dos dois povos são solidárias e dirigem-se contra os mesmos inimigos. Estamos certos de que os laços de amizade hoje existentes entre os nossos dois Partidos, os sentimentos de fraternidade existentes entre os nossos dois povos, se traduzirão um dia, quando o colonialismo português for finalmente derrotado e quando Portugal for libertado do fascismo e da submissão ao imperialismo, numa cooperação fraternal entre os nossos dois países livres e iguais».
E finalizava a mensagem do PCP: «Hoje, como sempre, podeis contar com a nossa activa solidariedade. Estais certos de que não pouparemos esforços nem sacrifícios para desenvolver em Portugal a luta contra a criminosa guerra colonial, pelo reconhecimento da independência da vossa Pátria».
Avante nº 2599 de 21.9.2023
Saturday, September 23, 2023
A noite na Ilha
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita,
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.
O teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda não existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora
- pão, vinho, amor e cólera -
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.
Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.
Dormi contigo
e, ao acordar, tua boca,
saída do teu sono,
trouxe-me o sabor da terra,
da água do mar, das algas,
do âmago da tua vida,
e recebi teu beijo,
molhado pela aurora,
como se me viesse
do mar que nos cerca.
Pablo Neruda
(que nos deixou há precisamente 50 anos)
Wednesday, September 28, 2022
Pequena elegia de Setembro
Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos poisados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de Setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
Tuesday, September 27, 2022
Filho
“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo!"
(autor anónimo)
Sunday, August 25, 2019
Nasceu-te um Filho
jamais, a extrema solidão da vida.
Se a não chegaste a conhecer, se a vida
ta não mostrou - já não conhecerás
a dor terrível de a saber escondida
até no puro amor. E esquecerás,
se alguma vez adivinhaste a paz
traiçoeira de estar só, a pressentida,
leve e distante imagem que ilumina
uma paisagem mais distante ainda.
Já nenhum astro te será fatal.
E quando a Sorte julgue que domina,
ou mesmo a Morte, se a alegria finda
- ri-te de ambas, que um filho é imortal.
Jorge de Sena, in 'Visão Perpétua'
Friday, August 16, 2019
Woodstock
Foram 3 dias de 'paz e música', que começaram a 15 de Agosto de 1969. Há 50 anos!
Jimi Hendrix, Janis Joplin, Carlos Santana, Joan Baez, The Who, Ravi Shankar, Joe Cocker, Credence Clearwater Revival, Joni Mitchel, Crosby, Stills, Nash & Young foram apenas alguns dos músicos que passaram pela fazenda da cidade de Bethel, interior de New York, de 15 a 18 de Agosto de 1969.
Foi há 50 anos, em Woodstock!
https://youtu.be/MwIymq0iTsw
Monday, December 19, 2011
Tuesday, April 12, 2011
Sunday, January 03, 2010
A fuga de Peniche foi há 50 anos!

Sessão comemorativa do 50º aniversário da fuga de Peniche, que restituiu à liberdade Álvaro Cunhal e outros destacados dirigentes comunistas, pelas 15h30, no Auditório Cultural da Câmara Municipal de Peniche, em Peniche.
A Sessão será precedida de uma visita guiada sobre a fuga no Forte de Peniche.
Mais informação aqui, aqui e aqui.
Até já, para quem lá for...
Monday, March 16, 2009
Recordando António Botto
É noite: na escuridão
As nuvens parecem fumo
E não deixam ver a Vénus,
Linda estrela da manhã!
Vai rebentar um chuveiro
Porque a ventania puxa
Uma grande tempestade:
Gaivotas em terra, fujo -
E fico ao pé de um guindaste;
Mas, nisto, uma divina claridade
- É o dia que rompe e a luz do Sol
Já numa tira ou faixa cor de rosa
Com misturas de azul e um verde claro
Que eu nunca tinha visto pelos céus!,
A chuva suspendeu, não houve nada
Senão a maravilha sem par
De uma linda madrugada!
Fiquei, sozinho, a fixar
Os astros que se abraçaram
Na luz de um silêncio quente
E em que se ouvia somente
No meu coração cheio de amor,
Mas sempre pronto para amar,
O riso inúmero das ondas
Na infinita vastidão do mar!
António Botto
(17 de Agosto de 1897 - 16 de Março de 1959)
Thursday, January 01, 2009
Nos 50 anos da Revolução em Cuba!
O primeiro cheiro da Ilha, à saída do aeroporto
Havana, Malecón
Praça da Revolução, Monumento a José Martí
Praça da Revolução
Havana, Museu da Revolução
Santiago de Cuba, Quartel Moncada
Santiago de Cuba, Sierra Maestra com Catedral da Senhora do Cobre ao fundo
Santiago de Cuba, Casa da Trova
A Baía de Santiago de CubaEra aqui que eu deveria estar, hoje. Por razões que não vêm ao caso não posso estar. Mas estou com o coração, cheio de ternura por um Povo que soube e sabe resistir ao garrote económico imposto pelos vizinhos da América do Norte, e que já custou à Ilha 46 anos de privações e prejuízos directos de muitos milhões de dólares, por um Povo que luta com dignidade, por um Povo solidário e internacionalista que já venceu e continua a vencer!
Viva o Povo Cubano! Viva Cuba!
(deixo-vos um link para um artigo no Anónimo Séc. XXI, que acho da maior importância, http://anonimosecxxi.blogspot.com/2008/12/50-anos-cuba.html)
















%2Bart%2Bnouveau%2Bmermaid%2Bpendant%2B%2B(c.1900).b.jpg)







